ECONOMIA INDUSTRIAL : O CENÁRIO DE TERRAS RARAS GLOBAL EM 2026 - O QUE APRENDI COM ELIEZER BATISTA SOBRE TERRAS RARAS

 

O visionário ELIEZER BATISTA, nos anos 80 ele profetizou a corrida mundial por Terras Raras. Hoje é o que se fala para sustentar a indústria de TI, ELE ME DISSE PESSOALMENTE : "ESTUDE O GRAFENO, A NANOTECNOLOGIA É UMA COISA FANTÁSTICA! O GRAFENO  E AS  TERRAS RARAS VÃO ATRAIR GRANDES INVESTIMENTOS NO MUNDO INTEIRO"
"Na área de mineração temos que entrar nos minerais mais nobres, como terras raras e metais especiais. As indústrias modernas, de tecnologia de ponta, estão crescendo cada vez mais. É uma mineraçãode maior valor e menor volume. É importante que o Brasil trabalhe nisso! Temos matéria-prima, mas precisamos investir mais em pesquisa. Quando eu morava na Europa, fiz contato com o departamento de geologia de Hannover, na Alemanha. Tivemos ajuda para fazer levantamento de geofísica e de geologia em Minas e no Espírito Santo. 
Isso é fundamental na mineração pois aumentam as chances e diminui o risco do investidor. Os estudos básicos de geofísica, determinando a conformação do território, são fundamentais hoje para barragens subterrâneas. Temos que estimular mais a cooperação com países como a Alemanha, que é um celeiro mundial de geólogos. O conhecimento científico e tecnológico são bases para reavivar e atualizar a mineração no Brasil. Temos que caminhar nessa direção e dar valor à pesquisa, ciência, tecnologia e inovação. Temos muitos engenheiros de minas e geólogos aqui no Brasil de gabarito internacional para avançar nessa ênfase" (ELIEZER BATISTA)

POR QUE O MUNDO VOLTARÁ A DEPENDER DE TERRAS RARAS EM 2026 E OS EUA E A CHINA DISPUTAM ESSES ELEMENTOS 



O QUE SÃO ELEMENTOS DE TERRAS RARAS E PARA QUE SERVEM?

Os elementos de terras raras (ETR) são 17 elementos químicos presentes na crosta terrestre, mas difíceis de separar devido à sua semelhança química, sendo frequentemente extraídos como subprodutos. São essenciais para tecnologias futuras, como a eletromobilidade (motores elétricos), energias renováveis ​​(turbinas eólicas), smartphones, tecnologia médica (ressonância magnética) e defesa (lasers), onde conferem propriedades magnéticas, ópticas ou catalíticas especiais. Suas principais aplicações incluem ímãs permanentes, catalisadores, polidores, ligas metálicas e baterias, além de displays para cores vibrantes.

  • Definição: Um grupo de 17 metais composto por lantânio, cério, praseodímio, neodímio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio, lutécio, escândio, ítrio e promécio.
  • Ocorrência: Ocorrem na crosta terrestre, frequentemente juntos em minerais como a monazita e a bastnasita, mas separá-los é complexo e caro devido às suas propriedades químicas muito semelhantes.
  • Origem do nome: O nome tem origem nos séculos XVIII e XIX, quando foram encontrados em minerais considerados raros e isolados como óxidos (terras) que se assemelhavam à terra.

PARA QUE SÃO USADOS?

  • Eletrônica e Digital: Em telas (cores através do európio e do térbio), alto-falantes (neodímio), vidro (proteção UV, lentes finas).
  • Energia Renovável e Mobilidade Elétrica: Em ímãs permanentes potentes para turbinas eólicas (disprósio e neodímio) e motores elétricos para carros elétricos.
  • Tecnologia Médica: Em aparelhos de ressonância magnética, telas intensificadoras de raios X, agentes de contraste, lasers médicos e medicina nuclear (tratamento de câncer).
  • Indústria e Defesa: Como catalisadores (escapamento de automóveis), agentes de polimento (microchips), em baterias, lasers, radares, jatos e drones.

PORQUE  SÃO TÃO IMPORTANTES (E POLITICAMENTE RELEVANTES)? 

  • São indispensáveis para muitas tecnologias-chave do mundo moderno e inovações futuras.
  • Atualmente, a China domina a produção e o processamento, o que gera dependências estratégicas e os torna "matérias-primas críticas".

Em 2026, a economia global de terras raras (TR) enfrentará uma lacuna crítica entre oferta e demanda. Isso se deve principalmente a uma aceleração massiva da transição energética, juntamente com o aumento das tensões geopolíticas.

AQUI  OS PRINCIPAIS MOTIVOS DA ESCASSEZ EM 2026 :

  • Demanda explosiva de tecnologias-chave: A demanda por terras raras para ímãs permanentes (especialmente neodímio, disprósio e térbio) aumentará acentuadamente em 2026. Isso será impulsionado pela expansão de veículos elétricos, energia eólica e sistemas de defesa.
  • Domínio de mercado e controles de exportação da China: A China continua a controlar mais de 90% da capacidade global de refino. Novas restrições à exportação (por exemplo, contra o Japão) e controles de exportação mais rigorosos sobre tecnologias de ímãs desde o final de 2025 estão dificultando severamente o acesso global.
  • Longos prazos de desenvolvimento para novas minas: Embora novos projetos de mineração fora da China (por exemplo, na Austrália) iniciem operações em 2026, isso não será suficiente para compensar imediatamente o déficit. O desenvolvimento de novas minas geralmente leva mais de uma década.
  • Dependências geopolíticas: Embora o mundo esteja ativamente buscando estabelecer cadeias de suprimentos fora da China, a dependência das instalações de processamento chinesas continuará sendo um gargalo estratégico em 2026.
  • Dificuldade de substituição: Para muitas aplicações de alto desempenho, como ímãs resistentes ao calor em veículos elétricos, ainda não haverá um substituto equivalente em 2026, fazendo com que a curva de demanda suba quase verticalmente.
  • Consequência: Espera-se extrema volatilidade e picos de preços em 2026 sempre que a segurança do fornecimento parecer ameaçada. Portanto, os investidores consideram as terras raras um dos principais temas de investimento para 2026.

Rowan Pedro de Araújo  é  Vice Presidente dos Conselhos Empresariais de Mineração e Siderurgia e do Agronegócio da ACMinas - Associação Comercial e Empresarial de Minas - Atua  como professor de   Economia industrial na UNIDIS




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