ECONOMIA INDUSTRIAL: As empresas estatais federais brasileiras acumularam um déficit de R$  6 bilhões até setembro de 2025. Esse déficit, coberto pelo Tesouro Nacional, é pago via impostos e redução de investimentos públicos.

 

A  BAIXA PRODUTIVIDADE DAS ESTATAIS

Principais Fatores para a Baixa Produtividade e Déficit:

  • Gestão Política e Falta de Qualificação: A ocupação de cargos de confiança por pessoas indicadas por interesses políticos, sem experiência na gestão de grandes empresas, contribui para a ineficiência.
  • Crise nos Correios: Os Correios têm apresentado resultados negativos, com greves e gestão ineficiente, figurando entre as empresas com maiores prejuízos, o que impacta o resultado global das estatais.
  • Déficit de Tesouraria: O prejuízo acumulado exige que o governo federal injete recursos para manutenção, com subvenções que ultrapassaram R$ 27 bilhões em anos recentes, indicando dependência do Tesouro em casos deficitários.
  • Regra do Arcabouço Fiscal: O rombo das estatais, ao superar limites, força o governo a congelar recursos de ministérios, como saúde e educação, gerando um impacto econômico direto.
  • Diferença entre Estatais e Privadas: Estudos indicam que, no Brasil, empresas públicas e de economia mista tendem a ser menos eficientes em comparação a empresas totalmente privadas.
  • Cenário Atual (Dados 2025-2026):
  • Prejuízo Recorde: O rombo das estatais superou R$ 6,3 bilhões até outubro de 2025, superando o recorde de 2024.
  • Consequências: O alto nível de endividamento de estatais deficitárias pressiona a meta fiscal, forçando o governo a adotar medidas de restrição orçamentária.
  • Lucratividade x Função Social: Embora algumas estatais (como Banco do Brasil e Petrobras) apresentem lucros, a necessidade de investimentos, somada a objetivos sociais, pode reduzir a produtividade operacional em comparação a pares privados.
  • Apesar do cenário de prejuízo no conjunto, o debate sobre o papel dessas empresas persiste, com defensores destacando sua função social, enquanto críticos apontam o "cabide de empregos" e a corrupção como entraves.

Mário Henrique Simonsen disse ainda nos anos 70 e 80 :

  • A limitação de empresas estatais não é mais de gestão nem de tecnologia. Na economia global, é de capital.
  • Os pobres ficam ainda mais pobres quando têm de sustentar os burocratas nomeados supostamente para enriquecê-los.
  • A inflação eleja, o câmbio mata. O déficit público não é de caráter orçamentário. O déficit público simplesmente não tem caráter.“
  • Os políticos devem ouvir os bons economistas e técnicos de economia. Já ouviram políticos faz anos e nada dá certo!
  • O grande desafio para ajudar o Brasil é privatizar urgente! O Brasil quebra, se não privatizar.
  • A maioria das estatais são fábricas de prejuízos e má administração que o governo socorre todos os anos, sem ter dinheiro para isso, mas só para empregar os amigos, filhos, filhas, genros, noras, cunhados, etc. DOS QUE MANDAM.
  • TEMOS NA MAIORIA DAS ESTATAIS É AMIGOGRAMA – NÃO UM ORGANOGRAMA SÉRIO, QUE VISA UMA ADMINISTRAÇÃO HONESTA E TRABALHADORA PARA O PAÍS.

A REALIDADE SOBRE AS ESTATAIS 

  • Governo operar e administrar bancos, correios, serviços, empresas de energia, petróleo e gás é o maior retrocesso.
  • Quem sabe fazer isso com competitividade e produtividade é a iniciativa privada com engenharia e técnicos. No governo a mentalidade é  burocrata e vão contaminar a gestão com políticos corruptos e incompetentes no mar da burocracia, amarras, perda de tempo, falta de conhecimento da gestão. O interesse será drenar a economia da empresa e desviar recursos. O governo não tem capital e nem sabe fazer girá-lo nos negócios..
  • No início de 2025, o Governo Federal mantinha sob seu controle direto cerca de 44 a 46 empresas estatais. No entanto, considerando a carteira total de participações (incluindo subsidiárias e empresas coligadas), esse número é significativamente maior, historicamente superando a marca de 180 empresas em nível federal. Se abrir para o quantitativo de subsidiárias, participações, etc. Vamos ter um número mais ou menos de 600 empresas.  
  • Tem de TV Dilma, à uma empresa de chips colocados em orelha de boi. Só Lula e Dilma na era PT criaram 41 estatais. Empresa estatal hoje é para loteamento político da direita, esquerda, centro e centrão, para acomodar e empregar nas diretorias o toma lá e dá cá, a moeda política. Petrorrobalheira e os Correios falam essa pura realidade.
  • 440 mil a 460 mil empregados diretos com indiretos beira 600 mil.

  • Estatais com maiores déficits previstos: Correios, Emgepron e Hemobrás.

  • O governo federal estima que as empresas estatais federais vão fechar 2026 com déficit primário de R$ 1,074 bilhão.

  • Usar as licitações viciadas e propinadas para irrigar com dinheiro da corrupção os partidos políticos. A resistência política em privatizar está é ai. Com 1/3 do congresso com rabo preso no STF (INVESTIGADOS).  

  • Estatal é lenta e depende de benção de congresso a lei 8666 para decidir, é a burocracia gigante e não dá flexibilidade. Deixa lenta as decisões e não compete mais com ninguém. Estamos no século XXI e não nos anos 60. .
  • Reiterando; a empresa no regime estatal não tem agilidade para decidir, porque  é burocrata e depende de benção de políticos corruptos e com decisões totalmente políticas. Enquanto a competitividade global pede dinâmica e decições técnicas.  Os concorrentes possuem. Técnico não gosta de político e político não gosta de técnico. Técnico trabalha e faz. Político não trabalha, enrola e mente em maioria.
  • A Petrobrás, da Petrorroubalheira com o PT, se fosse privatizada estaria 5 vezes mais ágil, desburocratizada e competitiva.
  • O ex ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo brasileiro gasta cerca de R$ 20 bilhões por ano para manter as empresas estatais que não geram lucro. E afirmou que, por isso, o país poderia ampliar os gastos sociais, em programas como o Bolsa Família, se avançasse na privatização das estatais.

PREJUÍZOS  DAS ESTATAIS EM 2025

  • No início de 2025, o Governo Federal mantinha sob seu controle direto cerca de 44 a 46 empresas estatais. No entanto, considerando a carteira total de participações (incluindo subsidiárias e empresas coligadas), esse número é significativamente maior, historicamente superando a marca de 180 empresas em nível federal.

As empresas estatais federais brasileiras acumularam um déficit de R$  6 bilhões até setembro de 2025. Esse déficit, coberto pelo Tesouro Nacional, é pago via impostos e redução de investimentos públicos.

  • Rombo dos Correios: A estatal acumula prejuízo consecutivo, com déficit de R$  2,1 bilhões.
  • Impacto no Bolso: O prejuízo acumulado pelas empresas públicas exige aporte do Tesouro Nacional (dinheiro do contribuinte) ou a utilização de receitas de outras fontes, onerando o orçamento federal e limitando a capacidade de investimento em áreas como saúde e educação.
  • Situação Geral: Além dos Correios, outras estatais federais (excluindo Petrobras, Eletrobras e bancos) contribuem para o déficit de R$ 6,3 bilhões nos primeiros onze meses de 2025.
  • Perspectivas: A gestão dos Correios relatou uma situação financeira crítica, com necessidade de empréstimos para cobrir o passivo e possíveis novos prejuízos nos anos seguintes.

As empresas estatais brasileiras encerraram o ano de 2025 com um déficit consolidado de R$ 5,7 bilhões. Esse resultado é o segundo pior desempenho nominal da série histórica do Banco Central do Brasil, ficando atrás apenas do rombo registrado em 2024.

As empresas que mais contribuíram para o resultado negativo ou enfrentaram maior pressão financeira foram:

  • Correios: Apontado como um dos principais responsáveis pelo rombo, registrando prejuízos que chegaram a triplicar em relação ao ano anterior, atingindo a marca de R$ 6,4 bilhões em projeções acumuladas durante o ano.
  • Petrobras: Embora o grupo consolidado apresente lucros em alguns trimestres, a estatal registrou um prejuízo específico de R$ 4,37 bilhões no primeiro semestre de 2025, impactada por revisões de investimentos e políticas de preço.
  • Eletronuclear: Citada por analistas como uma das companhias que enfrentam um cenário financeiro "muito difícil" e operam no vermelho.

Resumo do Déficit por Esfera (2025)

De acordo com os dados finais divulgados em janeiro de 2026, o rombo foi distribuído da seguinte forma:

Esfera   Resultado Financeiro

  • Estatais Federais             Déficit de R$ 5,1 bilhões
  • Estatais Municipais         Déficit de R$ 400 milhões
  • Estatais Estaduais            Déficit de R$ 336 milhões
  • Nota importante: Os levantamentos do Banco Central excluem do cálculo de déficit primário os grupos Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, cujos resultados são contabilizados separadamente devido ao seu porte e natureza de economia mista.
  • Gostaria de ver o detalhamento dos gastos operacionais ou dos investimentos realizados por essas empresas no último ano?

ALGUNS MOTIVOS DO FRACASSO DAS ESTATAIS:
  • Corrupção em maioria e conluios com políticos influentes
  • Interferência e Indicações Políticas: Críticos e analistas apontam o retorno de indicações políticas para cargos de gestão como um fator que prejudica a eficiência administrativa e a governança.
  • Crise em Empresas Específicas:
  • Correios: A empresa enfrenta um cenário de obsolescência do monopólio postal, estrutura "inchada" e necessidade de modernização para competir no setor de encomendas e e-commerce.
  • Setor Energético: Empresas como a Eletronuclear também apresentam rombos significativos que pressionam as contas públicas.
  • Papel Social vs. Lucro: Há um debate estrutural sobre a função dessas empresas; algumas são mantidas para prestar serviços em áreas remotas ou essenciais onde a iniciativa privada não atua, o que inerentemente gera custos superiores à arrecadação.
  • Custos Operacionais e Pessoal: O aumento de gastos com pessoal, programas de demissão voluntária e a manutenção de estruturas físicas deficitárias contribuem para o desequilíbrio.

Rowan Pedro de Araújo  é  Diretor Vice Presidente dos Conselhos Empresariais de Mineração e Siderurgia e do Agronegócio da ACMinas - Associação Comercial e Empresarial de Minas - Atua  como professor de   Economia industrial na UNIDIS




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