ECONOMIA INDUSTRIAL: Sem investimento na Educação de Qualidade não vamos decolar (ELIEZER BATISTA EM 2002)

 

O maior patrimônio, o maior ativo de uma nação é a saúde e a educação de suas crianças e da sua juventude . O objetivo prático e estratégico da educação é desenvolver uma transformação favorável e abrangente nos campos: econômico, social, político e cultural que depende também do cultivo de cérebros treinados que possam pesquisar, inovar e adaptar a si e à sociedade ao ambiente adequado.
A educação é o principal fator e o pilar principal. Os professores, podem desempenhar um papel significativo no desenvolvimento do país. Mas precisam de apoio e melhores salários e até segurança para ensinar em alguns lugares do país
Criança desnutrida, significa cérebros fracos e com dificuldades de aprendizado na escola. O futuro capital humano de uma nação, as pessoas que vão operar as indústrias e a agricultura. As merendas escolares sempre foram alvos de corrupção, desvios e roubalheiras de toda espécie de lado político. Esses políticos são assassinos do futuro das crianças e juventude. Atrapalham, atrasam a nação por décadas. Esses políicos podem chegar a milhares e estão impunes com as nossas Leis Frouxas, brechas da Lei conluios, proteções jurídicas, etc.
Temos o império da impunidade. Os conluios, a influência política, os arranjos sempre os livram da cadeia.
Todos os países que cresceram , desenvolveram e são exemplos de progresso. Tiveram atenção especial com a educação, saúde e nutrição de suas crianças. Reiterando; o maior patrimônio de uma nação, o seu ativo é a saúde e educação de suas crianças e da sua juventude

A PURA VERDADE
  • Pode-se dizer que a educação é o navio para salvar a humanidade da tempestade, que será a base da construção de uma sociedade saudável e impecável. Um dos fatores mais importantes para o crescimento e aperfeiçoamento da sociedade humana é a educação, que além de aumentar a consciência, também contribui muito para o crescimento do espírito humano e a evolução da mente, a educação aumenta a produtividade individual e coletiva também.
  • Educação é uma prática social que visa o desenvolvimento do ser humano, de suas potencialidades, habilidades e competências. A educação, portanto, não se restringe à escola. A educação é um direito de todos e visa ao pleno desenvolvimento humano por meio do processo de ensino-aprendizagem.
  • Melhorar a educação em todos os níveis (inclusive técnico) com investimentos, ou Investir na modernização do capital físico (máquinas e equipamentos das empresas) visando a produtividade e competitividade centrada no capital humano não vem sendo prioridade das políticas de desenvolvimento da nação.
  • Precisamos apoiar e investir em Engenheiros, Administradores e Economistas Industriais. Gente com Visão de Economia Industrial nas Indústrias Brasileiras. Elas só ficam Competitivas com Gestão Inteligente e Moderna com políticas governamentais sérias e homens sérios com mais técnicos e menos políticos.
  • Um projeto de nação deve ser feito e várias reformas justas. Corte nos excessos de benefícios dos 3 poderes, por exemplo! Mas não temos homens sérios e de coragem para isso. Se tiver uns 3 ou 4, o resto...
  • Países e empresas que não investem em saúde,segurança, meio ambiente , educação, treinamento, liderança, comunicação, ciência, inovação, pesquisa, IA, tecnologia e projetos estratégicos sustentáveis vão virar sucatas no século XXI.
  • Executivos modenos são os de decisões sistêmicas e holísticas e quje focam no crescimento da inteligênia artificial e a inteligência emocional contidas em seu capital humano. São os gestores inovadores, inteligentes e de sucesso. (Rowan Pedro de Araújo)
ELIEZER BATISTA

"Desde que entrei na companhia - CVRD - em 1949, busquei galvanizar a ideia de que nem eu e nem meus colegas éramos inferiores a ninguém. Falta de conhecimento não é atestado de incompetência, mas apenas consequência de um conjunto de variáveis, como dificuldade de acesso e limitações de ordem financeira. Eu olhava para os engenheiros americanos  da Morrison Knudsen e acreditava que podíamos aprender tudo o que eles faziam nas obras da Vitória Minas. Dito e feito; nós aprendemos e ficamos como eles. Meu estilo de trabalho sempre foi o mais coletivo possível. Todas as grandes decisões eram debatidas em equipe – nesse quesito, tive a sorte de reunir profissionais fuoriclasse. Administrar é a arte de aceitar as diferenças. O que eu podia ter de distinção em relação a outras pessoas – talvez mais relacionamentos, acessos internacionais, contatos com ideias novas – não me dava o direito de desprezar o conhecimento do meu companheiro. A minha filosofia de trabalho era ouvir as pessoas. Até o meu chofer podia dar palpites. Já rasguei minhas ideias e aproveitei de meus subordinados e os avisava. Nunca tive pretensão de sequestrar suas ideias dizendo que foram minhas.(ELIEZER BATISTA)


A SITUAÇÃO PREOCUPANTE DA BAIIXA PRODUTIVIDADE

  • A baixa qualificação do capital humano brasileiro, marcada por deficiências na educação e baixa produtividade, situa o Brasil em desvantagem competitiva global. A produtividade do trabalhador brasileiro equivale a apenas 25% da americana, exigindo 1 hora para produzir o que um americano faz em 15 minutos. Cerca de 40% do talento é desperdiçado, agravado por baixo nível educacional.c
  • Educação e Qualificação: O baixo nível educacional é um problema crônico, com o Brasil ocupando a 40ª posição de 43 países no quesito educação. A falta de qualificação já é apontada como a maior barreira para a transformação de negócios.
  • Produtividade e Competitividade: A produtividade é baixa, resultando em perda de competitividade frente a outros países. O país perde posições em rankings mundiais de competitividade, ficando, por exemplo, na 46ª posição entre 66 economias em 2023.
  • Impacto no PIB: Estudos indicam que o PIB brasileiro poderia ser até 2,5 vezes maior se o capital humano fosse otimizado e o país atingisse o pleno emprego.
  • Fatores de Baixa Produtividade: Além da educação, a escassez de maquinário, infraestrutura precária, e baixa inserção no comércio internacional contribuem para o cenário.
  • Necessidade de Requalificação: Até 2030, 67% da força de trabalho nacional precisará de treinamento (upskilling ou reskilling).

CÉREBROS PENSANTES PARA A CIÊNCIA

  • Os dados sobre a quantidade de cientistas (pesquisadores em Pesquisa e Desenvolvimento - P&D) por milhão de habitantes no Brasil e no mundo mostram um cenário desafiador de desigualdade, onde o Brasil possui uma concentração bem inferior a de países desenvolvidos.
  • Brasil: A estimativa recente, frequentemente citada em debates sobre a "fuga de cérebros" e no contexto da Plataforma Lattes, indica que o Brasil possui aproximadamente 700 a 800 pesquisadores por milhão de habitantes.

Outros países (exemplos):

  • Estados Unidos: Possuem cerca de 3.900 a 4.000+ pesquisadores por milhão de habitantes.
  • Coreia do Sul/Israel/Finlândia: Frequentemente lideram o ranking, ultrapassando 7.000 a 9.000+ pesquisadores por milhão.
  • Europa (Média): Países da União Europeia frequentemente têm densidades acima de 3.000 a 4.000 por milhão, com forte crescimento em países como Portugal e Polônia na última década.
  • América Latina: O Brasil está atrás da Argentina neste quesito (que tem cerca de 1.200 por milhão).

Comparação da Produção Científica (2024-2025)

  • Embora o número de pesquisadores por milhão seja baixo, o Brasil se destaca em volume total de publicações:
  • 2024-2025: A produção científica brasileira voltou a crescer, ocupando o 14º lugar no ranking mundial de artigos científicos.
  • Impacto: O Brasil teve 1.294 pesquisadores na lista de maior impacto do mundo em 2023, um número que tem quadruplicado em 5 anos.

Por que a diferença?

  • A diferença no número de pesquisadores (por milhão) não se deve apenas à formação, mas à capacidade de absorção pelo mercado de trabalho e pelo setor privado. Enquanto em países desenvolvidos a maior parte dos pesquisadores atua em empresas, no Brasil, a maioria está concentrada em universidades públicas e institutos de pesquisa.

Rowan Pedro de Araújo  é  Diretor Vice Presidente dos Conselhos Empresariais de Mineração e Siderurgia e do Agronegócio da ACMinas - Associação Comercial e Empresarial de Minas - Atua  como professor de   Economia industrial na UNIDIS





 

 

 

 

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