ECONOMIA INDUSTRIAL: UNIDIS - AULA EXPOSITIVA - O FATOR EMOCIONAL, A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL FAZ PARTE DO SUCESSO EMPRESARIAL


AULA DE 17/04/2026 
Acredito firmemente que a interação entre capital intelectual, emocional e ético, suportada por uma estratégia consistente, é a base para negócios lucrativos e sustentáveis no século XXI. O capital humano impulsiona a inovação, exigindo autonomia e suporte emocional para maximizar seu potencial, evitando o "suicídio empresarial".

  • Capital Intelectual: Refere-se ao conhecimento, habilidades, experiências e ativos intangíveis acumulados pelos colaboradores e parceiros, sendo crucial para a competitividade.
  • Capital Emocional: Envolve as condições de suporte, inteligência emocional e ambiente favorável para que as "melhores cabeças" possam pensar e implantar ideias.
  • Capital Ético: Essencial para a construção de um modelo sustentável, garantindo que a conduta da empresa seja íntegra e valorizada.

Sustentabilidade de Negócios:

  • A união desses capitais com a estratégia é o que transforma o conhecimento e os valores em um diferencial competitivo, gerando valor não apenas para a empresa, mas também para a sociedade, ao dinamizar a economia e inovar

  • Inteligência emocional é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles. Pode também ser definida como: um conceito relacionado com a chamada "inteligência social", presente na psicologia e criado pelo psicólogo Daniel Goleman.


  • Um indivíduo emocionalmente inteligente é aquele que consegue identificar as suas emoções com mais facilidade. A questão da inteligência emocional está no cerne da questão da RH, pois é auto-centrada e aborda muitas das questões que estão subjacentes ao mundo dos negócios. Diante dos crescentes problemas de estresse diário, tensões entre colegas, cobrança de hierarquia, a visão do homem na empresa muda, a atmosfera organizacional tem altos e baixos. Nem sempre o ambiente fica 1.000 maravilhas. 
  • Vemos isso particularmente com a recorrência de tópicos relacionados ao bem-estar nos negócios ou ao desenvolvimento de melhores práticas de ambiente e qualidade de vida no trabalho. A recente conscientização sobre a importância da dinâmica humana necessária para que a empresa realize, faça emergir mais do que nunca o papel da inteligência emocional como ferramenta para alcançar essa dinâmica. Levar em conta e ensinar as pessoas a desenvolver e trabalhar a inteligência emocional. Podendo ser uma ferramenta inestimável para se integrar na política de RH, desde a prevenção do risco até o gerenciamento das situações da vida cotidiana. empresa.
  • É cada cada vez mais visibilizando a gestão do capital humano, gestão do conhecimento, e valorização da inteligência emocional para os gerentes, líderes e liderados. As ações de gerenciamento moderno, se tornaram necessárias, para liderar as empresas, prover o equilíbrio organizacional como suporte da maximização do rendimento de pessoas, processo e tecnologia, que vão definir o teor da produtividade, competitividade e eficiência empresarial. A capacidade de compreender e gerenciar as emoções e usar o conhecimento emocional para fortalecer o gerenciamento de pensamentos, e efetivamente gerenciar tarefas e saber lidar com pessoas, o capital humano. 
  • São efeitos da nova administração geral, que vem mudando, a maneira de lidar com Recursos Humanos. A inteligência emocional inclui empatia, auto-motivação, auto-estima, auto-regulação e habilidades sociais. Em síntese; muitos dizem que a inteligência emocional é uma medida de sua própria capacidade de se socializar ou se relacionar com os outros.
  • O conceito de " Inteligência Emocional " pode parecer surpreendente. porque mistura duas noções que geralmente são usadas para se opor. De um lado, há a palavra "inteligência" que designa a capacidade de raciocínio e análise e, por outro lado, a palavra "emoção" que se refere às reações primárias que são difíceis de controlar como resultado da ocorrência de um evento. em certas situações. Muitas vezes, a capacidade de raciocínio é reduzida durante o acesso emocional.
  •  Charles Darwin (1809-1882) foi um dos primeiros a se interessar pelas emoções e seu caráter universal. Famoso por seu trabalho sobre a evolução das espécies, ele se baseou na semelhança entre emoções humanas e animais. Um dos primeiros autores a definir a noção de "inteligência emocional" foi Abelson (1963): "A inteligência emocional está no trabalho em processos cognitivos que analisam as emoções e desempenham um papel fundamental para o indivíduo e seu ambiente". Este conceito realmente se tornou um nome próprio desde a década de 1980 e estudos científicos e quantitativos credíveis foram conduzidos desde a década de 1990. Ao contrário de outros conceitos mais frequentemente estudados em psicologia ocupacional e organizações, a inteligência emocional aparece como um conceito. relativamente novo desde o primeiro uso oficial do termo é John Mayer e Peter Salovey (1990). 
  • No entanto, a idéia de que a inteligência ultrapassa as habilidades cognitivas tradicionalmente avaliadas pelo sistema escolar é mais antiga . Três autores estão interessados nesta questão: Thorndike (1920), pai da Inteligência Social, Wechsler (1940) afirma que a inteligência cognitiva não explica toda a variância na adaptação do ser humano ao seu ambiente. Gardner (1983/93) sugere a existência de duas formas de inteligência, chamadas de inteligência pessoal, intrapessoal e interpessoal .
  •  Peter Salovey e John Meyer , dois estudiosos americanos de psicologia, foram os primeiros a usar o termo "IE" e conceitualizá-lo. Para eles, EI está na interseção de cognições e emoções. Eles argumentam que os indivíduos variam em sua capacidade de processar informações de natureza emocional e sua capacidade de relacionar este tratamento emocional com a cognição geral. Seu modelo inicial incluiu 3 processos mentais principais:   avaliar e expressar as emoções (próprias e outras) para poder regulá-los, e saber como usá-los para facilitar os processos cognitivos. A percepção e avaliação, emoções verbais e não-verbais;

  •  A capacidade de integrar e assimilar emoções para facilitar e melhorar processos cognitivos e perceptivos ;
  •  Conhecimento do domínio das emoções (no sentido de "conhecimento"), compreensão de seus mecanismos, suas causas e suas conseqüências; finalmente,
  •  . Gerenciando as próprias emoções e as de outros.
  •  A inteligência emocional em resumo, definição dada por Mayer e Salovey.
  • "A capacidade de perceber a emoção, integrar-se para facilitar o pensamento, compreender as emoções e controlá-las para promover a realização pessoal" (1997).
  •  Goleman definiu inteligência emocional como: "...capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos." (Goleman, 1998)
  • Para ele, a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos. Como exemplo, recorda que a maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas e, desse modo, pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão e gentileza têm mais chances de obter o sucesso. Segundo ele, a inteligência emocional pode ser categorizada em cinco habilidades:
  • Autoconhecimento emocional - reconhecer as próprias emoções e sentimentos quando ocorrem; Controlo emocional - lidar com os próprios sentimentos, adequando-os a cada situação vivida; Automotivação - dirigir as emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal; Reconhecimento de emoções em outras pessoas - reconhecer emoções no outro e empatia de sentimentos; e Habilidade em relacionamentos interpessoais - interação com outros indivíduos utilizando competências sociais.
  • As três primeiras são habilidades intrapessoais e as duas últimas, interpessoais. Tanto quanto as primeiras são essenciais ao autoconhecimento, estas últimas são importantes em:
  • Organização de grupos - habilidade essencial da liderança, que envolve iniciativa e coordenação de esforços de um grupo, bem como a habilidade de obter do grupo o reconhecimento da liderança e uma cooperação espontânea.
  • Negociação de soluções - característica do mediador, prevenindo e resolvendo conflitos.
  • Empatia - é a capacidade de, ao identificar e compreender os desejos e sentimentos dos indivíduos, reagir adequadamente de forma a canalizá-los ao interesse comum.
  • Sensibilidade social - é a capacidade de detectar e identificar sentimentos e motivos das pessoas.
  • A inteligência emocional, vem fazendo parte do projeto de preparo dos atuais líderes e os futuros também, a considerar que as empresas tendem a enfrentar ambientes com atmosfera tensa, em função das turbulência de mercado, insegurança. riscos, estresse, conflitos, organizacionais e crise de relacionamento entre a pessoas. Inteligência emocional tem de ser trabalhada. Os líderes devem estar preparados, para decidirem com coragem, holísmo, personalidade, justiça e com uma visão da inteligência emocional, entre ele e as pessoas. Mas sempre prevalecendo o equilíbrio gerencial e o profissionalismo, que fazem parte de seu preparo, para todas as suas decisões e capacidade de liderar. 
  • A inteligência emocional é uma força da manutenção da competência, diante a responsabilidade de comandar pessoas, processo e tecnologia. Entretanto é função gerencial, transmitir aos liderados conhecimento da inteligência emocional e como fazer o uso da mesma, para que cresçam como pessoas, seres humanos, e profissionais da empresa. As empresas e as pessoas que não inovam, estão fadadas ao insucesso, não estão sintonizadas com o século XXI, e serão eliminadas, pelos concorrentes de mercado.Isto se aplica no Gerenciamento da Produção Industrial.


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