ECONOMIA INDUSTRIAL: EM 04/05/1924 NASCIA EM NOVA ERA MG - UM ASTRO DA ENGENHARIA LOGÍSTICA FERROVIÁRIA
- Ele transformou a empresa de uma raquítica, endividada; e toda desacreditada mineradora à beira da falência , no pé do pico do Cauê em Itabira – MG, distante em linha reta 40 km da casa onde nasceu na vizinha Nova Era em uma Gigante Logística de Minério de Ferro, respeitada nos 4 cantos do mundo em geologia, mineração de minério de ferro, ferrovia, porto e navegação transoceânica.
- Ele dizia: "Acho que o valor está no trabalho em equipe, é fazer com que todos se sintam orgulhosos de participar de determinado projeto".(Eliezer Batista)
- “Desde que entrei na CVRD em 1949, busquei galvanizar a ideia de que nem eu e nem meus colegas éramos inferiores a ninguém. Falta de conhecimento não é atestado de incompetência, mas apenas consequência de um conjunto de variáveis, como dificuldade de acesso e limitações de ordem financeira. Eu olhava para os engenheiros americanos da Morrison Knudsen e acreditava que podíamos aprender tudo o que eles, os americanos faziam nas obras da Vitória Minas. Dito e feito. Conseguimos!
- Quando a Morrison Knudsen foi embora, ferrovia e mina ficaram entregues às baratas. Fiz 178 viagens ao Japão para trazer investimentos no Brasil e geração de empregos”. (Eliezer Batista)
NÃO HAVIA DINHEIRO PARA NADA; O BRASIL NÃO TINHA CRÉDITO INTERNACIONAL.
- "Era mais fácil extrair minério com as mãos do que obter recursos financeiros. Fiz diversas viagens ao Rio de Janeiro para convencer a diretoria da Vale a investir no projeto. Juracy Magalhães um dos poucos que acreditou naquele trabalho. É o verdadeiro “São Juracy da Vale do Rio Doce”. Ele esbravejou e lutou. "Deu um cheque assinado em branco" para desenvolvermos a CVRD. Ele enxergou a VALE grande e defendeu essa ideia com afinco" (ELIEZER BATISTA)
CONSEGUIMOS FAZER A CVRD - CIA VALE DO RIO DOCE, UMA GRANDE EMPRESA
- Respeitada mundialmente pela seriedade e eficiência, através de equipes extraordinárias. Homens simples, dedicados e trabalhadores. Ninguém faz nada sozinho. O ferroviário é humilde e trabalhador. Aprendi muito com eles. Ferroviários braçais, ali no campo, lado a lado sempre buscando o melhor para a VALE. Todas as manhãs recebia deles, o mais sincero e leal bom dia. Me tratavam bem, e estavam sempre à minha disposição. (ELIEZER BATISTA)
A EMPATIA DE UM LÍDER
- 60% de todos os problemas administrativos resultam da ineficácia da comunicação. PETER DRUCKER - “Sempre aceitei ideias e já aproveitei muitas até de meu chofer. Muitas delas eram 10 vezes melhores que a minha e nunca tive interesse de que as melhores ideias fossem minhas. Rasguei inúmeras vezes as minhas ideias e aproveitava de meus colegas de qualquer cargo; de mantenedor de via permanente à diretor. Todos meus colegas e não subordinados.
- Sempre procurei formar um ambiente coletivo de trabalhar e tomar as nossas decisões. Todos empregados participavam. A participação das pessoas diretamente nos projetos da VALE, criava o orgulho, de estarem contribuindo e tendo inclusive a proximidade das chefias, isto construímos na ferrovia Vitória Minas. Por outro lado, dei muita sorte, porque sempre consegui formar grandes equipes, de alto gabarito. “. (Eliezer Batista)
A CVRD-VALE, só desenvolveu acima até de nossas expectativas, pelo profissionalismo de nossa gente. Por onde passo no mundo eu comento isso. A visão holística e sistêmica que enxergam o capital humano nos anos 2000, nós fazíamos nos anos 50, talvez de maneira primitiva, sem holofotes, mídia empresarial do management, que nem tínhamos na época. Mas a gente tinha essa visão, de lealdade e comprometimento das pessoas. “. (Eliezer Batista)
SEMPRE PEDI, PARA NÃO ME CHAMAREM DE DOUTOR,
- Porque cria distância da comunicação com os empregados mais humildes. Aprendi isso como Engenheiro Ferroviário, trabalhando sobre os trilhos, britas, sob o sol forte e chuvas ao lado de empregados braçais, a maioria negros. Passei então, a entender as dificuldades deles e aprender a comunicar com eles também. Nós crescemos foi aí! “. (Eliezer Batista)
AS DIFICULDADES PARA FAZER A VALE CRESCER -
- Dr. Eliezer fala sobre Mário Carvalho: "Foi o período heroico da Vale do Rio Doce. Colocar a companhia de pé não era apenas um desafio da engenharia; por vezes, era um trabalho para Fernão Dias Paes, Bartolomeu Bueno da Silva e cia. Como bandeirantes, precisávamos nos embrenhar por vegetações fechadas, hostis ao avanço do homem. Dormíamos em vagões, às vezes sem banho e sem dormir para desobstruir a linha NOS ACIDENTES.
- Nesse período, um personagem de imenso valor foi Mário Carvalho. Mesmo sendo topógrafo, Mário pode ser perfeitamente emoldurado no rol de engenheiros que trabalharam na formação da CVRD. Seu talento superava qualquer diploma. De origem inglesa e italiana, também nascido em Nova Era, era um homem dotado de um vasto conhecimento técnico, algo fundamental naquele momento. Eram dias medievais (Eliezer Batista)
A CIA VALE DO RIO DOCE, ESTAVA ALTAMENTE ENDIVIDADA,
- O governo não acreditava no projeto, mas eu com a nossa equipe. Sonhávamos com uma CVRD grande e no nosso conhecimento de engenharia, profissionalismo de nossa gente era o nosso capital sonhador. Chegamos a registrar mais de quatro mil acidentes em um só ano. Morávamos todos dentro de vagões, no meio da linha. Ficávamos dias no meio do mato, sem banho, bebendo água suja até macaco pegava malária.
- Mário Carvalho era determinado e muito inteligente, não tinha hora e a disposição dele era contagiante. Pegamos muito "rabo de foguete" mas tínhamos gente forte conosco. Vencemos grandes desafios com as nossas equipes de puro profissionalismo na Estrada de Ferro Vitória Minas. Havia mosquitos transmissores da malária, chamada de paludismo na região do Rio Doce. (Eliezer Batista)
DURANTE A AMPLIAÇÃO DA ESTRADA DE FERRO VITÓRIA-MINAS,
- A miséria no vale do rio Doce era assustadora. Ali não bastava apenas contratar mão de obra, era preciso dar alimentação, moradia, educação. Não fizemos isso por filantropia, mas porque os trabalhadores rendiam mais assim. E na minha trajetória profissional nunca deixei de aproveitar uma ideia melhor do que a minha. Acho que o valor está no trabalho em equipe, é fazer com que todos se sintam orgulhosos de participar de determinado projeto (Eliezer Batista)
NO GOVERNO, POUCOS ACREDITAVAM NA COMPANHIA.
- . Quando a Morrison Knudsen foi embora, ferrovia e mina ficaram entregues às baratas. Não havia dinheiro para nada; o Brasil não tinha crédito internacional. Era mais fácil extrair minério com as mãos do que obter recursos financeiros. Fiz diversas viagens ao Rio de Janeiro para convencer a diretoria da Vale a investir no projeto. Juracy Magalhães na época presidente da CVRD-VALE foi um dos poucos que acreditou naquele trabalho. É o verdadeiro “São Juracy da Vale do Rio Doce”. Eliezer Batista)
CONSEGUIMOS FAZER A CVRD - CIA VALE DO RIO DOCE, UMA GRANDE EMPRESA RESPEITADA MUNDIALMENTE PELA SERIEDADE E EFICIÊNCIA, ATRAVÉS DE EQUIPES EXTRAORDINÁRIAS. HOMENS SIMPLES, DEDICADOS E TRABALHADORES.
- Ninguém faz nada sozinho. O ferroviário é humilde e trabalhador. Aprendi muito com eles. Ferroviários braçais, ali no campo, lado a lado, e sempre buscando o melhor para a VALE. Todas as manhãs recebia deles, o mais sincero e leal bom dia. Me tratavam bem, e estavam sempre à minha disposição. Confesso, que pelo companheirismo, os coleguismos surgiram as amizades sinceras deles: pessoal e profissional, sendo maioria negros na época.
QUANDO PRESIDENTE DA CVRD AOS 36 ANOS, MUITO JOVEM AINDA; ACUMULEI O CARGO DE MINISTRO DAS MINAS E ENERGIA
- E como primeiro presidente de carreira da VALE . Elegi como prioridade melhorar A qualidade de vida do trabalho dos nossos empregados e das suas famílias. Nos anos 50 e 60 investimos no bem estar dos empregados com a construção de moradias, escolas, hospitais e áreas de lazer. Não foi nada de filantropia.
DESTA MANEIRA, CRIAMOS O SURRADO, PORÉM INDISPENSÁVEL, CONCEITO DE VESTIR A CAMISA.
- A CVRD era uma grande família. Esse espírito não surgiu da noite para o dia, mas foi fruto de um enorme sacrifício coletivo. Cada um dos funcionários sabia que estava gerando riquezas não apenas para o acionista controlador, no caso o governo, mas também para o Brasil e, principalmente, para si próprio. Acompanhei a trajetória dos mais humildes trabalhadores que, com seu esforço, conseguiram fazer de seus filhos médicos, advogados ou engenheiros. Isto sempre foi um dos meus maiores orgulhos. (Eliezer Batista)
MAS, PARA OS MILITARES, NA ÉPOCA preocupação social era coisa de comunista. Fiquei marcado por causa de todo este trabalho. Fiquei aguardando a hora da prisão. Me chamaram de comunista até me afastarem da VALE, porque busquei uma administração humana, não por filantropia, mas pelo lado holístico e ético. Fui injustiçado na época, mas encontrei um ombro e palavras de coragem em minha esposa JUTTA (Eliezer Batista)
- Afastado injustamente da VALE e taxado de comunista, poderia ser preso. Mas Trajano de Azevedo Antunes, o maior minerador do Brasil na época procurou o General Castelo Branco, presidente da república, que disse: "Eliezer é homem para fazer o Brasil dar passos longos e quero ele na CAEMI".
- Castelo Branco deu o aval. Na CAEMI, Eliezer fundou a MBR a 2a mineradora de minério de ferro do Brasil anos atrás e idealizou o Porto de Septiba. Internacionalizou a CAEMI.
- A CAEMI teve um crescimento exponencial com Eliezer.
- Depois de seu afastamento da VALE, cinco meses depois foi chamado para voltar para ao governo, mas magoado com os militares ficou na CAEMI.
- A VALE anos depois comprou a CAEMI / MBR
A VOLTA PARA CVRD-VALE NO BRASIL
- Eliezer estava morando na Europa ,como chairman RDI - Rio Doce Internacional, subsidiária da VALE voltada a parte comercial e apoio consultivo. A esposa nascida na Alemanha, ele certamente não pensava em retornar ao Brasil.
- Foi surpreendido por um pedido do Presidente Gal Figueiredo: "Carajás está enguiçado e precisa ser tirado do papel de dentro da floresta Amazônica com uma mina, ferrovia e porto. Só temos um engenheiro de competência para fazer isso: Eliezer Batista, nós precisamos dele, o Brasil precisa dele". Ao ser chamado, a esposa Jutta Batista foi a incentivadora maior: "o país precisa de você, vamos voltar para o Brasil".
- Ele aceitou, mas exigiu que o governo não interferisse na administração da VALE , como sempre trabalhou predominando engenharia e competência técnica.
O DESENVOLVIMENTO SÓ PODE SER SUSTENTÁVEL. O maior ativo, o maior patrimônio de uma nação é a saúde e a educação de suas crianças e da sua juventude. Japão e Coréia tiveram esse pensamento quando estavam em ruínas. Investiram o que tinham e o que não tinha na educação e hoje são exemplos de progresso como poucos. Praticaram e economia da educação e do conhecimento, o que nunca fizemos no Brasil”. (Eliezer Batista)
PLANEJÁVAMOS FAZER A VALE “GRANDE EXPORTADORA E DE LOGÍSTICA DIFERENCIADA”,
- Mas havia resistência do minério da Vale entrar na Europa e EUA; e que não deixava ainda negociar com o Japão com receio de reerguerem a capacidade bélica.
- Como o Japão precisava comprar e a Vale precisava vender. Aproximamos corajosamente dos japoneses
- Ignoramos interesses contrários e fechamos contratos longos entre Vale – Japão. Prosperamos em muitos outros negócios e não há produtores de minério no mundo que não invejem da nossa posição no Japão hoje. (Eliezer Batista)
REFORÇANDO: NAS DÉCADA DE 50 /60 O BRASIL TINHA MINÉRIO EM ABUNDÂNCIA, MAS NINGUÉM QUERIA COMPRÁ-LO. O JAPÃO PRECISAVA DE MINÉRIO PARA REERGUER SUA INDÚSTRIA SIDERÚRGICA, que tinha sido destruída na Segunda Guerra. Como presidente da Vale vi ali uma oportunidade de negócio extraordinária para o Brasil. Na época, os Estados Unidos e Europa não queriam vender minério para os japoneses, temendo que o Japão reerguesse o seu poderio bélico. O Japão queria comprar minério e a VALE, precisava vender minério.
- Na época criamos um problema diplomático com os Estados Unidos e a Europa, mas era questão de vida ou morte. A falência da VALE era iminente. Corremos o risco do negócio! Buscamos o comércio com os japoneses.
- A venda de minério para o Japão, dado aos patamares logísticos e preço, só compensaria se fosse feita em grandes volumes. Coisa para embarcações de no mínimo 100 mil toneladas. Não havia navios desse porte e, se houvesse estes navios, não existia portos onde pudessem atracar. (Eliezer Batista)
E MESMO COM ESSES PORTOS, O TRANSPORTE SÓ SERIA VIÁVEL, SE NA VOLTA OS NAVIOS TROUXESSEM PETRÓLEO DO ORIENTE MÉDIO.
- Foi difícil, mas convencemos os japoneses a investir na construção de navios de 100 mil toneladas (o maior do mundo na época era de 35 mil). Fui chamado de super. megalomaníaco pelos leigos e pessimistas. Construímos o porto de Tubarão para recebê-los e acertamos com a Petrobrás, o transporte de petróleo do oriente, com o retorno nos mesmos navios, que levavam minério para o Japão. Mudamos completamente o perfil da navegação mundial.
- Fiz 178 viagens só para ao Japão para diversificar a VALE em assuntos de venda de minério, navegação, celulose, alumínio, etc. Faria tudo de novo para engrandecer a CVRD, a DOCENAVE e o Brasil Eliezer Batista)
- “Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem.” Peter Drucker
- Meu estilo de trabalho sempre foi o mais coletivo possível. Todas as grandes decisões eram debatidas em equipe. nesse quesito, tive a sorte de reunir profissionais fuoriclasse.
- Administrar é a arte de aceitar as diferenças. O que eu podia ter de distinção em relação a outras pessoas – talvez mais relacionamentos, acessos internacionais, contatos com ideias novas – não me dava o direito de desprezar o conhecimento do meu companheiro.
- A filosofia minha é a seguinte: melhor ideia leva. Não tenho pretensão nenhuma que a ideia seja minha. Até o meu chofer dá palpite"
- Eliezer nasceu com o talento da engenharia, , inteligência prodigiosa, liderança e o pensamento sistêmico e holístico conectados. Isso o fez o estrategista e desenvolvimentista como poucos., De outro lado foi batizado de "Nosso eterno presidente ferroviário"
- “A engenharia sempre me remeteu a uma só palavra: realização. Aprendi com meu pai que o homem é aquilo que ele constrói, ensinamento ao qual me agarrei no mais concreto dos sentidos. Sempre fui, acima de tudo, um construtor. A engenharia é a apoteose da física e da matemática. Em uma exuberante metamorfose, números e cálculos rompem o casulo da teoria e se revelam em resultados práticos.
- A diferença entre o advogado e o engenheiro é que o advogado nos ensina a “viver com” e o engenheiro nos ensina a “viver de”. Seu conceito jamais fenece, ao contrário do conhecimento tecnológico, este sim, nuvem rala e passageira. A tecnologia é obsoleta pela própria natureza. As informações não se acumulam, apenas substituem umas às outras.
- Eu me lembro do Doutor Burlamaqui, no seu tempo o maior conhecedor de locomotiva a vapor do Brasil. Ficou parado para sempre na mesma estação. Quando surgiu a locomotiva a diesel, todo o conhecimento que ele tinha virou fumaça.
- Atualmente, a tecnologia é ainda mais cruel com quem se dedica somente a ela. São tantas e tão rápidas as mudanças que um empreendedor corre o risco de estar sempre inaugurando a mais moderna fábrica obsoleta do mundo.
- A tecnologia é a aplicação prática da ciência para fins meramente utilitários e momentâneos. Já a física e a matemática jamais se apagam. (Eliezer Batista)”
"O Brasil precisa de homens e líderes da competência de Eliezer Batista, que tem iniciativa e "acabativa", que fala pouco, não promete o que não pode cumprir e sabe formar equipe de gente forte e competente. **Ele trabalha, pensa e age com a pura engenharia que realiza e faz acontecer. **
**O exemplo meu hoje; é a competência que a VALE implantou o Projeto Carajás sob o comando de Eliezer. **
**Quem não aplaude a magnitude dessa obra, 100% filha da nossa Engenharia Nacional? **
**Está provado que temos muitos engenheiros de 1a linha, de categoria mundial e Eliezer valoriza esse nosso patrimônio brasileiro , como ninguém! **
- "Mina sem transporte e logística é cascalho. Ferrovia sem carga é ferro velho. Navio parado na barra de porão vazio, sem frete não passa de um grande barco pesqueiro. A minha preocupação na VALE é essa. O sistema parado nos coloca no vermelho e torna as nossas operações caras, inviáveis e fácil cairmos do cavalo se o sistema falhar. Mexemos com US$" (Eliezer Batista)
- Inauguração da Estrada de Ferro Carajás por Eliezer Batista, presidente da CVRD no governo Figueiredo. O único projeto estatal (governo brasileiro) implantado, entregue um pouco antes do prazo com uma economia de US$ 1,4 bilhões e pioneiro na mineração vinculada ao desenvolvimento sustentável.
"O ponto crítico da construção da estrada de ferro era a transposição do Rio Tocantins – rio de regime torrencial. As cheias ampliavam o seu leito, a ponto de sua largura chegar a um quilômetro. À época, muitos duvidavam que seria possível transpor o rio naquela região. Diversos procedimentos adotados por Pitella e sua equipe – formada, entre outros grandes engenheiros, por profissionais como Renato Moretzohn e Fabio Lage – venceram esse obstáculo. Construímos uma ponte rodoferroviária, diferente e moderníssima com 2,3 mil metros de extensão, posicionada a 35 metros acima do nível d’água, rigorosamente dentro do prazo previsto." (ELIEZER BATISTA)
- O Projeto Carajás foi chamado na Eco 92 – de Mineração Verde e foi exemplo das práticas de desenvolvimento sustentável. A palavra desenvolvimento sustentável, só veio a ganhar corpo, fama e força, com sua identidade com Carajás divulgada na Eco 92 – Rio. Um dos maiores eventos de Ciências de meio ambiente que o planeta já viu. Conhecido por sua visão estratégica de futuro, sempre à frente de seu tempo, Eliezer trouxe para o CEBDS - Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável como um de seus fundadores conceitos com os quais já havia começado a trabalhar no Projeto Carajás, ainda quando estava à frente da Vale. Foi quando, pela primeira vez no país se buscou trabalhar de maneira integrada com os três pilares do desenvolvimento sustentável, o econômico, o social e o ambiental.
- O conceito de desenvolvimento sustentável naquela época não estava composto, mas especialistas atribuem a essa experiência de Carajás parte da elaboração do conceito: o empresário suíço Stephan Schmidheiny veio ao Brasil para coordenar a ECO 92, no Rio de Janeiro.
- Na ocasião, ele visitou Carajás (PA) e se deparou com os aspectos econômicos, ambientais e sociais aplicados em simultaneidade. Da prática observada, Schmidheiny partiu para a teoria e organizou o conceito de desenvolvimento sustentável, ampliando o postulado de ênfase ambiental cunhado em 1987 no Relatório Brundtland, citado acima. De fato, a contribuição de Eliezer Batista para construir o pensamento da sustentabilidade no Brasil é inestimável.
- Acostumado a comandar grandes empreendimentos, Eliezer foi diretamente ligado às questões ambientais desde cedo. Elaborou o código florestal de 1965, um dos primeiros, e costumava dizer que para alcançar a meta de sustentabilidade é preciso antes de tudo o conhecimento científico de regiões que serão exploradas economicamente.
MINHA GRATIDÃO, SAUDADES E ADMIRAÇÃO AO NOSSO ETERNO FERROVIÁRIO
ELIEZER E O JAPÃO
- Ele acreditou no Japão mesmo arrasado pela guerra. Rompeu barreiras e preconceitos, assim como as orientações diplomáticas para engrandecer a VALE. Os EUA e Europa não recomendavam a venda de minério de ferro ao Japão, com receio de reativarem o poderio bélico, mas Eliezer acreditou na palavra dos japoneses e abriu a venda e outros relacionamentos em suas 178 viagens ao Japão, trazendo capital japonês , empresas, renda, investimentos e empregos para o Brasil.
- Foi montada com o Japão todo um sistema de engenharia logística transoceânica corajosa e inovadora do minério de ferro para atender o Japão, e que foi sucesso total!
- "Engenheiro ferroviário que ligou a Vale ao resto do mundo", e lhe rendeu a mais alta condecoração do Japão, por ter causado uma verdadeira 'revolução' no sistema de transporte marítimo-ferroviário de granais sólidos e líquidos mundial.
- Em 1962, graças ao conceito de "distância econômica", foram assinados contratos de exportação, válidos por 15 anos, com 11 siderúrgicas japonesas, num total de cinco milhões de toneladas/ano - o que representava mais do dobro da até então produção da Vale, que era de 2 milhões de toneladas/ano.
- “ Abrimos o mercado para um produto que podia valer pouco, mas a ideia era ganhar dinheiro com a "logística", transformando uma distância física (a rota Brasil-Japão-Brasil) numa "distância econômica", (o valor necessário para colocar o minério brasileiro nas usinas japonesas). Engenheiro estrategista, desenvolvimentista e de inteligência e talento raro. Líder de Grande Projetos.
- O engenheiro Eliezer Batista recebeu das mãos do imperador Hirohito do Japão a Ordem do Sol Nascente.
- Aqui estão os detalhes desse reconhecimento:
- O Motivo: A condecoração foi dada devido ao seu papel crucial na concepção e construção do Porto de Tubarão, além do desenvolvimento do conceito de distância econômica que viabilizou o transporte de minério de ferro brasileiro ao Japão.
- A Honraria: A Ordem do Sol Nascente é uma das mais altas condecorações concedidas pelo Japão.
- Contexto: Eliezer Batista foi um dos maiores empreendedores do Brasil e ex-ministro de Minas e Energia.
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