ECONOMIA INDUSTRIAL: OS ETERNOS ADVERSÁRIOS E PESSIMISTAS DIZIAM QUE O PROJETO CARAJÁS ERA A REEDIÇÃO DA TRANSAMAZÔNICA E PROJETO JARI, QUE CONSUMIRAM MUITO DINHEIRO SEM DAR RETORNO ESPERADO NA ÉPOCA. QUEBRARAM A CARA!!!!



 "FIGUEIREDO foi decisivo para o Projeto Carajás, sem ele não tinhámos como implantar o projeto. Ele foi corajoso e enfrentou  muita gente  que não queria  o sucesso de Carajás. Ele esbravejou com muita gente da alta política inimiga de  Carajás e da VALE. As questões eram contra o financiamento em bilhões  de US$ do projeto e as ciumeiras de não deixarmos a política influir na administração da VALE. Ele não só comprou essa briga com muita coragem; tipo um leão, mas também nos encorajou com as suas decisões, de confiança, Ele assinou um cheque em branco para nós." (ELIEZER BATISTA) 




Os eternos adversários e pessimistas diziam que o Projeto Carajás era a reedição da Transamazônica e Projeto Jari, que consumiram muito dinheiro sem dar retorno esperado na época. Mas o que houve é que seus críticos quebraram a cara! . Porque o Projeto Carajás foi o único projeto estatal brasileiro entregue antes do prazo com a economia de US$ 1,4 bilhões e um show de eficiência da Engenharia Nacional. Na época esse feito chamava a atenção do mundo! A competência da CVRD, a Cia Vale do Rio Doce brilhava nas páginas de jornais do mundo inteiro e nas telas das televisões.
Antes da inauguração oficial a VALE transformou a Planta Piloto, em usina de produção de escala industrial, a famosa UBM - Usina de Beneficiamento de Minério já produzindo minério de alta qualidade. Quando o projeto foi inaugurado o pátio já tinha minério produzido acumulado amortizando os custos de implantação.


O Projeto Carajás foi chamado na Eco 92 – de Mineração Verde e foi exemplo das práticas de desenvolvimento sustentável. A palavra desenvolvimento sustentável, só veio a ganhar corpo, fama e força, com sua identidade com Carajás divulgada na Eco 92 – Rio. Um dos maiores eventos de Ciências de meio ambiente que o planeta já viu e na época a palavra usada era Ecologia.
Conhecido por sua visão estratégica de futuro, sempre à frente de seu tempo, Eliezer trouxe para o CEBDS - Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável como um de seus fundadores conceitos com os quais já havia começado a trabalhar no Projeto Carajás, ainda quando estava à frente da Vale. Foi quando, pela primeira vez no país se buscou trabalhar de maneira integrada com os três pilares do desenvolvimento sustentável, o econômico, o social e o ambiental. O conceito de desenvolvimento sustentável naquela época não estava composto, mas especialistas atribuem a essa experiência de Carajás parte da elaboração do conceito: o empresário suíço Stephan Schmidheiny veio ao Brasil para coordenar a ECO 92, no Rio de Janeiro.
Na ocasião, ele visitou Carajás (PA) e se deparou com os aspectos econômicos, ambientais e sociais aplicados em simultaneidade. Da prática observada, Schmidheiny partiu para a teoria e organizou o conceito de desenvolvimento sustentável, ampliando o postulado de ênfase ambiental cunhado em 1987 no Relatório Brundtland, citado acima.



"O Brasil precisa de homens e líderes da competência de Eliezer Batista, que tem iniciativa e "acabativa", que fala pouco, não promete o que não pode cumprir e sabe formar equipe de gente forte e competente. A VALE NÃO SERIA A POTÊnCIA DE HOJE SEM ELIEZER EM SEU COMANDO POR DUAS VEZES. **Ele trabalha, pensa e age com a pura engenharia que realiza e faz acontecer. 
O exemplo meu hoje; é a competência que a VALE implantou o Projeto Carajás sob o comando de Eliezer e equipes. 
Quem não aplaude a magnitude dessa obra, 100% filha da nossa Engenharia Nacional? 
Está provado que temos muitos engenheiros de 1a linha, de categoria mundial e Eliezer valoriza esse nosso patrimônio brasileiro , como ninguém!  
(ANTÔnio ermírio de moraes)


"O ponto crítico da construção da Estrada de Ferro Carajás era a transposição do Rio Tocantins – rio de regime torrencial. As cheias ampliavam o seu leito, a ponto de sua largura chegar a um quilômetro. À época, muitos duvidavam que seria possível transpor o rio naquela região. Diversos procedimentos adotados por Pitella e sua equipe – formada, entre outros grandes engenheiros, por profissionais como Renato Moretzohn e Fabio Lage – venceram esse obstáculo. Construímos uma ponte rodoferroviária, diferente e moderníssima com 2,3 mil metros de extensão, posicionada a 35 metros acima do nível d’água, rigorosamente dentro do prazo previsto." 

(ELIEZER BATISTA)




(*)Rowan Pedro de Araújo é Diretor e Vice Presidente dos Conselhos Empresariais de Mineração e Siderurgia e do Agronegócio da ACMinas - Associação Comercial e Empresarial de Minas - é professor de ECONOMIA INDUSTRIAL na UNIDIS


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