ECONOMIA INDUSTRIAL: A PRODUÇÃO MUNDIAL DE AÇO DE FEVEREIRO DE 2026 - "O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção.” ― Adam Smith
A produção mundial de aço bruto para os 69 países que
reportam à World Steel Association (worldsteel) foi de 141,8 milhões de
toneladas em fevereiro de 2026, uma queda de 2,2% em relação a um ano antes.
- Com base nos dados preliminares da World Steel Association para o início de 2026 (janeiro e fevereiro), os países que lideram a produção de aço bruto, mantendo a tendência do ano anterior, são:
- China: Continua sendo, de longe, o maior produtor mundial, com uma produção estimada em mais de 75 milhões de toneladas apenas em janeiro de 2026, embora tenha apresentado queda em relação a janeiro de 2025.
- Índia: Consolida-se como o segundo maior produtor, com forte ritmo de crescimento, registrando mais de 15 milhões de toneladas em janeiro de 2026.
- Estados Unidos: Assumiram a terceira posição (ultrapassando o Japão no final de 2025), impulsionados por políticas tarifárias e alta demanda, com produção acima de 7 milhões de toneladas em janeiro de 2026.
- Japão: Mantém-se entre os líderes, ocupando a quarta posição com uma produção em torno de 6,4 a 6,8 milhões de toneladas no início de 2026.
- Coreia do Sul: Posiciona-se como quinto maior produtor, com produção crescente no início do ano.
- Outros grandes produtores (Top 10):
- Rússia: Produção estimada com queda no início de 2026, mas ainda mantendo o sexto lugar.
- Turquia: Apresenta crescimento na produção.
- Alemanha: Destaque com aumento expressivo na produção em janeiro de 2026.
- Brasil: Ocupa posição estratégica, com produção em torno de 2,5 a 2,7 milhões de toneladas no início de 2026, enfrentando um cenário de queda interna.
- Irã: Mantém-se entre os principais produtores globais.
O início de 2026 foi marcado por um recuo na produção
mundial de aço, com queda de 6,5% em janeiro e 2,2% em fevereiro, comparado aos
mesmos meses do ano anterior.
- O quadro que se desenha para 2026 é de ajuste fino em um ambiente ainda instável. O setor entra no ano com demanda enfraquecida, estoques elevados e margens pressionadas, ao mesmo tempo em que tenta lidar com a concorrência externa e com a necessidade de recomposição de preços pelas usinas
Rowan Pedro de Araújo é Diretor - Vice Presidente dos Conselhos Empresariais de Mineração e Siderurgia e do Agronegócio da ACMinas - Associação Comercial e Empresarial de Minas - Atua como professor de Economia industrial na UNIDIS
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