ECONOMIA INDUSTRIAL: 2026 - 2,4 milhões de empregos - R$ 93,4 bilhões em impostos -- investimentos robustos de US$ 77 bilhões = 401,94 bilhões de R$ entre 2026 e 2030. AS MINERADORAS ESTÃO INVESTINDO NA COMUNICAÇÃO REGIONAL E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO EIXO DE SUAS OPERAÇÕES

 

ELIEZER BATISTA: "O QUE O EMPREGADO APRENDE NO AMBIENTE INTERNO DA EMPRESA, ELE MULTIPLICA PARA SUA FAMÍLIA, VIZINHOS, COMUNIDADE EM QUE VIVE,  ETC. O QUE ELE APRENDE NO AMBIENTE EXTERNO ELE FAZ GRAVITAR PARA DENTRO DA EMPRESA. ISSO É UM MOVIMENTO NATURAL E CONSTANTE. ESSA ERA  A RAZÃO NA CVRD -VALE, DE TERMOS OS NOSSOS PRÓPRIOS  CLUBES  PARA CULTIVARMOS UM MEIO SOCIAL PARA  ELEVAR, A NOSSA CULTURA SOCIAL, OU  ENTRELAÇAR, FORTALECER  OS NOSSOS VALORES!"

  • “A mineração, biodiversidade e outras atividades modernas associadas à nanotecnologia vão crescer juntas . O futuro vai estar nisso, nós temos grandes cientistas. É fundamental que façamos investimentos em   pesquisas, ciência, inovação e tecnologias dirigidas para fortalecer a ciência da sustentabilidade dos negócios. Acredito no potencial de nossos engenheiros, administradores, economistas e todo tipo de profissionais da mineração, ferrovia e agronegócio. Muitos precisam de oportunidade para mostrarem o talento. Na VALE formamos grandes equipes, sem equipe, não chegaríamos onde chegamos” (Dr.Eliezer Batista)
  •  Tudo que temos, provém da mineração, que são os minerais transformados. A água é mineral, o petróleo também. A mineração está na saúde, computador, agronegócio, carros, aviões, automóveis, informática, celular em tudo há mineração. Veja que vão falar muito, e buscar grandes soluções, vantagens e apoiar na nanotecnologia no século XXI. A mineração é fonte de conhecimento, ciência, tecnologia, pesquisa, solução e inovação” (Dr.Eliezer Batista).
  •  “Caminhamos para descoberta de meios científicos sustentáveis para aproveitamento do rejeito da mineração, uma coisa que precisa ser trabalhada. Nós passamos pela revolução agrícola, industrial, informática e estamos na ambiental. Acho que as mineradoras unidas em prol da sustentabilidade e otimização, vão buscar em breve um intercâmbio cientifico entre escolas corporativas, particulares, federais, grupos de estudos científicos e seus empregados locais. para estudarem isto de forma integrada.” (Dr.Eliezer Batista)
  •  Não há outra saída para a indústria da mineração, que não seja integração nas boas práticas que possam ser trabalhadas de forma comum entre as mineradoras. Capacitando-as para enfrentar o que está por vir. Desta forma se fortalecem mutuamente com vantagens múltiplas. Por exemplo: a pulverização dos custos de informações sistematizadas, armazenadas e organizadas por um robusto banco de dados de pesquisas unificadas. Habilitando a produção de novos conhecimentos, entre as mineradoras com viés tecnológico comum. Os custos com determinados tipos de serviços de consultorias podem ser reduzidos entre elas, podendo anexar ainda, a indústria de transformação como parceiras. Os custos divididos viabilizam esta iniciativa. Vira e mexe têm acadêmicos, professores e empresários me mostrando temas de pesquisas e novas ideias. Isto é extraordinário!”.(Dr.Eliezer Batista)
  •  ” Alianças estratégicas, podem facilitar o caminho das mineradoras, ferrovias, portos, siderurgias e outros segmentos, é uma questão de tempo. Nós estamos chegando em um ecossistema empresarial competitivo, que traz ao mesmo tempo, uma ampla necessidade de integração de forças, para defender os interesses e o desenvolvimento comum, com mais diálogo, percepção, integração e uso das informações intercambiadas como instrumento mútuo.” (Eliezer Batista) Depois de 9 anos, o que ele profetizava acontecia com o exemplo:  Renault–Nissan–Mitsubishi Alliance foi criada em países de primeiro mundo.
  •  Você participou do ambiente e filosofia de implantação, pré operação e operação de Carajás, e viu de perto, que unidos nós vencemos aquela peleja, do armador de ferragens das obras, ao mais graduado diretor. Não faltou trabalho coletivo e união das equipes. O trabalho coletivo, gera um sentido físico de realização, com energia, motivação e orgulho. Isto se transforma em valores e move qualquer projeto. Vivenciei isto, desde o final dos anos 40, quando entrei na VALE e aprendi ser coletivo em minhas decisões. Sempre consegui resultados, e devo isto à esta forma de trabalhar” (Dr.Eliezer Batista)
  •  “O desenvolvimento só pode ser sustentável, e o negócio da mineração está justamente na capacidade de operar com esta filosofia. Investindo em pesquisas, capital humano e eficiência energética, ação esta que reduz custo e aumenta os ganhos. A competitividade estará cada vez mais acirrada. O pensamento sistêmico e holístico, educação, treinamento e ações criativas, são indispensáveis para fazer a diferença, decidir e criar estratégias desenvolvimentistas e modernas para chegarmos no futuro com menos dificuldades nos negócios.” (Dr.Eliezer Batista) 
  •  “As mineradores precisam das comunidades e as comunidades precisam das mineradoras, para melhorarem a economia local, gerarem emprego e renda. Isto atrela a melhoria da educação e saúde de muitas crianças do Brasil, que fazem parte deste ecossistema e engrenagem sócio econômica. Os pais das crianças, muitos deles, depende do emprego da mineração e sustentabilidades diversas: ambiental, financeira, econômica, competitiva, tecnológica e regional, para melhorarem o nível sócio econômico. 
  • O que o empregado aprende de positivo na empresa, ele transmite para vizinhança, e grupos sociais que formam a população local. Melhoram o perfil cultural de um lado e aumenta a capital comunitário das mineradoras do outro. Portanto, os líderes são para criar projetos novos e diferentes, com entendimento bilateral, harmonia e comunicação. Encorajando as pessoas, melhorando a auto estima local, na realização de algo importante. Criando a cooperação entre as partes. Formando um clima amistoso, e de forma que todos cresçam juntos, em uma só atmosfera de valores, mudanças vindouras e desenvolvimento múltiplo. A comunicação é a força vital destes objetivos, é o elemento unificador” (Dr.Eliezer Batista)
  •   ” O homem não vive sem os produtos da mineração. Os minerais transformados estão na saúde, Internet, computador, agronegócio, carros, aviões, automóveis, informática, celular. A mineração está presente na vida das pessoas. Vão falar muito daqui para frente e buscarem cada vez mais a nanotecnologia no século XXI. A mineração é também fonte de desenvolvimento, conhecimento, ciência, tecnologia, pesquisa, solução e inovação” (Dr.Eliezer Batista) .
  • “A nanotecnologia vai revolucionar os negócios na saúde, alimentação, mineração, etc.” (Eliezer Batista)
  • ” Empresários têm me procurado para opinar sobre as oportunidades de investimentos. Observo os problemas macros da nossa infraestrutura e logística, um campo amplo que dependendo do governo, pode abrir frentes de negócio, projetos e obras gigantes, através da construção civil e gerar empregos, para corrigir este grave problema que só tem solução com investimento na infraestrutura. O Brasil está estrangulado e ficando inviável logisticamente. Isto precisa mudar. (Eliezer  Batista)
  • O Custo Brasil está quebrando empresas no país inteiro. Precisamos de investimento em rodovias, ferrovias, portos, hidrovias e aeroportos. O sistema logístico está obsoleto e atrapalha a competitividade. O mercado da saúde para atender a população idosa, vai crescer exponencialmente sem o Brasil estar preparado. No Japão o consumo de fraldas descartáveis não está mais na população dos bebês, está na população idosa. O mercado de perfil do idoso está chegando no Brasil, e poucos percebem. Isto precisa ser visto pelos empreendedores, e são oportunidades de um mercado novo, que poucos têm experiência para atender . (Eliezer Batista)
  • Não estamos especializados e nem preparados para este novo e grande mercado que o Brasil terá. Um amigo disse que o pessoal do IBGE afirma que até 2042 a população idosa do Brasil vai dobrar. E como estamos? Como anda o dinheiro da previdência para pagar as aposentadorias com todo este impacto? O governo trabalha com negociação complicada da reforma previdenciária. E os hospitais para tratar da saúde destas pessoas? Hoje a saúde está quebrada. O lazer delas? Pouco se fala. A arquitetura urbana e doméstica? Será que estão pensando em adaptações dos banheiros, acesso ao transporte, inclusão, etc? Muito pouco. E o mercado de trabalho? Cada um fala uma coisa. Reitero a necessidade de coisas essenciais para que facilite a vida quotidiana das pessoas idosas. A população idosa ajudou construir o Brasil e merece todo tipo de atenção e respeito das autoridades e população em geral. A educação sempre foi um problema emblemático, e deve ser reinventada . Vamos precisar de uma verdadeira revolução do ensino. “. (Dr.Eliezer Batista)
  •  “A automação, robótica, sistemas inteligentes, inteligência artificial, sensoriamento remoto e nanotecnologia, que é uma coisa fantástica. Vão dominar quase tudo.Se quisermos um Brasil moderno, inovador, competitivo e empreendedor com crescimento. Precisamos nos atentar para isto, anexando pessoas qualificadas para enfrentarmos as próximas décadas. Investimento na educação, ciência, inovação, pesquisas e tecnologia é uma prioridade absoluta de qualquer país que pensa no futuro” (Dr.Eliezer Batista)
  •   A nossa produtividade na indústria de transformação é 1/4 do americano e com crescimento próximo do que estava em 1947. Em 2016 pouca coisa mudou.” (Dr.Eliezer Batista)
A GRANDEZA  ECONÔMICA 2026 DA MINERAÇÃO NACIONAL

  • Setor mineral responde por 55% da balança comercial e projeta novo ciclo de investimentos
  •  O setor mineral brasileiro encerrou 2025 com faturamento de R$ 298,8 bilhões, alta de 10,3% frente a 2024, segundo o IBRAM - Instituto Brasileiro de Mineração. Trata-se do segundo maior resultado da história, reforçando o papel estratégico da mineração na economia nacional e no comércio exterior.
  •  O minério de ferro liderou a receita, com R$ 157,2 bilhões, embora tenha registrado queda de 2,2%. Minas Gerais, Pará e Bahia concentraram 79% do faturamento total. 
  • As exportações alcançaram 431 milhões de toneladas e geraram US$ 46 bilhões, elevando o saldo da balança mineral a US$ 37,6 bilhões — equivalente a 55% da balança comercial brasileira.
  •  A arrecadação do setor também avançou, somando R$ 103 bilhões em tributos, incluindo R$ 7,9 bilhões em CFEM. No emprego, a indústria extrativa mineral totalizou 229 mil postos diretos, com 8.330 novas vagas formais criadas até novembro.
  •  Para o ciclo 2026–2030, estão previstos investimentos de US$ 76,9 bilhões, dos quais US$ 21,3 bilhões voltados a minerais críticos ligados à transição energética e à reindustrialização global. A mineração segue como vetor de crescimento, segurança econômica e transformação tecnológica.
  •  Você acredita que o Brasil está preparado para liderar a nova era mineral?


AS MINERADORAS ESTÃO INVESTINDO NA COMUNICAÇÃO REGIONAL E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO EIXO DE SUAS OPERAÇÕES  OS RECURSOS FINANCEIROS E AS ECONOMIAS LOCAIS SÃO BENEFICIADAS NÚMEROS REITERADOS

  • Com base nos dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), referentes ao fechamento de 2024 e perspectivas para 2025/2026:
  • Empregos: O setor mineral brasileiro gera cerca de 226 mil empregos diretos (dados de meados de 2025). Considerando empregos diretos, indiretos e induzidos, o número ultrapassa 2,4 milhões de postos de trabalho em todo o país. 
  • A arrecadação total da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) no Brasil em 2025 foi de aproximadamente R$ 7,91 bilhões. Este resultado consolidou o ano de 2025 como a segunda maior marca da história da arrecadação da CFEM em mais de 20 anos, ficando atrás apenas do recorde registrado em 2021.
  • O setor de mineração no Brasil projeta investimentos robustos de US$ 77 bilhões = 401 BILHÕES  R$  entre 2026 e 2030, impulsionado pela demanda por minerais críticos, ferro e sustentabilidade, com destaque para Minas Gerais e Pará. O planejamento foca em transição energética (cobre, níquel, terras raras), segurança de barragens e conformidade ESG.

PREPARAR LÍDERES PARA A MINERAÇÃO E A MINERAÇÃO PARA LÍDERES, A GRANDE MUDANÇA NA MINERAÇÃO, FORMANDO VERDADEIROS LÍDERES CAPACITADOS, EDUCADOS E TREINADOS PARA REPRESENTAR AS MINERADORAS NAS COMUNIDADES

  • Os líderes das mineradoras devem ser preparados para liderar cada vez mais em alto nível, isso é uma exigência global em função das fortes relações com o ambiente de vanguarda e a necessidade de interação com as comunidades vizinhas. Precisam de liderança, empatia, comunicação sistêmica, holística e hábeis para formarem alianças locais em harmonia operacional e social.  O líder da mineração  depois de Mariana e Brumadinho, tem de mudar! A sua visão holística, presonalidade, caráter, ética e inteligência empresarial para se comunicar é essencial! 
  • Acho que temos de levar a mineração para as pessoas e trazer as pessoas para a mineração. A comunicação das mineradoras no raio de suas operações, nas comunidades locais vizinhas e a Educação Ambiental, são recursos estratégicos e sustentáveis para reputação e clima de relacionamento. A comunicação é estratégica, e vira um capital comunicacional associado no capital comunitário a ser aprimorado junto com a gestão de saúde, segurança, meio ambiente, projetos e inovação empresarial . Assim como, das outras indústrias também. 
A GRANDEZA DAS MINERAÇÕES NUNCA FORAM BEM CONHECIDAS  NO BRASIL COMO DEVERIA:
  • As comunidades moradoras das cidades minerárias, raríssimas exceções são informadas de quanto as mineradoras pagaram em impostos. Os gestores das mineradoras teriam de ser obrigados a solicitar mensalmente ao prefeito e vereadores onde os milhões DOS IMPOSTOS GERADOS PELA MINERAÇÃO foram aplicados.
  • Em Minas Gerais a população  conhece a mineração mais pela VALE e minério de ferro, mas temos nióbio, lítio, zinco, grafite, ouro  com grande potencial e ninguém fala  em decorrência da falta de comunicação estratégica do setor mineral na população.
  • Não há na maioria das mineradoras brasileiras um amplo PROJETO DE COMUNICAÇÃO, MARKETING, MÍDIA E CORPO A CORPO A FIM DE MOSTRAR OS SEUS VALORES SOCIAIS, TECNOLÓGICOS, ECONÔMICOS. Antes da pandemia havia 9600 mineradoras operando no Brasil de vários minérios e todo tipo de porte.
  • A visão e adoção da compliance ser eficiente e ecoeficiente e estar na ESG vai melhorar e elevar tudo isso A educação ambiental para crianças, jovens e adultos fomentadas pelas mineradoras no eixo de suas operações é uma iniciativa estratégica e altamente inteligente, de harmonia e de poupança comunicacional e comunitária. Além de fortalecer o capital humano, transmissãp de conhecimento, valores e tecnologia (que é saber fazer) também. 
  • As mineradoras em si, são poucas conhecidas no Brasil, o sub solo brasileiro é pouco conhecido e os problemas de Mariana e Brumadinho, afetaram a imagem das mineradoras. Tanto mineradoras e outras industrias com algumas exceções, é claro historicamente, não constituíram ao longo de suas vidas operacionais, projetos específicos de comunicação amplos nos raios de suas operações e isso distanciou as industrias do ecossistema humano, social / comunitário . 
  • Essa é uma condição que nós temos admitir , e que vimos agora em Minas Gerais e que eu mesmo sou testemunha como professor e morador de Minas Gerais e da Grande BH, anexo aos locais das tragédias de Mariana e Brumadinho e acompanhamos essa realidade pessoalmente e temos pesquisas dessa realidade, e sobre a imagem e reputação das mineradoras e as dificuldades da VALE de restaurar os danos causados: ambientais, materiais. 
  • O de vidas humanas, vamos lamentar para o resto de nossas vidas. Convivo de perto com essa comunidade de afetados. As mineradoras devem investir em Projetos de Comunicação Dinâmica, de imagem, reputação e marca para aumento do capital comunicacional e comunitário em uma só base de ações corporativas fortalecidas e objetivas. Isso é necessário, vital, saudável e agregador para as mineradoras daqui por diante.
  • Vejam que 44 mineradoras e entidades do setor mostram que o setor mineral fizeram  doações estimadas em R$ 884,26 milhões a  R$ 1 bilhão para pandemia COVID, no Brasil. Possui perto de 9600 mineradoras ativas, emprega mais de 2 milhões de pessoas e em 2022, pagou em impostos 86,2 bilhões de R$ aos cofres públicos e centraliza as empresas de maiores salários pagos no país e tudo isso é pouco conhecido. 
  • A mineração ainda distribui forte massa salarial onde atua, gera emprego, renda, contratação de serviços, compras e outros / suprimentos e produz ainda tecnologia e capital humano, onde são sediadas e operam suas industrias e movimentações. Elas precisam abrir mais as suas comunicações diante das populações do eixo de operações.
  • “Sessenta por cento de todos os problemas administrativos resultam da ineficácia da comunicação.” – Peter Drucker, “A consequência natural de uma comunicação deficiente ou ausente é o boato. Quando a administração não oferece respostas, os funcionários as inventam.” – Francisco Gomes de Matos, “O grande desafio da comunicação interna é deixar de ser comunicação interna. Afinal, numa sociedade de relacionamentos em rede, o conceito de comunicação interna ficou pequeno. 
  • Todos são atores da comunicação.” – Rosana Aguiar, “Quando o colaborador se encanta com a empresa, se torna embaixador da marca. Ele vê que ele também tem importância, vai vestir a camisa e lá fora vai defender sua marca.” – Cleide Cavalcante, O desafio é grande e requer, sobretudo, além de atenção, solidariedade. 
  • Esse é um grande desafio mundial Entendemos que hoje não basta ter apenas um recurso para informar o público interno, a comunicação deve ser bilateral, por meio da qual os empregados possam ouvir a empresa, e a empresa possa obter feedback dos trabalhadores.” – Olga Kostareva
TERRAS RARAS - MINERAIS CRÍTICOS E ESTRATÉGICOS DIFERENÇAS:

  • Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a tecnologia moderna (ímãs, eletrônicos), enquanto minerais críticos têm alto risco de fornecimento e minerais estratégicos são vitais para a soberania e economia nacional. Terras raras são classificadas como críticos e estratégicos devido à alta demanda e produção concentrada (ex: China).
Principais Diferenças e Características:
Terras Raras (TR): Grupo de 17 elementos químicos (lantanídeos + escândio e ítrio) com propriedades magnéticas, luminescentes e catalíticas únicas, cruciais para motores de veículos elétricos e turbinas eólicas.
  • Fundamentais para a tecnologia moderna e transição energética. Incluem lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio, lutécio, escândio e ítrio. São essenciais para ímãs, baterias e eletrônicos
Minerais Críticos: 
  • Definidos pelo risco na cadeia de suprimentos (concentração geográfica) e alta demanda para tecnologias de transição energética, como cobre, níquel, lítio e as próprias terras raras.
Minerais Estratégicos: 

Definidos pelo interesse nacional e soberania (defesa, economia, energia), essenciais para o desenvolvimento de um país, como o nióbio no Brasil.

Relação e Contexto:

  • Terras raras são frequentemente consideradas minerais críticos e estratégicos, mas nem todo mineral crítico é uma terra rara. O termo "crítico" ou "estratégico" pode mudar conforme o país e o tempo. Países como EUA, União Europeia e Brasil utilizam essas classificações para proteger o fornecimento de materiais para o desenvolvimento tecnológico e a transição energética.
  • Exemplos: Neodímio e Disprósio (terras raras/críticos), Nióbio (estratégico no Brasil), Lítio (crítico).
  • Ameaça: O alto domínio da China na cadeia de valor de terras raras (superior a 90% na produção de ímãs) coloca esses elementos no centro da geopolítica atual.


Carta compromisso do IBRAM perante a sociedade

09 Set 2019 / Tempo estimado de leitura: 17min
Estamos comprometidos com uma profunda transformação da indústria da mineração, em nossos processos e técnicas, em nossas relações com as pessoas e com a natureza. Reconhecemos nossa relevância e influência nos contextos em que estamos inseridos, sobretudo nas questões socioeconômicos e ambientais. Assim, sabemos que é preciso intensificar a prática da escuta e do diálogo. Estamos disponíveis, abertos e com desejo genuíno de mudar para evoluir.
Este documento traz as bases do início desta transformação. São compromissos que o setor assume publicamente, em nome dos quais serão organizadas diversas ações, planos e metas, de modo a permitir à sociedade conhecer e acompanhar, com transparência e objetividade, a evolução das atividades empresariais minerárias legalizadas em território brasileiro. Sabemos que, quanto maior a participação social, mais acertada será a nossa tomada de decisão.
Com isso, reconhecemos e assumimos nossas falhas; lamentamos profundamente as perdas de vidas, os impactos sociais, econômicos, ambientais, culturais e psicológicos causados após os recentes rompimentos de barragens de rejeitos. O sofrimento associado a essas perdas e impactos é parte da história, e sempre será um alerta da inarredável necessidade de honrar todos os esforços para a garantia da segurança operacional.
Os rompimentos de barragens colocaram em xeque a essência da atividade minerária, qual seja, a de oferecer à sociedade uma gama de recursos minerais que, transformados em produtos, permitem o incremento da qualidade de vida e do desenvolvimento humano. A mineração pode – e deve – ser um vetor para o desenvolvimento; indutora da transformação tecnológica; contribuinte ativa para um modo de vida equilibrado e inclusivo; protagonista no incentivo à economia circular e agente de cuidado com o meio ambiente. É preciso, ainda, que, antes e fundamentalmente, a mineração seja responsável.
É imprescindível, nesse contexto, apresentarmos respostas às indagações quanto à nossa segurança operacional e, consequentemente, quanto ao custo-benefício de nossa presença nos territórios.
Qual é o futuro da mineração? E, principalmente, qual é a mineração do futuro?
Diante de tudo o que aconteceu, responder a essas perguntas é uma das formas que encontramos de prestar contas à sociedade, aprendendo com as lições do passado e reafirmando a responsabilidade de garantir a segurança das nossas operações.
Não se defende uma mineração a qualquer preço. Cumprir os compromissos estabelecidos neste documento significa aprofundar um processo de transformação estrutural profunda da mineração brasileira ao longo dos próximos anos. Uma transformação interna pelo engajamento de todo o setor em torno de objetivos comuns, um esforço inédito de uma atividade secular em território brasileiro. Sabemos que este é o único caminho para restaurar nossas relações e, consequentemente, restabelecer a credibilidade e a confiança da sociedade de que essa indústria reúne plenas condições de oferecer mais segurança e processos produtivos mais sustentáveis.
O cerne desta carta, portanto é: uma declaração pública de mudança e evolução dos compromissos da indústria minerária.
O Instituto Brasileiro de Mineração espera contar com a adesão voluntária a este documento do maior número possível de mineradoras Brasil afora e, para isso, irá propagar constantemente o andamento das ações relacionadas ao cumprimento dos compromissos expostos a seguir:
SEGURANÇA OPERACIONAL
Para o Instituto Brasileiro de Mineração, a identificação e o controle de perigos e o gerenciamento de riscos são condições essenciais para assegurar que as operações de qualquer atividade econômica se apresentem em níveis de segurança aceitáveis ou superiores aos padrões exigidos.
Ações
  1. Contribuir para um novo arcabouço de normas e leis visando regular a mineração do futuro;
  2. Fomentar a criação de um centro de excelência de segurança operacional e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do setor mineral para compartilhar e desenvolver boas práticas;
  3. Criar relatório anual sobre segurança operacional, por meio de fóruns específicos entre empresas do setor mineral, instituições de ensino e órgãos não-governamentais.
BARRAGENS E ESTRUTURAS DE DISPOSIÇÃO DE REJEITOS
O IBRAM envidará seus melhores esforços para que a gestão das barragens e das estruturas de disposição de rejeitos observe melhores padrões mundiais, tornando públicas as informações sobre sua segurança, os impactos gerados em caso de sinistro e as ações a serem tomadas em situações de emergência.
Ações
  1. Dar transparência e ampla visibilidade na gestão e na utilização de barragens;
  2. Desenvolver pesquisas em otimização de processos com a Academia e fornecedores, visando
reduzir a geração de rejeitos e adotar novas práticas para a disposição;
  1. Estimular que as empresas privilegiem uma conduta cautelosa na gestão de risco das barragens, evidenciando ações de mitigação com transparência e visibilidade.
SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL
O Instituto Brasileiro de Mineração expressa o seu compromisso com a saúde e a segurança de seus trabalhadores, sejam eles diretos ou indiretos, aplicando e ampliando medidas inovadoras e indutoras de boas práticas, que assegurem o cuidado com a saúde e as condições adequadas de trabalho ao desempenho das funções, preservando fundamentalmente a vida e a sua integridade.
Ações
  1. Buscar a implementação de instrumentos que se proponham a zerar as fatalidades e doenças ocupacionais incapacitantes;
  2. Garantir uma gestão de riscos integrada aos demais processos, de forma eficiente, que se torne referência no Brasil.
  3. Promover o investimento em inovações tecnológicas, pesquisas, desenvolvimento e capacitação voltados à promoção da saúde e à adequação do ambiente de trabalho, visando a minimizar a exposição das pessoas aos riscos.
MITIGAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
Como em qualquer outra atividade produtiva, no âmbito da indústria da mineração os impactos ambientais estão presentes e são precedidos de estudos que visam a prevenção, mitigação, recuperação e/ou compensação destes por meio de controles ambientais. Consciente de sua responsabilidade, o setor mineral brasileiro compromete-se em aprimorar os estudos de impacto ambiental e os controles ambientais existentes, contribuindo, assim, para a preservação dos ecossistemas e da biodiversidade.
Ações
  1. Incorporar e internalizar nos planos de negócio todas as medidas de controle ambiental buscando a melhoria das técnicas no processo de mineração. Otimizar e desenvolver tecnologias que garantam a melhoria nos processos e controle ambiental;
  2. Planejar, implantar e operacionalizar as medidas de fechamento de mina e minimização dos passivos ambientais concomitantes à operação com participação da sociedade;
  3. Incentivar a integração das empresas, que operam na mesma região, à implantação das melhores práticas de controle ambiental, considerando os impactos sinérgicos e cumulativos.
DESENVOLVIMENTO LOCAL E FUTURO DOS TERRITÓRIOS
O Instituto Brasileiro de Mineração incentivará o setor mineral a postura de preservação como um vetor de desenvolvimento coexistindo harmonicamente com outros segmentos econômicos e respeitando as características locais. Nesse sentido, entende-se que as atividades minerárias deverão ser inclusivas e capazes de compartilhar valor para todas as partes interessadas e contribuir de forma efetiva para o futuro dos territórios nos quais têm atuação ou mesmo influência.
Ações
  1. Fomentar governança multisetorial nos territórios mineradores para definir uma agenda positiva e transformadora, compartilhando valor para todas as partes interessadas;
  2. Incentivar as mineradoras a ampliar investimentos em ações de forma voluntária para o desenvolvimento local, além das ações da gestão de impacto;
  3. Estimular a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), de modo a estabelecer agendas para o desenvolvimento local, considerando as particularidades e as potencialidades dos territórios;
  4. Incentivar as empresas mineradoras a criarem e a implementarem programas de formação de
lideranças da mineração e de lideranças multiplicadoras nos territórios mineradores com foco na agenda de desenvolvimento de longo prazo.
RELACIONAMENTO COM COMUNIDADES
O Instituto Brasileiro de Mineração defende que o relacionamento com as comunidades nas áreas de atuação do setor deve ser pautado por uma abordagem proativa e respeitosa, por meio de diálogos francos, inclusivos e participativos, considerando as realidades e expectativas locais frente à atividade minerária, zelando para que essas interações promovam ambientes e oportunidades de livre e igualitária expressão.
Ações
  1. Desenvolver programas que vão ao encontro das expectativas da sociedade em relação à saúde, segurança, meio ambiente, relações com a comunidade, diversidade, inclusão, impactos, entre outros, por meio de um processo de diálogo participativo de construção e avaliação contínua;
  2. Promover e ampliar o acesso da sociedade a canais de diálogo com a comunidade e o setor, considerando os interesses da população nas tomadas de decisão;
  3. Preparar os profissionais da mineração e as comunidades para os desafios do futuro, reconhecendo todas as interfaces e pontos de vista;
  4. Construir, com a sociedade, mecanismos de transparência e acompanhamento em torno da aplicação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).
COMUNICAÇÃO & REPUTAÇÃO
O IBRAM defende que o relacionamento e a comunicação devem ocorrer em linguagem acessível e compreensível, com rapidez, transparência e autenticidade. O setor reforçará ações que sejam reconhecidas pelas diversas partes interessadas e que tornem perceptíveis as suas práticas de gestão e de operação.
Ações
  1. Apresentar o setor à sociedade, incluindo seus riscos e ações de mitigação com proximidade, agilidade, transparência, clareza, coerência, simplicidade, proatividade e autenticidade;
  2. Fortalecer a presença institucional do setor nas esferas municipal, estadual e federal;
  3. Incentivar a adoção de programas e práticas de compliancen as mineradoras.
DIVERSIDADE & INCLUSÃO
O Instituto Brasileiro de Mineração reconhece que o respeito à diversidade é condição primária para que se estabeleça a inclusão social com garantias ao exercício da cidadania. Ao reconhecer o direito igualitário de todo ser humano, o setor da mineração declara a valorização das singularidades e individualidades e o respeito à heterogeneidade nas suas diferentes formas: classes, gênero, etnia, orientação sexual, deficiências, dentre outras.
Ações
  1. Encorajar as mineradoras a viabilizarem ambientes que valorizem a diversidade e promovam a inclusão, de modo que os profissionais possam desenvolver seu pleno potencial e as empresas possam atrair, reter e desenvolver pessoas;
  2. Incentivar as empresas do setor a tornar o ambiente da mineração mais diverso e inclusivo, com ações afirmativas para valorização de identidades, notadamente no que diz respeito a gênero, etnia, LGBTQI+, PCDs, refugiados e povos tradicionais;
  3. Estimular o setor a preparar o ambiente interno para acolher Diversidade & Inclusão.
INOVAÇÃO
O desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias visam elevar a eficiência da indústria da mineração e reduzir os impactos socioambientais oriundos das suas operações. São considerados, pelo Instituto Brasileiro de Mineração, requisitos do próprio negócio. Ao incorporar inovações em seus processos, o setor reforça o seu compromisso em expandir os debates e estudos de soluções junto a centros de pesquisas e desenvolvimento e criar oportunidades empreendedoras para novos projetos.
Medidas
  1. Incentivar o aumento de investimento nos projetos de inovação e tecnologia nas mineradoras focando nos temas prioritários como segurança, água, energia, rejeitos/resíduos e desenvolvimento social;
  2. Expandir a busca de soluções colaborativas via inovação aberta e cooperação entre os vários agentes do ecossistema por meio do Mining Hub, ambiente de inovação aberta do setor mineral.
ÁGUA
O IBRAM se compromete a fomentar e ampliar o uso consciente e racional da água nos processos, incentivando ações que visem à preservação dos mananciais, sejam subterrâneos ou superficiais, assim como iniciativas que ampliem a disponibilidade hídrica dos rios e a qualidade da água.
Ações
  1. Estabelecer metodologia uniforme para definir indicadores de performance do uso e do consumo de água, definindo metas de redução gradativas, publicamente explicitadas;
  2. Tornar públicas e disponíveis as informações de uso, consumo e qualidade das águas e efluentes na indústria da mineração;
  3. Participar efetivamente e apoiar os comitês de bacia hidrográfica, ampliando-se o escopo de atuação para incorporar estudos associados a mudanças climáticas e propor ações estratégicas para o setor e a sociedade em geral.
ENERGIA
Para o Instituto Brasileiro de Mineração, o uso de fontes alternativas de energia é questão primordial quando se discute as mudanças climáticas e o consumo crescente de insumos na sociedade moderna, estando essa discussão incorporada nas agendas das nações e dos setores econômicos. A indústria da mineração brasileira dará inequívoca contribuição ao tema, debatendo a questão energética e apresentando e incorporando proposições, ampliando a eficiência de seus processos, elevando o uso de energia renovável e reduzindo o consumo de insumos naturais, numa demonstração clara de senso de responsabilidade social e zelo pela sustentabilidade de suas operações.
Ações
  1. Fomentar a redução do consumo de insumos naturais energéticos por meio da melhoria da eficiência de equipamentos e dos processos produtivos;
  2. Planejar o aumento do número de fontes de energia renovável na matriz energética das atividades minerais;
  3. Incentivar a promoção de fóruns para troca de experiências e boas práticas/análise de benchmarking intra e intersetorial, bem como elaboração de guias técnicos.
GESTÃO DE RESÍDUOS
A gestão e a reutilização dos resíduos produzidos pela indústria mineral estão, para o Instituto Brasileiro de Mineração, entre os principais desafios do setor, em virtude da representatividade do material gerado em suas operações. Objetivando contribuir com a sua redução e reaproveitamento, a indústria minerária brasileira assume o compromisso de envidar esforços visando a melhor destinação de resíduos, a aplicação de novas tecnologias e inovação nos processos para reduzir a geração e fomentar negócios para que sejam transformados em novos produtos.
Ações
  1. Encorajar o fortalecimento da gestão de resíduos com o foco na redução e envolvimento de partes interessadas;
  2. Promover e desenvolver políticas e estudos de melhores práticas para a gestão de resíduos (rejeitos, estéril e demais) visando a redução de impactos socioambientais;
  3. Fomentar novos negócios, com o foco na economia circular, de forma a transformar resíduos em novos produtos.
Esta carta é fruto da reflexão e do engajamento de 200 profissionais da indústria da mineração e conta com o endosso do corpo de Executivos e Conselheiros das empresas associadas ao IBRAM.
A partir do endosso e da participação ativa das mineradoras associadas em relação aos compromissos aqui dispostos, queremos propor e promover a evolução no nosso modo de exercer a mineração no território brasileiro, correspondendo aos anseios da sociedade e assumindo a transparência e o diálogo como ferramentas que nos ajudarão a construir a mineração do futuro e o futuro da mineração.
Belo Horizonte, 9 de setembro de 2019.
Wilson Nélio Brumer
Presidente do Conselho do IBRAM
Flávio Ottoni Penido
Presidente-executivo do IBRAM


Rowan Pedro de Araújo  é  Diretor Vice Presidente dos Conselhos Empresariais de Mineração e Siderurgia e do Agronegócio da ACMinas - Associação Comercial e Empresarial de Minas - Atua  como professor de   Economia industrial na UNIDIS





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