ECONOMIA INDUSTRIAL: WILSON NÉLIO BRUMER EXEMPLO DE GESTÃO ÉTICA, COMPETÊNCIA E CRESCIMENTO EMPRESARIAL “Administrar é fazer o óbvio”

 

Uma carreira exemplar

  • Wilson Nélio Brumer   é amplamente reconhecido como um dos "admirados"  por  Eliezer Batista, icônico ex-presidente da Vale (então Companhia Vale do Rio Doce). Brumer iniciou sua carreira na empresa , sob  admiração também por Eliezer, e veio a ocupar a presidência da mineradora (1990-1992) por meritocracia. 
  • Eliezer nos primeiros contatos profissionais com Brumer na VALE, o enxergava como "Forte na Administração e Finanças". Dizia:  "Brumer tem os números da VALE na cabeça e  toma decisões certas!"
  • Wilson Nélio Brumer é amplamente reconhecido no cenário corporativo brasileiro como um símbolo de liderança ética, humildade e dedicação ao trabalho. Sua trajetória, que se iniciou em uma origem simples como frentista de posto de gasolina, levou-o a presidir algumas das maiores empresas do país, tornando-se uma referência em governança e gestão humanizada
  • Sua trajetória é detalhada na biografia "Brumer e a Testa Fria de Jacó", escrita por  Júnia Carvalho, que resgata sua atuação em grandes empresas como Acesita e Usiminas
  • Wilson Nélio Brumer é um dos executivos mais renomados do Brasil, reconhecido por sua liderança e gestão em grandes empresas de mineração e siderurgia. 
  • Com uma trajetória marcante, ele presidiu a Vale, a Usiminas e a Acesita, acumulando uma visão sistêmica e holística da economia nacional.
Sob a Gestão Presidencial de Wilson Briumer na CVRD:

A Companhia Vale do Rio Doce, em 1992, ao completar 50 anos, divulgou suas 12 crenças fundamentais, que refletiam seus valores e princípios de gestão.
1. 𝐅𝐨𝐫𝐭𝐚𝐥𝐞𝐜𝐞𝐫 𝐚 𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞𝐬𝐚 para as gerações futuras, com foco em competitividade, confiabilidade e qualidade.
2. 𝐂𝐨𝐥𝐨𝐜𝐚𝐫 𝐨 𝐜𝐥𝐢𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐧𝐨 𝐜𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 de tudo, buscando sua satisfação por meio de produtos e serviços de excelência.
3. 𝐁𝐮𝐬𝐜𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭í𝐧𝐮𝐚 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞, redução de custos e um excelente atendimento ao cliente.
4. 𝐄𝐧𝐯𝐨𝐥𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐫𝐨𝐦𝐢𝐬𝐬𝐨 de todos os colaboradores, com moral elevada e entusiasmo para alcançar a excelência.
5. 𝐓𝐫𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 é𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐞 𝐣𝐮𝐬𝐭𝐨 a todos os colaboradores, com respeito e dignidade.
6. 𝐒𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞 𝐚𝐩𝐫𝐢𝐦𝐨𝐫𝐚𝐫 𝐨 𝐪𝐮𝐞 é 𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨, buscando a melhoria contínua em tudo.
7. 𝐓𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 𝐞𝐦 𝐞𝐪𝐮𝐢𝐩𝐞 e colaboração para alcançar objetivos comuns.
8. 𝐃𝐢𝐯𝐢𝐬ã𝐨 𝐣𝐮𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐬𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐞 𝐛𝐞𝐧𝐞𝐟í𝐜𝐢𝐨𝐬, com participação nos resultados de acordo com as contribuições.
9. 𝐃𝐞𝐜𝐢𝐬õ𝐞𝐬 𝐛𝐚𝐬𝐞𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐝𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐫𝐞𝐚𝐢𝐬, evitando suposições.
10. 𝐆𝐚𝐫𝐚𝐧𝐭𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚𝐧ç𝐚 dos colaboradores, terceiros e das comunidades das quais estamos inseridos.
11. 𝐂𝐨𝐧𝐟𝐢𝐚𝐧ç𝐚 𝐝𝐨𝐬 𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬, com retorno financeiro atrativo.
12. 𝐃𝐞𝐬𝐞𝐧𝐯𝐨𝐥𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐬𝐮𝐬𝐭𝐞𝐧𝐭á𝐯𝐞𝐥, em harmonia com a comunidade e o meio ambiente.
Essas crenças, que guiaram a Vale por muitos anos, refletem o compromisso com a qualidade, a ética e o bem-estar coletivo, essenciais para o sucesso e a sustentabilidade da empresa. Hoje, será que esses princípios continuam tão relevantes e aplicáveis aos desafios e oportunidades do mundo corporativo?

Lançamento do GQT - (Gerenciamento da Qualidade  Total - Estilo Japonês na CVRD - Carajás) 

Sempre há espaço para o melhoramento. Administrar é fazer o óbvio  com coragem, segurança, estratégia, planejamento, controle  de custo, orçamento e finanças. Com equipes comprometidas, sérias e leais.  O importante é comunicar, dialogar e  ouvir as pessoas fazendo com que elas participem de decisões coletivas e dos  projetos satisfeitas, motivadas  e orgulhosas de pertencerem à empresa,  com  o moral elevado. Isso faz a  organização   mais forte e energizada. 

Aproximando  os empregados  das chefias com empatia  e a crença positiva  de que podem  crescer juntos com a empresa dentro de um sistema  de trabalho coletivo,  de confiança e segurança. 

A redução de custo, educação e treinamento são iniciativas  permanentes.  O crescimento dos líderes  e liderados  trazem a melhoria contínua da produtividade, segurança das  pessoas  e respeito ao meio ambiente  da nossa Amazônia . Nós vamos crescer muito com o GQT Estilo Japonês (Wilson Nélio Brumer,Presidente da VALE - CVRD,  Implantação do GQT em Carajás – Cia Vale do Rio Doce – 1991- Cineteatro Carajás )


Carta compromisso do IBRAM perante a sociedade

09 Set 2019 / Tempo estimado de leitura: 17min
Estamos comprometidos com uma profunda transformação da indústria da mineração, em nossos processos e técnicas, em nossas relações com as pessoas e com a natureza. Reconhecemos nossa relevância e influência nos contextos em que estamos inseridos, sobretudo nas questões socioeconômicos e ambientais. Assim, sabemos que é preciso intensificar a prática da escuta e do diálogo. Estamos disponíveis, abertos e com desejo genuíno de mudar para evoluir.
Este documento traz as bases do início desta transformação. São compromissos que o setor assume publicamente, em nome dos quais serão organizadas diversas ações, planos e metas, de modo a permitir à sociedade conhecer e acompanhar, com transparência e objetividade, a evolução das atividades empresariais minerárias legalizadas em território brasileiro. Sabemos que, quanto maior a participação social, mais acertada será a nossa tomada de decisão.
Com isso, reconhecemos e assumimos nossas falhas; lamentamos profundamente as perdas de vidas, os impactos sociais, econômicos, ambientais, culturais e psicológicos causados após os recentes rompimentos de barragens de rejeitos. O sofrimento associado a essas perdas e impactos é parte da história, e sempre será um alerta da inarredável necessidade de honrar todos os esforços para a garantia da segurança operacional.
Os rompimentos de barragens colocaram em xeque a essência da atividade minerária, qual seja, a de oferecer à sociedade uma gama de recursos minerais que, transformados em produtos, permitem o incremento da qualidade de vida e do desenvolvimento humano. A mineração pode – e deve – ser um vetor para o desenvolvimento; indutora da transformação tecnológica; contribuinte ativa para um modo de vida equilibrado e inclusivo; protagonista no incentivo à economia circular e agente de cuidado com o meio ambiente. É preciso, ainda, que, antes e fundamentalmente, a mineração seja responsável.
É imprescindível, nesse contexto, apresentarmos respostas às indagações quanto à nossa segurança operacional e, consequentemente, quanto ao custo-benefício de nossa presença nos territórios.
Qual é o futuro da mineração? E, principalmente, qual é a mineração do futuro?
Diante de tudo o que aconteceu, responder a essas perguntas é uma das formas que encontramos de prestar contas à sociedade, aprendendo com as lições do passado e reafirmando a responsabilidade de garantir a segurança das nossas operações.
Não se defende uma mineração a qualquer preço. Cumprir os compromissos estabelecidos neste documento significa aprofundar um processo de transformação estrutural profunda da mineração brasileira ao longo dos próximos anos. Uma transformação interna pelo engajamento de todo o setor em torno de objetivos comuns, um esforço inédito de uma atividade secular em território brasileiro. Sabemos que este é o único caminho para restaurar nossas relações e, consequentemente, restabelecer a credibilidade e a confiança da sociedade de que essa indústria reúne plenas condições de oferecer mais segurança e processos produtivos mais sustentáveis.
O cerne desta carta, portanto é: uma declaração pública de mudança e evolução dos compromissos da indústria minerária.
O Instituto Brasileiro de Mineração espera contar com a adesão voluntária a este documento do maior número possível de mineradoras Brasil afora e, para isso, irá propagar constantemente o andamento das ações relacionadas ao cumprimento dos compromissos expostos a seguir:
SEGURANÇA OPERACIONAL
Para o Instituto Brasileiro de Mineração, a identificação e o controle de perigos e o gerenciamento de riscos são condições essenciais para assegurar que as operações de qualquer atividade econômica se apresentem em níveis de segurança aceitáveis ou superiores aos padrões exigidos.
Ações
  1. Contribuir para um novo arcabouço de normas e leis visando regular a mineração do futuro;
  2. Fomentar a criação de um centro de excelência de segurança operacional e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do setor mineral para compartilhar e desenvolver boas práticas;
  3. Criar relatório anual sobre segurança operacional, por meio de fóruns específicos entre empresas do setor mineral, instituições de ensino e órgãos não-governamentais.
BARRAGENS E ESTRUTURAS DE DISPOSIÇÃO DE REJEITOS
O IBRAM envidará seus melhores esforços para que a gestão das barragens e das estruturas de disposição de rejeitos observe melhores padrões mundiais, tornando públicas as informações sobre sua segurança, os impactos gerados em caso de sinistro e as ações a serem tomadas em situações de emergência.
Ações
  1. Dar transparência e ampla visibilidade na gestão e na utilização de barragens;
  2. Desenvolver pesquisas em otimização de processos com a Academia e fornecedores, visando
reduzir a geração de rejeitos e adotar novas práticas para a disposição;
  1. Estimular que as empresas privilegiem uma conduta cautelosa na gestão de risco das barragens, evidenciando ações de mitigação com transparência e visibilidade.
SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL
O Instituto Brasileiro de Mineração expressa o seu compromisso com a saúde e a segurança de seus trabalhadores, sejam eles diretos ou indiretos, aplicando e ampliando medidas inovadoras e indutoras de boas práticas, que assegurem o cuidado com a saúde e as condições adequadas de trabalho ao desempenho das funções, preservando fundamentalmente a vida e a sua integridade.
Ações
  1. Buscar a implementação de instrumentos que se proponham a zerar as fatalidades e doenças ocupacionais incapacitantes;
  2. Garantir uma gestão de riscos integrada aos demais processos, de forma eficiente, que se torne referência no Brasil.
  3. Promover o investimento em inovações tecnológicas, pesquisas, desenvolvimento e capacitação voltados à promoção da saúde e à adequação do ambiente de trabalho, visando a minimizar a exposição das pessoas aos riscos.
MITIGAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
Como em qualquer outra atividade produtiva, no âmbito da indústria da mineração os impactos ambientais estão presentes e são precedidos de estudos que visam a prevenção, mitigação, recuperação e/ou compensação destes por meio de controles ambientais. Consciente de sua responsabilidade, o setor mineral brasileiro compromete-se em aprimorar os estudos de impacto ambiental e os controles ambientais existentes, contribuindo, assim, para a preservação dos ecossistemas e da biodiversidade.
Ações
  1. Incorporar e internalizar nos planos de negócio todas as medidas de controle ambiental buscando a melhoria das técnicas no processo de mineração. Otimizar e desenvolver tecnologias que garantam a melhoria nos processos e controle ambiental;
  2. Planejar, implantar e operacionalizar as medidas de fechamento de mina e minimização dos passivos ambientais concomitantes à operação com participação da sociedade;
  3. Incentivar a integração das empresas, que operam na mesma região, à implantação das melhores práticas de controle ambiental, considerando os impactos sinérgicos e cumulativos.
DESENVOLVIMENTO LOCAL E FUTURO DOS TERRITÓRIOS
O Instituto Brasileiro de Mineração incentivará o setor mineral a postura de preservação como um vetor de desenvolvimento coexistindo harmonicamente com outros segmentos econômicos e respeitando as características locais. Nesse sentido, entende-se que as atividades minerárias deverão ser inclusivas e capazes de compartilhar valor para todas as partes interessadas e contribuir de forma efetiva para o futuro dos territórios nos quais têm atuação ou mesmo influência.
Ações
  1. Fomentar governança multisetorial nos territórios mineradores para definir uma agenda positiva e transformadora, compartilhando valor para todas as partes interessadas;
  2. Incentivar as mineradoras a ampliar investimentos em ações de forma voluntária para o desenvolvimento local, além das ações da gestão de impacto;
  3. Estimular a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), de modo a estabelecer agendas para o desenvolvimento local, considerando as particularidades e as potencialidades dos territórios;
  4. Incentivar as empresas mineradoras a criarem e a implementarem programas de formação de
lideranças da mineração e de lideranças multiplicadoras nos territórios mineradores com foco na agenda de desenvolvimento de longo prazo.
RELACIONAMENTO COM COMUNIDADES
O Instituto Brasileiro de Mineração defende que o relacionamento com as comunidades nas áreas de atuação do setor deve ser pautado por uma abordagem proativa e respeitosa, por meio de diálogos francos, inclusivos e participativos, considerando as realidades e expectativas locais frente à atividade minerária, zelando para que essas interações promovam ambientes e oportunidades de livre e igualitária expressão.
Ações
  1. Desenvolver programas que vão ao encontro das expectativas da sociedade em relação à saúde, segurança, meio ambiente, relações com a comunidade, diversidade, inclusão, impactos, entre outros, por meio de um processo de diálogo participativo de construção e avaliação contínua;
  2. Promover e ampliar o acesso da sociedade a canais de diálogo com a comunidade e o setor, considerando os interesses da população nas tomadas de decisão;
  3. Preparar os profissionais da mineração e as comunidades para os desafios do futuro, reconhecendo todas as interfaces e pontos de vista;
  4. Construir, com a sociedade, mecanismos de transparência e acompanhamento em torno da aplicação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).
COMUNICAÇÃO & REPUTAÇÃO
O IBRAM defende que o relacionamento e a comunicação devem ocorrer em linguagem acessível e compreensível, com rapidez, transparência e autenticidade. O setor reforçará ações que sejam reconhecidas pelas diversas partes interessadas e que tornem perceptíveis as suas práticas de gestão e de operação.
Ações
  1. Apresentar o setor à sociedade, incluindo seus riscos e ações de mitigação com proximidade, agilidade, transparência, clareza, coerência, simplicidade, proatividade e autenticidade;
  2. Fortalecer a presença institucional do setor nas esferas municipal, estadual e federal;
  3. Incentivar a adoção de programas e práticas de compliancen as mineradoras.
DIVERSIDADE & INCLUSÃO
O Instituto Brasileiro de Mineração reconhece que o respeito à diversidade é condição primária para que se estabeleça a inclusão social com garantias ao exercício da cidadania. Ao reconhecer o direito igualitário de todo ser humano, o setor da mineração declara a valorização das singularidades e individualidades e o respeito à heterogeneidade nas suas diferentes formas: classes, gênero, etnia, orientação sexual, deficiências, dentre outras.
Ações
  1. Encorajar as mineradoras a viabilizarem ambientes que valorizem a diversidade e promovam a inclusão, de modo que os profissionais possam desenvolver seu pleno potencial e as empresas possam atrair, reter e desenvolver pessoas;
  2. Incentivar as empresas do setor a tornar o ambiente da mineração mais diverso e inclusivo, com ações afirmativas para valorização de identidades, notadamente no que diz respeito a gênero, etnia, LGBTQI+, PCDs, refugiados e povos tradicionais;
  3. Estimular o setor a preparar o ambiente interno para acolher Diversidade & Inclusão.
INOVAÇÃO
O desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias visam elevar a eficiência da indústria da mineração e reduzir os impactos socioambientais oriundos das suas operações. São considerados, pelo Instituto Brasileiro de Mineração, requisitos do próprio negócio. Ao incorporar inovações em seus processos, o setor reforça o seu compromisso em expandir os debates e estudos de soluções junto a centros de pesquisas e desenvolvimento e criar oportunidades empreendedoras para novos projetos.
Medidas
  1. Incentivar o aumento de investimento nos projetos de inovação e tecnologia nas mineradoras focando nos temas prioritários como segurança, água, energia, rejeitos/resíduos e desenvolvimento social;
  2. Expandir a busca de soluções colaborativas via inovação aberta e cooperação entre os vários agentes do ecossistema por meio do Mining Hub, ambiente de inovação aberta do setor mineral.
ÁGUA
O IBRAM se compromete a fomentar e ampliar o uso consciente e racional da água nos processos, incentivando ações que visem à preservação dos mananciais, sejam subterrâneos ou superficiais, assim como iniciativas que ampliem a disponibilidade hídrica dos rios e a qualidade da água.
Ações
  1. Estabelecer metodologia uniforme para definir indicadores de performance do uso e do consumo de água, definindo metas de redução gradativas, publicamente explicitadas;
  2. Tornar públicas e disponíveis as informações de uso, consumo e qualidade das águas e efluentes na indústria da mineração;
  3. Participar efetivamente e apoiar os comitês de bacia hidrográfica, ampliando-se o escopo de atuação para incorporar estudos associados a mudanças climáticas e propor ações estratégicas para o setor e a sociedade em geral.
ENERGIA
Para o Instituto Brasileiro de Mineração, o uso de fontes alternativas de energia é questão primordial quando se discute as mudanças climáticas e o consumo crescente de insumos na sociedade moderna, estando essa discussão incorporada nas agendas das nações e dos setores econômicos. A indústria da mineração brasileira dará inequívoca contribuição ao tema, debatendo a questão energética e apresentando e incorporando proposições, ampliando a eficiência de seus processos, elevando o uso de energia renovável e reduzindo o consumo de insumos naturais, numa demonstração clara de senso de responsabilidade social e zelo pela sustentabilidade de suas operações.
Ações
  1. Fomentar a redução do consumo de insumos naturais energéticos por meio da melhoria da eficiência de equipamentos e dos processos produtivos;
  2. Planejar o aumento do número de fontes de energia renovável na matriz energética das atividades minerais;
  3. Incentivar a promoção de fóruns para troca de experiências e boas práticas/análise de benchmarking intra e intersetorial, bem como elaboração de guias técnicos.
GESTÃO DE RESÍDUOS
A gestão e a reutilização dos resíduos produzidos pela indústria mineral estão, para o Instituto Brasileiro de Mineração, entre os principais desafios do setor, em virtude da representatividade do material gerado em suas operações. Objetivando contribuir com a sua redução e reaproveitamento, a indústria minerária brasileira assume o compromisso de envidar esforços visando a melhor destinação de resíduos, a aplicação de novas tecnologias e inovação nos processos para reduzir a geração e fomentar negócios para que sejam transformados em novos produtos.
Ações
  1. Encorajar o fortalecimento da gestão de resíduos com o foco na redução e envolvimento de partes interessadas;
  2. Promover e desenvolver políticas e estudos de melhores práticas para a gestão de resíduos (rejeitos, estéril e demais) visando a redução de impactos socioambientais;
  3. Fomentar novos negócios, com o foco na economia circular, de forma a transformar resíduos em novos produtos.
Esta carta é fruto da reflexão e do engajamento de 200 profissionais da indústria da mineração e conta com o endosso do corpo de Executivos e Conselheiros das empresas associadas ao IBRAM.
A partir do endosso e da participação ativa das mineradoras associadas em relação aos compromissos aqui dispostos, queremos propor e promover a evolução no nosso modo de exercer a mineração no território brasileiro, correspondendo aos anseios da sociedade e assumindo a transparência e o diálogo como ferramentas que nos ajudarão a construir a mineração do futuro e o futuro da mineração.
Belo Horizonte, 9 de setembro de 2019.
Wilson Nélio Brumer
Presidente do Conselho do IBRAM
Flávio Ottoni Penido
Presidente-executivo do IBRAM

Liderança e Humildade 

  • A humildade é apontada como um de seus traços mais fortes, evidenciada por:
  • Resistência à Vaidade: Brumer inicialmente resistiu à ideia de publicar sua biografia (escrita por Júnia Carvalho) por receio de que o gesto pudesse ser interpretado como vaidade pessoal.
  • Foco no Impacto: Ele defende que a jornada de um líder deve ser medida pelo impacto gerado e pelas transformações positivas nas organizações, e não apenas pelos cargos ocupados.
  • Mentoria e Juventude: Atua ativamente incentivando jovens líderes, acreditando que a nova geração tem o potencial de transformar o país por meio de um ambiente de negócios mais aberto e seguro.
  • Atualmente, ele também desempenha o papel de Cônsul Honorário do Japão em Belo Horizonte, reforçando sua atuação diplomática e de pontes entre culturas e economias

Nascimento e Início:

  •  Nascido  no dia 2 de março de 1948 em Belo Horizonte  Minas Gerais e  começou a trabalhar aos 16 anos em um posto de gasolina e, por dez anos, fez parte do quadro de funcionários da Veminas, experiências que considera fundamentais para sua formação. Estudou em Colégio Seminário em Araguari  MG.
  • Formação: É administrador de empresas, com cursos de especialização no Brasil e no exterior, além de certificação do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

Vida Profissional e Cargos:

  • Vale: Presidiu a Vale entre 1990 e 1992.
  • Membro do Conselho de Administração da Docegeo
  • Membro do Conselho de Administração da Docenave 
  • Membro do Conselho de Administração da Embraer
  • Membro do Conselho de Administração da Localliza
  • Membro do Conselho de Administração da Metso
  • Siderurgia/Mineração: Presidiu a Acesita (1992-1998), a Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) e o conselho da BHP Billiton Brasil.
  • Usiminas: Foi Presidente Executivo e Presidente do Conselho de Administração da Usiminas.
  • Setor Público: Atuou como Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (2003-2007).
  • Outros: Presidiu conselhos de cerca de 30 grupos econômicos, incluindo CSN, Cemig, Fundação Renova e Omega Energia Renovável.
  • Presidente do IBRAM - Instituto Brasileiro de Mineração
  • Vice Presidente da ACMinas - Associação Comercial e Empresarial de Minas
  • Presidente Instituto Aço Brasil (antigo IBS)

Cargo Atual (e recentes): 
  • Membro do Conselho de Administração da Companhia Brasileira de Lítio (CBL) e da Integra. Em 2025, assumiu a direção executiva da Filarmônica de Minas Gerais. Também atua como Cônsul Honorário do Japão em Belo Horizonte.

Visão Sistêmica e Holística: 

  • Brumer é conhecido por uma abordagem de longo prazo, integrando o planejamento estratégico, o desenvolvimento industrial e a sustentabilidade, com foco no planejamento estruturado do estado e país.
  • Liderança e Carisma: Admireado no Brasil como um "gestor de turnarounds" (recuperação de empresas), Brumer é reconhecido por seu carisma, talento para liderar e defender planos de carreira para potenciais gestores.

Família: 

É filho de um pai judeu e mãe católica fervorosa, base familiar que ele menciona como parte de sua formação e trajetória inspiradora.

Sobre Liderança e Carreira

  • A escada da carreira: Brumer aconselha jovens a subirem a escada da carreira com paciência, sem machucar pessoas no processo, para evitar chegar ao topo exaustos.
  • Impacto e Gestão: Ele defende que o verdadeiro líder é medido pelo impacto que gera, focando em integridade, boa governança e sustentabilidade institucional.

Sobre Ética e Justiça nos Negócios

  • Ética e Justiça: Para Brumer, a ética é a base para negócios justos, sendo que qualquer inovação deve ser guiada pela justiça, equilíbrio e transparência.
  • Conduta: Ele enfatiza a necessidade de as organizações colocarem seus Códigos de Conduta em prática, com lideranças exemplares.

Sobre Economia e Brasil

  • Ambiente de Negócios: Defende que o Brasil necessita de segurança jurídica para atrair investimentos.
  • Mineração: Destacou a necessidade de reconstruir a confiança da sociedade na mineração e de garantir responsabilização rápida em casos de tragédias.
Contexto Biográfico

  • O título de seu livro, "Brumer e a Testa Fria de Jacó", por Junia Carvalho, remete a uma memória de infância sobre seu pai, que moldou sua visão de vida e legado.  Sua trajetória de um funcionário de posto de gasolina a presidente das maiores empresas do país é considerada um exemplo de ascensão profissional baseada em competência, ética e resiliência, documentada em biografia

Rowan Pedro de Araújo  é  Diretor - Vice Presidente dos Conselhos Empresariais de Mineração e Siderurgia e do Agronegócio da ACMinas - Associação Comercial e Empresarial de Minas - Atua  como professor de   Economia industrial na UNIDIS

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