ECONOMIA INDUSTRIAL:UNIDIS - AULA EXPOSITIVA - Comunidades de Entorno das - Cidades de Economias dependentes de Mineradoras e outras. Levam à situações que as Empresas trabalhem com Comunicação Empresarial Estratégica

 

  • Em cidades pequenas  que  têm grande dependência da economia de uma determinada empresa.  Parece que o ambiente interno se funde no ambiente externo e social .  Grande parte dos empregados fazem comentários de  suas metas e o do seu departamento abertamente, enfatizando as dificuldades de cumprir aos amigos, colegas e até  no meio social, externo da empresa. Isto é ouvido por comerciantes e todo tipo de profissionais da cidade onde residem. Este comentário ganha corpo e o ambiente externo da empresa, o contato social e puxa ainda mais outros assuntos que ocorrem dentro das empresas e alguns ficam públicos. Isto existe por décadas não é coisa nova. As cidades são em maioria relativamente pequenas e todos se conhecem. A velocidade da comunicação precedida muitas vezes de pessimismo e da insegurança  anda e deriva rápido e forma capilaridade em 100% da comunidade. Isto  é fato, e principalmente em vilas residenciais que compartilham informações vizinhas quotidianamente.
  • Essa é uma temática central para a sustentabilidade e a responsabilidade social corporativa, especialmente em países com forte atividade extrativista como o Brasil. Em cidades cuja economia é dependente de uma única grande indústria (as chamadas "company towns" ou cidades-monodependentes), a Comunicação Empresarial Estratégica deixa de ser apenas uma ferramenta de marketing para se tornar um instrumento de gestão de riscos e manutenção da Licença Social para Operar.

  •  As metas de produção, operação, consumo ou vendas podem então neste contexto definir o rumo da empresa e de comunidades inteiras. Reitero, comunidades pequenas que pertencem à cidades que sediam empresas, cuja economia dependente diretamente da mesma. Quando temos situações desta natureza, as metas ou projetos em geral  se popularizam e mexem com toda empresa e se forma uma atmosfera que se mistura o ambiente interno e o externo também. Esta atmosfera é de ansiedade, precedida de preocupação constante em razão da dependência dos empregos / empregos gerados e a possibilidade de reduzi-los, o que é devastador para economia do município e pessoas que tem uma vida estabelecida, calma e amena nestes locais. 
  • A cidade vive este ambiente. Se a empresa responde pela arrecadação por 60% do município.  A empresa significa 60% do município e com isto. Reforço  que não há como separar o ambiente interno da empresa com o externo em relação a comunidades ou cidades com este perfil. O homem é indivisivel
  • Quando há crises nestas empresas que determina a economia local destas cidades aumenta o desemprego,  incertezas a falta de autoestima. O baque em cheio se observa na construção civil, o termômetro da economia nacional. Quando  desaba e torna a  vida desmotivada e com moral baixo que contamina toda população . O desemprego hoje, está como a  maior preocupação dos empregados. 
  • Um Gerente da empresa em situação como esta. Estará sempre gerenciando o ambiente interno e externo que se cruzam e afetam o clima organizacional. A tensão pode provocar falhas, retrabalho, turn over, absenteísmo e baixa produtividade. A comunicação de um gerente, o líder com os liderados, necessita de suporte da comunicação oficial da empresa de RH, que tem profissionais de ciências sociais, e  estarão sempre atuando de forma compartilhada, inclusive com os empregados terceiros.

  • Isto é fundamental, para conter fofocas, boatos,  ruídos da comunicação e usar recursos para ajusta, minimizar os impactos negativos, o pessimismo exacerbado que atinge o clima organizacional, segurança das pessoas e o processo produtivo.. Comunicação é a base da confiança, segurança da informação segura e confiável, que agrega valor a empresa, sua liderança, força comunitária e moral elevado em dois sentidos: interno e externo. Uma comunicação eficiente de uma empresa, está entre os seus maiores capitais. Isto é fato e não se discute. A empresa no século XXI vive da força de sua comunicação.  Já chamamos de capital comunicacional. Oque o empregado aprende dentro da empresa ele faz multiplicar na sua comunidade e o que ele aprende na comunidade, ele faz gravitar para dentro da empresa, e isso está sempre em movimento. Hoje com o Mundo Digital isso está altamente potencializado.
  • Essa era a razão estratégica e corporativa da VALE, Banco do Brasil e um universo de empresas fomentarem a existência de seus próprios clubes e elevar a convivência de empregados e famílias. 
  •  Comunicação principalmente, dentro desta abordagem é vital , a empresa referencia na cidade nesse caso é cultuada com valor, ou patrimônio social nas cidades, porque vira um símbolo. orgulho e referência de desenvolvimento local. Aumenta a renda, emprega, movimenta a economia. Cria status no empregado. Os filhos querem ser empregados da empresa igual ao pai. Os carros da empresa transitam toda hora na cidade trazendo a logomarca da empresa . 
  • As cores da empresa são usadas e imitadas na cidade em termos de uniforme de outras empresas . etc. Os comerciantes se aproximam dos empregados, por inspirarem confiança na renda mensal que possuem. 
  • Os filhos destes empregados são vistos com respeito nas escolas que estudam, pelos professores e seus colegas. As autoridade, prefeitos vereadores  aproxima dos gerentes por questão de status e prestígio que refletem. Sobre esse exemplo me recordo de Itabira com a VALE nos anos  60 e 70, mães fazendo promessa  para filhas se casarem  empregados das Minas de Itabira e Ferrovia Vitória Minas. Santo Antônio sempre louvado!

  • Mas as comunidades dessas cidades, muitas se acomodaram e  não estão preparadas. Falta informação e comunicação direta de que no séc. XXI os riscos são maiores que as oportunidades. As empresas podem amanhecer fechadas e a população não amadureceu para empregabilidade. Tudo de positivo pode desmoronar e quebrar a engrenagem sócio econômico local, se esta empresa falir, entrar em crise. 
  • Pode levar a cidade, a comunidade junta. Uma empresa que manda na economia local de uma cidade nem sempre é eterna. A Mineração pr exemplo; não dá duas safras. A população mais nova tem e ser preparada para dinamizar e diversificar este tipo molde da economia local, com pensamento sustentável da economia, emprego e renda.
  •  O trauma e o medo maior, são de mudanças bruscas na vida, a relação de status quo e as vezes acomodações naturais. As pessoas neste ambiente  formaram  em mente que a perda do emprego, os leva a buscá-lo em centros maiores, e esta mudança seria aterrorizante para estas pessoas habituadas à este sistema de vida.
  •  Isto vem ocorrendo e construindo nestas incertezas de hoje um processo local de ruídos de comunicação e até boatos, que deixam o  clima organizacional tenso. Esse fato foi observado por um Analista de RH e Gestão de Pessoas, que estuda essas situações de empresas localizadas nos interiores do Brasil conforme observamos. Existem empresas que estão em crise e que respondem sozinhas por 60% da arrecadação municipal e economia local.
  • 60% dos problemas de uma administração, são pela ineficácia da comunicação (Peter Drucker) e 100% dos projetos notáveis, de alta eficiência e funcionabilidade foi porque tiveram uma comunicação de boa a ótima em todas as suas fases. Posso falar isso com propriedade e de maneira inequívoca porque participei da implantação, pré operação e operação continuada do Projeto Carajás da Cia Vale do Rio Doce – CVRD no Pará, o único projeto estatal da história do Brasil, entregue antes do prazo com a economia de US$ 1,4 BILHÕES. Sobrou Tempo e Dinheiro
  • Cuide de seus funcionários do jeito que gostaria que eles tratassem seus clientes”. – Stephen Covey - "As companhias mais admiradas e - ais rentáveis compartilham de um denominador comum: pessoas felizes.“ Richard Whiteley - “A consequência natural de uma comunicação deficiente ou ausente é o boato. Quando a administração não oferece respostas, os funcionários as inventam.” – Francisco Gomes de Matos. - “Estudos mostram que um local de trabalho confiante aumenta o nível de felicidade, empenho com o trabalho, produtividade e engajamento dos funcionários. A confiança também promove um ambiente que incentiva a comunicação aberta e estimula as pessoas a compartilharem suas ideias”. – Arthur Miller - “Quando o colaborador se encanta com a empresa, se torna embaixador da marca. Ele vê que ele também tem importância, vai vestir a camisa e lá fora vai defender sua marca.” – Cleide Cavalcante.

  •  Toda discussão, toda decisão  e problemas e notícias ruins adversas ganham muito rápido os dois ambientes, o interno e externo e vão gerar uma atmosfera de desânimo, tensa e não saudável. O pessimismo em crises duradouras interfere no clima organizacional e moral dos empregados. As notícias ruins, pessimismo, boatos, etc. Pulam o muro da empresa com facilidade, tanto de fora para dentro, quanto de dentro para fora. Vazamentos de informações é muito comum nas empresas que atuam dentro dessa realidade. 
  • O ambiente externo capta situações internas e as metas setoriais, acabam virando conversas de churrascos, eventos festivos, clubes, festas, bares e baladas. Dependendo da tensão que isto é reproduzido, afeta a expectativa de uma comunidade inteira e famílias também. O código de ética existe, mas nem sempre é seguido em ambiente de lazer e de pessoas do mesmo setor.
  •  “O empregado brasileiro carrega  o mal e péssimo hábito de falar excessivamente de serviço em seu lazer quando de reúne com colegas de trabalho”. (Amaro Ferreira ) - As empresas vão precisar de Gerentes, staffs e líderes dispostos a melhorar os níveis de confidencialidade, postura dos empregados e criarem projetos de educação dos empregados. Calcados em visão holística, melhoria comportamental, lealdade, holismo e feedback. O maior problema nestas empresas ao criarem projetos junto a este tipo de comunidade é o cuidado de não se transformar, ou cair em caminhos que a deixe uma empresa paternalista, ou com este tipo de identidade, fama e imagem. Isto é o caos. 
  • A empresa moderna pode ser estrategista, harmoniosa e  produtora de capital comunitário, uma poupança de vanguarda empresarial que vai valer muito no futuro, desde que haja um projeto para tal.
  •  As relações sócio ambientais, sócio culturais são consideradas de rotina, embora convergem para o tema capital comunitário, que hoje  está posicionado em novas plataformas diferenciadas, ou seja práticas e visão das empresas globais. Relacionamento com comunidade, marketing social e ambiental é uma coisa. Capital Comunitário é isto tudo, mais confiança história, ética, valores, essência de parceria, imagem e responsabilidade social por uma visão holística atrelada à marca. 
  • Capital Comunitário deve ser construído como poupança, não é feito do dia pela noite. Pode demorar anos para ser notado. Fortalecido para  acompanhar e valorizar a marca da empresa que está construindo este tipo de capital.
  •  Depois das lições ocorridas com a VALE em Mariana e Brumadinho, as mineradoras passaram a entender que precisam ouvir as comunidades e melhorarem a comunicação com elas. As mineradoras  possuem falhas de comunicação. A CVRD, Vale estatal  sabia lidar com a comunidade e tinha esse DNA nato, o uniforme caqui. 
  • A VALE de banqueiro de camisa verde misturada com azul,  não tem essa habilidade e valores.  As lições de Mariana e Brumadinho, mexeram com a empresa e hoje há uma mudança na forma de tratar as comunidades vizinhas, mas o estrago e a reputação negativa e lentidão em resolver os problemas destas tragédias até com grandeza de tempo de quase década, desgasta a imagem da empresa, até ódio  é notado nesses locais.
  •  Ambientes tensos e de insatisfação na empresa são propícios para as ações e movimentações dos sindicatos e comunidades  e  funcionam como matéria prima deste. O teste de liderança nas empresas muitas vezes vai estar aí, para ganhar a queda de braço dos líderes sindicais. Certa vez um palestrante em um Seminário de Gestão de Pessoas em Belo Horizonte, Marcos de Oliveira Cazzani, disse que 85% dos empregados  levam o ambiente interno da empresa pra o seu ambiente externo, inclusive lazer e para a  própria casa e costuma descarregar seu estresse na família, cachorro, etc. 
  • Ele não recomendava este comportamento, quando Gerente, pois as pessoas ficam constantemente tensas e não descansam como deveriam. Chegam na 2a feira tensas para trabalhar porque não descansam no final de semana e não produzem bem. O final de semana foi regado a assunto tenso de trabalho e não relaxou e nem descansou no seu sábado e domingo. Há indivíduos diferentes à este cansaço, parecendo imunes ou inatingíveis, com este tipo de estresse, dizem alguns profissionais de RH.
  •  Muitas empresas estão recorrendo ao coaching, para tentar corrigir este hábito que tem desequilibrado em termos de qualidade de vida das pessoas. A VIDA SOCIAL X PROFISSIONAL E RENDIMENTO. O Gerente e Supervisor, são os primeiros a detectar este problema e acionar o Coaching para iniciar a seção coaching com empregados com este tipo de problema, e usar as ferramentas, inclusive o radar para ajudar o treinado no comportamento humano, social e profissional. Coaching é um suporte, um coadjuvante do Gerente. Sem a ajuda do empregado, interação, ótima comunicação com o Coaching e sua cooperação, nada funcionará. Coaching só funciona com comunicação, interação e principalmente cooperação do empregado. Ali é medido o nível de satisfação: Área do corpo e da mente:  Saúde, peso, aparência pessoal,   Intelecto,    Equilíbrio emocional -  Área profissional:   Realização,  Finanças -- Contribuição social - Área dos relacionamentos:   Família -   Afetos -    Vida social - Área da qualidade de vida:    Inteligência Emocional,  Diversão -   Felicidade -   Espiritualidade.
  •  Tudo isso deve estar em equilíbrio e o Coaching ajuda. A vida é um sistema e um sistema só funciona bem se todas as partes  funcionarem. O equilíbrio é essencial. Há executivos com a empresa faturando 1 milhão de dólares, tem status, fama e reconhecimento da mídia, etc.. Mas ele  se relaciona mal com a esposa e filho. Ele está acima do peso. A ansiedade o faz um assaltante de geladeira e ganha cada vez mais peso. Não está satisfeito com o físico e se relaciona mal. “O maior vencedor do mundo é aquele que vence a si próprio, que auto domina, auto controla e doma suas vontades nocivas  à sua saúde, sua vida e seu quotidiano. São os vencedores” (Ravi Navayrian) 
  •  O comentário de Gerentes que lidam com metas:  O Gerente de vendas, ressalta que as metas estão ficando mais difíceis de serem atingidas. O acionista pede a diretoria um ganho X, que aperta os gerentes para superar a marca própria. Os gerentes em cascata arrocham naturalmente este processo para os níveis de supervisão e estes os níveis de execução da produção e manutenção. Concorda que infelizmente viu algumas ações anti éticas em empresas ao artificializarem o atingimento de metas. Isto ocorre, quando os superiores são enganados ou coniventes para não terem os seus bônus diminuídos. 
  • A maquiagem de números não é uma boa prática e pode facilmente ser identificada e depreciar as pessoas profissionalmente. Uma Governança ética, séria  demite em qualquer nível de irregularidades.
  •  No mundo todo sempre houve uma pressão natural de se produzir e atingir metas do volume de produção, tempo, qualidade e custo. Desde a revolução industrial pressão para produzir existe. Mas nos últimos anos os concorrentes estão dez vezes maiores e mais agressivos. O espaço do market share está ameaçado constantemente. Isto obriga a empresa a praticar políticas, estratégias e diretrizes agressivas e diferentes para sobreviver. 
  • A saída é produzir mais com menos recursos e revisar metas. O estresse contamina às equipes.  A margem de lucro ficou achatada pela concorrência e competitividade de mercado e uso das tecnologias cada vez mais sofisticadas. A concorrência  global é guerra de mercado.
  •  Os Gerentes observam que do dia 20 ao dia 30, dependendo do ritmo, surgem os conflitos entre os setores internos e empregados. Quando um não acompanha o ritmo da produção do outro, ou as metas estão ganhando um do outro.. A produção dos turnos diferentes formam a meta coletiva. Nesta situação o ambiente fica ainda mais competitivo, os turnos se tornam concorrentes internos, sobre qual produziu ou está produzindo mais, inclusive batendo recordes. Nesta competição há o risco de acidentes em função da pressa que é formada para produzir e atingir números melhores. 
  • Gerentes e supervisores experientes não podem faltar nestes ambientes para liderarem e acalmarem a ansiedade e os efeitos gerados. Os líderes não podem deixar o ritmo de produção ser impactado ou contaminado. Eles são pagos e reconhecidos justamente para dar soluções hábeis, comportamentais, técnicas e ritmo adequado de produção.
  •  Estas disputas de produtividade por turno é algo também que sai do ambiente da empresa para os bares eventos, churrascos,. etc. Para minimizar estas disputas internas e harmonizar todo tipo pequenas rivalidades, o job rotation entre supervisores de turno é uma prática que gera resultados, junto a um processo de negociar metas mais contidas em um modelo coletivo. É de amplo conhecimento que produção no ambiente onde se prioriza quantidade e puramente recordes, tende  baixar a qualidade. Dessa forma cabe ao Gerente e supervisores catalisarem esta turbulência com o respectivo preparo, habilidade, inteligência com o estilo adequado de liderar pessoas e acalmar este tipo de atmosfera, diante o reflexo ou efeito das metas arrojadas comuns e habituais de se produzir hoje em dia.
  •  É vital gerir o comportamento das equipes. Esse domínio do ambiente já faz parte do portfólio ou atribuição do gerente moderno que atende as exigências contemporâneas . O processo de gestão de metas, deve ser aprimorado, unindo as energias, amadurecendo as pessoas com foco no coletivo. Esta ação no momento é a prioridade absoluta para lidar com as metas arrojadas que serão constante no século XXI. A liderança busca e tem o dever da manutenção de estabelecer, orientar e primar pelo sólido espírito de equipe e cooperação mútua. 
  • A competitividade e a necessidade de produzir mais, com menos recursos neste século já está exigindo uma ciência de gestão para avaliar a qualidade e produtividade que une máquinas, pessoas, processo,  tecnologia, inclusive robótica, inteligência artificial e automação, o que demanda a importação de máquinas e equipamentos modernos. 
  • A tendência é operar e administrar  as pessoas com menos pessoas e mais recursos digitais. As empresas que não adotarem a engenharia digital, não serão eficientes para competir, e vão ser eliminadas pelos concorrentes.
  •  Todo processo de  globalização da economia e uso de tecnologia que visa competitividade mundial e evolução natural da indústria, vieram associada às exigências do lucro do acionistas em posição prioritária. Esta realidade aditiva o perfil da indústria, no que tange a governança corporativa. A indústria passa a ser inspirada atualmente pela filosofia operacional de bancos e mega investidores, que participam da composição acionária de grande parte da indústria no mundo todo. Este  modelo de acionista - investidor tem a inclinação natural de perseguir o lucro a curtíssimo prazo, e exercer uma pressão natural de produzir, mas que alcança alto nível de estresse, arrojo e conflito de missão, visão, crença e valores. E consequentemente formam metas em níveis arrojadíssimos e até não factíveis.
  •  A vida de um gerente é sofrer pressões, sair de reuniões tensas, decisões difíceis a curto, médio e longo prazo, lidar com metas arrojadas, objetivos desafiadores e estratégias inteligentes. A saúde emocional deve ser alta, para lidar com o estresse natural e ter muita habilidade para não transparecer o nervosismo á sua equipe, deve ser um catalisador e inspirar confiança, segurança e liderança, sempre indo em frente  com coragem é o tipo   "Gerente Cascudo" corajoso, respaldado que entende do processo, que fala e se justifica com bagagem, respeito, justiça e ética. Comenta e expõe as dificuldades e adequação de recursos para cumprir metas. Tem confiança na sua capacidade de realização e de sua equipe. 
  • Este é o tipo de Gerente que a empresa precisa, o de capacidade de convencer, inspirar liderança, confiança e segurança em ambas as partes. Tenho visto metas compostas de 3 a 5 itens, oriundas de KPI´s que fazem parte dos principais processos que constroem a produtividade, competitividade, eficiência e lucro que estarão vinculadas ao rendimento máximo das lideranças, pessoas, processos e tecnologia. Há metas individuais, compartilhadas e muitas vezes vindas de cima para baixo, as chamadas metas de efeito cascata, ou compostas sob fórmulas de resultados percentuais, etc.
  •  A ética empresarial, a governança corporativa prima pelas metas  negociadas de forma adequada, democrática e representativa de forma ter a equidade e possibilidade de serem alcançadas. Nestas relações de acordo. "Não há nada neste mundo que não possa melhorar e chegar a um bom entendimento, ou grande parte de soluções e progresso. 
  • Quando sentam seis pessoas inteligentes e comprometidas  em uma mesa, dispostas a trabalharem  de forma ativa,  disposta e madura, em posições iguais ou diferentes, mas que se respeitem umas as outras, no sentido de evoluir o que está sendo discutido"; Essa é uma temática central para a sustentabilidade e a responsabilidade social corporativa, especialmente em países com forte atividade extrativista como o Brasil. 
  • Em cidades cuja economia é dependente de uma única grande indústria (as chamadas "company towns" ou cidades-monodependentes), a Comunicação Empresarial Estratégica deixa de ser apenas uma ferramenta de marketing para se tornar um instrumento de gestão de riscos e manutenção da Licença Social para Operar.

O Cenário da Dependência Econômica

  • Cidades dependentes de mineradoras vivem sob uma vulnerabilidade constante. O fechamento de uma mina ou a oscilação do preço das commodities no mercado internacional impacta diretamente:
  • A arrecadação de impostos (CFEM - Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais).
  • O comércio local e o setor de serviços.
  • O mercado imobiliário e a infraestrutura urbana.

2. Pilares da Comunicação Estratégica no Entorno

  • Para que a comunicação seja eficiente nessas comunidades, ela deve ser pautada em três eixos:

 3. Gestão de Crise e Reputação

  • Em setores de alto impacto como a mineração, o risco de acidentes ou conflitos socioambientais é real. A comunicação estratégica deve prever:
  •  Planos de Contingência: Como avisar a população de forma rápida e segura?
  •  Combate a Fake News: Presença digital e física constante para evitar boatos que gerem pânico ou desvalorização da região.
 4. O Papel do "IDIS - UNIDIS"

  • Instruir e educar para a  comunicação  focada na inovação social.
  •  Projetos de Extensão: Parcerias entre universidade (UNIDIS), instituto (IDIS) e empresa para capacitar a mão de obra local em setores não ligados à mineração (turismo, tecnologia, agricultura sustentável).

 Conclusão para a Aula

  • A frase chave para os alunos deve ser: "A empresa não está na comunidade, ela faz parte da comunidade." Uma mineradora que se comunica de forma estratégica não fala apenas sobre seus lucros ou sua produção; ela fala sobre o futuro das pessoas que moram ao redor. O objetivo final é transformar a dependência em interdependência saudável e sustentável.


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