ECONOMIA INDUSTRIAL: GESTÃO DA MUDANÇA: “Não podemos ficar tentando abrir portas do futuro com as chaves do passado.” ― César Souza.

 


  Produtividade - Competitividade -Eficiência

 A Gestão de Mudança (Change Management) é uma disciplina estruturada que prepara,  apoia indivíduos, equipes e a organização como um todo para adotar transformações com sucesso. Ela foca no "lado humano" das mudanças, garantindo que novos processos, tecnologias ou estruturas organizacionais sejam realmente adotados e não apenas implementados.

  Uma visão detalhada sobre o que é, para que serve e a visão avançada (inteligente, sistêmica e holística) da gestão de mudanças:

  1. O que é Gestão de Mudança?

 ·         Processo Estruturado: Não é um evento único, mas um conjunto de métodos, ferramentas e técnicas aplicados de forma sistemática para mover a organização do "estado atual" para um "estado futuro desejado".

 ·         Foco no "Ser Humano": A gestão de mudanças aborda o medo, a resistência e a necessidade de suporte dos colaboradores que passarão a trabalhar de uma forma nova.

 ·         Tipos de Mudança: Pode ser adaptativa (melhorias contínuas) ou transformacional (reestruturação profunda, como fusões ou transformação digital).

  2. Para que serve?

 ·         O objetivo principal é aumentar a probabilidade de sucesso de um projeto e atingir os resultados esperados, minimizando riscos e custos.

 ·         Minimizar Resistência: Ajuda as pessoas a entenderem o "porquê" da mudança, reduzindo o medo e o boicote.

 ·         Aumentar a Adoção: Garante que os funcionários usem os novos sistemas ou processos rapidamente e com eficiência.

 ·         Sustentabilidade: Faz com que a mudança se torne parte da cultura da empresa ("o novo normal") e não algo temporário.

 ·         Engajamento: Engaja as partes interessadas (stakeholders) e cria senso de comunidade.

  3. A Visão Inteligente, Sistêmica e Holística da Gestão da Mudança

 ·         Esta abordagem moderna entende que uma organização é um sistema vivo e complexo, onde uma pequena mudança em uma área pode impactar todo o conjunto.

  Visão Sistêmica (A Organização como um Sistema)

 ·         Interdependência: Compreende que departamentos não operam isolados. A visão sistêmica enxerga as conexões e interdependências entre pessoas, tecnologia, processos e cultura.

 ·         Engrenagem: A empresa é vista como uma engrenagem ou o corpo humano. Se uma parte muda, as outras precisam ser ajustadas.

 ·         Fluxo Contínuo: A mudança é vista como um processo contínuo de "construir, medir e aprender", não um plano rígido de início e fim.

  Visão Holística (O Todo é Mais que as Partes)

 ·         Visão 360 Graus: Considera o impacto da mudança não apenas na produtividade, mas também nas emoções, relações humanas, cultura organizacional e no ambiente externo.

 ·         Pessoas no Centro: Em vez de focar apenas no que vai mudar, foca em como as pessoas vivenciam a mudança.

 ·         Cultura como Base: A mudança só é bem-sucedida se for integrada à cultura da organização e não imposta de forma ditatorial.

  Visão Inteligente (Dados e Comportamento)

 ·         Evidências e Dados: Utiliza dados para diagnosticar a prontidão para mudança, mapear os stakeholders e monitorar o engajamento em tempo real.

 ·         Tomada de Decisão Baseada em Risco: Avalia os impactos financeiros e operacionais para tomar decisões com segurança, gerenciando a incerteza.

 ·         Uso de IA: A Inteligência Artificial pode auxiliar a processar dados complexos para que líderes tenham uma visão clara dos desafios.

  4. Pilares de uma Abordagem Estruturada

 ·         Para aplicar essa visão, a gestão de mudança se baseia em quatro pilares fundamentais:

 ·         Diagnóstico: Entender o cenário atual, a cultura e a maturidade da organização.

 ·         Planejamento: Definir as estratégias, comunicação e treinamentos.

 ·         Comunicação: Transparente e contínua, explicando o "porquê".

 ·         Monitoramento: Avaliar se a mudança foi absorvida e realizar ajustes.

 Quando você vê um negócio bem-sucedido é porque alguém, algum dia, tomou, uma decisão corajosa. (Peter Drucker)

 ·         O conjunto de crises vem afetando em cheio os diversos segmentos da economia, assim como toda cadeia ou sistema de produção envolvido. Nesta turbulência é necessário entender que o corpo tático e operacional que tratam da produção, manutenção e suporte administrativo estejam altamente  preparados para lidarem com o tamanho dos desafios que surgirão.

 ·         “A única certeza que temos são as mudanças”. Visitamos uma empresa que já atua com um modelo de Gerenciamento  de Mudança, já fazem 4 anos e sob duas vertentes. Nesta iniciativa própria que foi desenvolvida por eles, a fim de atender uma cerâmica industrial que atende a Grande São Paulo possui 500 empregados e tem uma linha de 34 produtos, inclusive cerâmicas especiais . Possuí 52 anos de mercado. Destaca pelos projetos de automação a implantarem até o final de 2017. O investimento médio é de 5,8% do lucro anual em tecnologia e ecoeficiência (meio ambiente) nos últimos 3 anos.

 ·         Isso partiu de uma iniciativa entre as áreas de comando da empresa unidas para darem velocidade em solução de problemas,  atingir metas arrojadas, minimizar os impactos de mudanças e facilitar as transições envolvidas. Há uma gerência de mudança, matricial, que tem a missão de conhece-las, coordená-las e implementá-las de forma compartilhada, modelando as informações e promovendo uma ampla comunicação, acompanhando, avaliando e tomando iniciativas.

 ·         Esse modelo de Gestão da Mudança possui duas frentes, uma é a de Projeto de Mudança, que é de condição mais robusta. É composto de iniciativas mais trabalhadas e com prazo mais longo de lidar, sendo usado mais frequentemente quando há uma determinada complexidade , exigindo uma ampla comunicação vertical, horizontal e bilateral com participação de todos Departamentos.

 ·         A outra frente é o Plano de Mudança, que é destinado às situações de menos complexidade de comunicação. Possuindo característica de ação imediata e uma prática mais direta, flexível, dinâmica e eficaz que é usado principalmente quando ocorre uma queda brusca da produção, acidentes, perdas inesperadas, emergências e outros fatos relevantes que causam  incômodos à alta administração.

 ·         Em todas as empresas do mundo existe pressões naturais para produzir e melhorar indicadores de produtividade, competitividade e custo na escala industrial. Este é o foco para remunerar os acionistas, manterem e melhorarem ao mesmo tempo a saúde financeira dos empreendimentos.

 Os executivos modernos perseguem Market Share e Benchmarking e isso implica em mudanças permanente e quotidiana com finalidade de ser mais competitivo, deter novos padrões, inovar e buscar diferenciais.  Só estas condições podem moldar a sustentabilidade do negócio.

 ·         Basicamente, a diferença entre aplicar o Projeto de Mudança e  Plano de Mudança não se distanciam muito. Ambos  estarão balizados na prioridade e necessidade de aumento de produtividade, investimento, retorno financeiro, conhecimento dos riscos e adoção de uma estratégia preventiva. Administrar com rigor e eficiência dos custos operacionais é fundamental.

 ·         Considerando a escala de produção, para compor custo, preço e lucro. Estas relações diretas é que formam um balizamento estratégico e determinante que atrela e consolida na competitividade, conforme observamos.

 ·         Estas situações tem uma finalidade bem definida, ligadas às necessidades de atender o mercado e desta forma agirem com estratégias recomendadas, para atingirem metas e objetivos de cunho empresarial.

 ·         Tanto as ações de projeto, quanto às de plano estarão precedidas de subsídios que mostrarão ao gestor no dia a dia como ele vai interagir entre os dois modelos e optar pelo que melhor, reunindo a eficiência na tomada de suas decisões, tratando as mudanças e fazendo o uso de projeto, plano, ou até outros meios recomendados e assimilados que melhor convier tecnicamente no processo produtivo e sua melhoria continuada.

 ·         Tivemos exemplo de Gerentes, Supervisores e Técnicos experientes depararem com graves problemas na qualidade da matéria prima. Problemas estes que levaram a utilizarem o Projeto e o Plano de Mudança simultaneamente.

 ·         Houve uma necessidade de mudança no processo industrial com uma solução não muito simples e tiveram de atuar emergencialmente desta forma, onde até fases das ações correlatas sofreram permutas justificadas.

 ·         Essa mudança envolvia qualidade de matéria prima com a necessidade de modificar urgente a linha de produção, para que a mesma recebesse a introdução de dosadores especiais de polímeros para adequação da qualidade.

 ·         Foram identificadas anomalias em rastreamento via laboratório. Esta iniciativa de instalar os dosadores solucionava os parâmetros de qualidade e ainda dava uma redução de 8,2% de custo de produção de um determinado produto; e pagava o investimento em 112 dias.

 ·         Esse polímero tem a finalidade acelerar a queima, reduzir o gasto de energia e deixar a superfície porosa para dar maior nível de aderência de corantes industriais, pigmentos , tintas, verniz e similares.

  Uma mudança desse porte no prazo curtíssimo, envolve projeto, engenharia, comunicação, marketing, investimento, tecnologia, gestão de conhecimento, risco, testes e resultados. Em função dessa complexidade exigiu ações do projeto e plano, precedido de uma série de ações criativas e eficazes, para atender a urgência e antecipação de ganho da produção industrial de 8,2%, uma otimização que não ocorre fácil. Excelente!

 ·         Existem grandes diferenças  de uma empresa para outra e o que é assertivo em uma empresa A. Pode não ser assertivo para empresa B. Referimos às variações existentes de porte, tipo, cultura organizacional, produção, paradigmas, tecnologia, natureza de recursos e até mesmo a opção gerencial.

 ·         Todas as mudanças em uma empresa, tanto no âmbito da administração, perfil organizacional, redução de custos, economia, produção, operação, manutenção, suprimentos, projeto, engenharia, segurança, saúde e meio ambiente, devem ser amplamente divulgadas e tratadas pela comunicação, para prover a harmonia necessária.

 ·         Fazer o preparo da transição e minimizar os impactos.  Faz parte da ação gerencial apoiada na ampla comunicação e este exercício cotidiano,  pois só a comunicação permite a implementação de mudanças e suas transições sem grandes impactos no clima organizacional e na indústria como um todo.

 ·         Considerando o universo variado de mudanças, em que as indústrias são submetidas no dia a dia. O seu gerenciamento para implementá-las deve ter uma liderança na prática da comunicação ativa por toda empresa, para que inspire a confiança necessária, capaz de motivar, educar, e treinar as pessoas afetas às mudanças, medindo inclusive resultados, da efetividade dessas  mudanças, seus níveis de aceitação e eficácia.

 ·         Nesta relação é indispensável o  preparo apurado de gestores experientes, para avaliarem as mudanças, principalmente aquelas acompanhadas de cortes que  mexem com o status e conforto das pessoas; ou que vão exigir um maior esforço físico ou mental no trabalho delas.

 ·         Isso gera  resistência. Fato comum da natureza humana, que vai exigir habilidade, tato pessoal, bom relacionamento, forte estilo de liderança, coragem, maturidade, autoridade e  educação, para lidar com pessoas resistentes às mudanças, e até mesmo tomarem iniciativas rigorosas, se for o caso.

 Gerenciar Mudanças, suas transições e adaptações nem sempre tem índices assertivos altos. Concluímos alguns pontos de atenção que auxiliam no Gerenciamento de Mudança:

 ·         Planejar, desenvolver e atentar para manutenção da competência, atualização tecnológica e crescimento holístico de líderes e gerentes que conduzem as mudanças. Estamos na era do conhecimento. Vem havendo uma grande mudança no comportamento dos consumidores. O mercado pede o administrador ético e responsável. Serão valorizados os que buscam uma administração humana, mas competitiva.

 ·         Destinar os recursos e formatar uma sólida Política de Recursos Humanos e Comunicação com tecnologia moderna e aporte financeiro com a finalidade de um projeto permanente de fortalecimento do Gerenciamento da Mudança, transição e capacitação de Gerentes, Lideres e Liderados, para se comunicarem bilateralmente e que saibam ouvir;

 ·         Atentar, avaliar, que uma mudança mal planejada sem planejamento, gerenciamento e liderança pode gerar conflito com sindicatos, autoridades políticas, vizinhança, mercado consumidor, empregados, fornecedores, mídia, órgãos fiscais e trazer grande prejuízo, má reputação no mercado financeiro e Bolsa de Valores. Além da insatisfação de acionista, intranquilidade no clima organizacional, queda drástica da produção, acidentes e outros;

 ·         Manter uma comunicação ampla e transparente, antes, durante e após a mudança, avaliada sob todos aspectos organizacionais, através de um sistema simples ou sofisticado, mas flexível e preparado para identificar e aferir a necessidade de alterar, revisar ou revogar decisões nos prazos adequados; e sempre com base em informação estatística, fatos e dados. Estas componentes e os cuidados deste âmbito possibilitam um maior grau de assertividade nas decisões;

 ·         Conscientizar, entender e refletir, que indiferentemente do porte das mudanças é para efetuá-las somente, quando estiver seguro de que foi elaborado um planejamento detalhado contemplando  disponibilização de estrutura, recursos humanos, liderança, gerenciamento, materiais, equipamentos, comunicação, tecnologia, investimento, aderência de orçamento, controle, riscos identificados, segurança, meio ambiente e amparo legal; e que todos estes fatores estejam alinhados e plenamente disponibilizados para o Gestor da Mudança, e inclusive sua autonomia do âmbito;

 ·         Promover e coordenar mudanças no processo industrial, que visam aumento da produção, devendo contemplar cuidados especiais de logística, suprimento, estoque de materiais, peças e dispositivos em perfeito sincronismo dos planos de produção e manutenção, quanto ao cronograma de atividade da Engenharia de Manutenção, tanto preventiva como corretiva apoiadas nas técnicas de gestão do MTBF e MKBF (confiabilidade) e os redimensionamentos, que visam atender com segurança as mudanças no processo de aumento da produção (escala industrial) e situações correlatas, desde às simples às complexas, através das responsabilidades específicas. "Não há uma alta produção racional e eficiente, sem uma Manutenção sincronizada e ritmo harmonioso de ambas" ( Dr.Klaus Moore)

 ·         Atuar com experiência e subsídios técnicos para mudanças da qualidade inovação ou lançamento de novos produtos. Esta ação demandam cuidados. Ocorrem quando são acionadas estratégias que visam conquistar mercado por considerações de Marketing ou competitividade. Esta decisão requer união absoluta de esforços entre as áreas que formatam o produto. Neste tipo de mudança envolve qualidade e vão ocorrer as necessidades de uma fase de testes e simulações técnicas específicas. A aferição cuidadosa de instrumentos, inspeção, auditoria interna de processo, produto e sistema, ou seja, o mix de iniciativas que fortalecem a verificação técnica de compatibilidade de padrões e aderência das normas de certificação vigente, quanto rastreabilidade de falhas, qualidade da matéria prima e outros; e por outro lado o alvo do Marketing almejado, considerando o Marketing Industrial;

 ·         Fazer a Gestão de Atualização e Verificação é de extrema importância, será tarefa de verificar sistematicamente a atualização e revisão de procedimento ou instruções de trabalho, que inclusive geram os registros de informações. Treinamento de pessoal, resultados de qualidade por amostragem, que se incorporam à outros requisitos sequentes e que asseguraram às condições impostas das normas em que o processo industrial se orienta e está inserido.

 ·         Planejar e Compatibilizar a união ou combinação de elementos de gestão da engenharia de produto, quando devidamente compatíveis, definidas e sintonizadas com os requisitos envolvido, será possível atestar o produto e suas mudanças de padrão de qualidade , conforme as garantias acordadas entre as áreas comercial, consumidora e Marketing. Ocorrendo a conexão adequada deste processo bilateral, que garante a qualidade mutuamente e o efeito positivo de contrato.

 ·         Concluir que os resultados esperados da mudança foram alcançados, integrando todas as fases deste conjunto de rotinas e interfaces que tem por objetivo assegurar a mudança de qualidade do produto e a satisfação plena dos consumidores propiciando uma relação continuada de atendimento dos requisitos nesta ênfase. Todas estas fases devem ser gerenciadas pelos setores competentes;

 ·         Pesquisar, analisar e verificar, que em caso de fusão estrutural, aquisições de outras indústrias, associações, criações de Joint Ventures  ou operações desta natureza, é fundamental considerar novos padrões de processo, tipos de produção, diferenças de cultura operacional e administrativa. Nessas condições existe seletividade exigida e entrada de novos líderes;

 ·         Avaliar  fatores que demandam necessidade de planejamento de integração e alinhamento dos elementos de forças de produção industrial, pessoas, processo e tecnologia, que envolve na maioria das vezes, decisões não muito simples, conflitantes em muitas situações observadas. A gestão compartilhada, coligada e associada sempre apresenta determinado conflito, mas a maioria é administrado taticamente entre as partes. O entendimento de resistência e os problemas de quebra de status devem ser tratados, em um ambiente de maturidade gerencial e as suas coordenadas;

 ·         Trabalhar sempre o moral alto das pessoas e a adaptação sob o ambiente da pressão natural de produzir, alcançar metas de custo, segurança e meio ambiente, principalmente em momentos mais delicados da mudança e seus efeitos turbulentos, que afetam as pessoas, inclusive na parte social e local que sedia a indústria.

 ·         Reconhecer e desenvolver a crença por toda empresa de que o líder e gerente moderno é aquele que na lida com o processo de mudança, busca crescer holisticamente, encoraja, estimula, inspira confiança. alcança resultados, forma uma equipe competitiva é respeitado e  consegue reconhecimento pela competência.

         Em resumo: A gestão de mudança com visão holística e sistêmica prepara a organização para ser ágil e resiliente, tornando a adaptação uma competência central e não apenas uma necessidade pontual.







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