ECONOMIA INDUSTRIAL: O BRASIL SEMPRE VIVEU MERGULHADO NA FANTASIA E MENTIRAS DO NIÓBIO. POLÍTICOS SEM CONHECIMENTO DA MINERAÇÃO E IDEOLOGIAS ESPALHARAM ESSAS FANTASIAS E MENTIRAS - COISAS EQUIVOCADA MITO X VERDADE

 




A informação da mídia , políticos, algumas universidades, desentendidos de mineração e mercado, ou que não sabem fazer conta certa;  é de que o faturamento do nióbio brasileiro seria suficiente para pagar toda a dívida externa do Brasil é um mito, uma inverdade (fake news). 

Embora o Brasil seja o maior produtor mundial do mineral, seu mercado é restrito, seu preço é controlado e o valor gerado não é suficiente para tal finalidade.

MITOS E VERDADES SOBRE O NIÓBIO NO BRASIL

MITO: O NIÓBIO É O MINERAL MAIS VALIOSO DO MUNDO.

  • Verdade: O nióbio é valioso, mas não é o mais caro. O ouro, por exemplo, tem um valor de mercado quase o dobro do nióbio. Cada quilo de nióbio vale, em média, de 30 a 40 dólares, um valor significativo, mas não astronômico o suficiente para resolver a dívida externa do país COMO MUITOS LEIGOS E IGNORNTES DA MINERAÇÃO  BRADAM DE NORTE A SUL E LESTE A OESTE DO BRASIL

MITO: O BRASIL DETÉM 100% DAS RESERVAS MUNDIAIS.

  • Verdade: O Brasil possui as maiores jazidas e é responsável por mais de 88% da produção atual, mas existem reservas em outros países como Estados Unidos, Rússia, Austrália e África.

MITO: O BRASIL NÃO EXPLORA O NIÓBIO POR PRESSÃO INTERNACIONAL OU CONTRABANDO.

  • Verdade: A extração e comercialização do nióbio no Brasil são realizadas predominantemente por duas empresas, com a CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração) controlando cerca de 80% do mercado global. A produção é controlada para manter a estabilidade do mercado e do preço, pois um aumento excessivo da oferta poderia fazer com que a indústria siderúrgica optasse por metais substitutos, como vanádio e titânio.

MITO: A VENDA DO NIÓBIO QUITARIA A DÍVIDA EXTERNA.

  • Verdade: O mercado de nióbio é de nicho, focado principalmente na produção de aços especiais mais leves e resistentes. A demanda global é limitada e não movimentaria capital suficiente para quitar a dívida pública brasileira, que envolve cifras muito maiores do que o valor total de mercado do nióbio.
  • O Brasil tem, sim, um grande potencial econômico com o nióbio, mas a sua gestão e a agregação de valor ao mineral, através de pesquisa e desenvolvimento, são os caminhos para um real benefício social e econômico sustentável.
  • O nióbio é um metal de transição essencial, conhecido por sua alta resistência à corrosão, temperaturas extremas e propriedades supercondutoras, sendo crucial para a indústria de aço de alta performance (aeroespacial, automóveis), medicina (ressonância magnética) e eletrônicos, com o Brasil sendo o maior fornecedor mundial e desenvolvendo a tecnologia do metal, que é valorizado por suas aplicações únicas, mas não é raro e tem concorrentes, segundo desmistifica a CBMM.

OUTRAS  VERDADES  E DESMISTIFICAÇÕES

  • Não é minério, é metal: É um metal produzido a partir de minérios como o pirocloro, mas não é extraído puro da terra.
  • Não é raro: Minérios de nióbio existem em outros continentes, mas o Brasil tem as maiores reservas e a principal tecnologia de produção.
  • É valioso: Seu preço é definido pelo mercado, não por ser raro, e seu valor vem da tecnologia aplicada, não da abundância.
  • Aplicações: Fundamental para turbinas de avião, tomógrafos, foguetes, gasodutos, e até baterias, tornando materiais mais leves e resistentes.
  • Brasil é líder: O país detém cerca de 90% do mercado e desenvolve o uso do nióbio para agregar valor, mas não deve explorar tudo de uma vez para não derrubar o preço.
  • Sustentabilidade: Melhora materiais existentes, permitindo fazer mais com menos, contribuindo para a eficiência.

ORIGEM DO NOME

  • Descoberto em 1801 pelo inglês Charles Hatchett, que o chamou de colúmbio (Cb), em homenagem à Colúmbia (EUA), de onde veio a amostra.
  • Mais tarde, o nome nióbio (Nb) foi adotado internacionalmente, vindo da mitologia grega, pois suas propriedades se assemelhavam às do tântalo (pai de Níobe).

PROPRIEDADES FÍSICAS

  • Metal branco-acinzentado, brilhante, dúctil e macio em sua forma pura.
  • Resistente à corrosão e altas temperaturas, com alto ponto de fusão (2477 °C).
  • Excelente condutor de eletricidade e calor, supercondutor abaixo de -264°C.
  •  O nióbio não é classificado como uma terra rara, mas é um mineral estratégico frequentemente encontrado junto com elas em depósitos minerais, especialmente no Brasil, que detém quase 90% das reservas mundiais, sendo um dos líderes na produção, ao lado de outros minerais como lítio, grafite e níquel, cruciais para alta tecnologia e a transição energética.

DIFERENÇA ENTRE NIÓBIO E TERRAS RARAS:

  • Nióbio (Nb): É um elemento químico metálico (metal de transição), usado principalmente em superligas para tornar o aço mais resistente, sendo essencial para a indústria aeroespacial e automotiva.
  • Terras Raras (TR): São um grupo de 17 elementos (lantanídeos, escândio e ítrio), com propriedades magnéticas e luminescentes únicas, fundamentais para ímãs permanentes, eletrônicos e defesa.

RELAÇÃO NO BRASIL:

  • O Brasil possui reservas significativas de ambos: a maior reserva de nióbio e a segunda maior de terras raras, com grandes depósitos em Minas Gerais (como Araxá).
  • A exploração conjunta desses minerais, muitas vezes associados, é estratégica, mas a separação das terras raras é complexa e cara, um processo dominado pela China.
RESERVAS DE NIOBIO E CONSUMO POR ANO

As reservas mundiais de nióbio são vastíssimas, com o Brasil detendo mais de 98% do total conhecido e lavrável, estimadas em cerca de 16.1 a 16.3 milhões de toneladas de óxido de nióbio contido (Nb2O5), principalmente em Minas Gerais (Araxá). Canadá e Austrália possuem as maiores participações entre os demais países, com jazidas potenciais também na Rússia, África (Angola, RDC, Nigéria, Etiópia) e outros, mas o Brasil domina a produção e exploração global. 

O consumo anual de nióbio no mundo está em torno de
100 mil a 150 mil toneladas de
Nb2O5Nb sub 2 O sub 5
(óxido de nióbio), com estimativas recentes apontando para um mercado de cerca de 106,85 quilotons (kt) em 2024, projetado para crescer significativamente. O Brasil é o principal fornecedor, dominando a produção e as reservas, com a demanda impulsionada pelo uso em aços de alta resistência e novas tecnologias, como baterias. 

EM RESUMO:

  • O nióbio e as terras raras são minerais distintos, mas ambos são minerais críticos, e o Brasil é um grande player em ambos, despertando interesse global por sua importância tecnológica.

Rowan Pedro de Araújo  é  Vice Presidente dos Conselhos Empresariais de Mineração e Siderurgia e do Agronegócio da ACMinas - Associação Comercial e Empresarial de Minas - Atua  como professor de   Economia industrial na UNIDIS




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ECONOMIA INDUSTRIAL : UMA MEMÓRIA DE ELIEZER BATISTA, A ENGENHARIA NACIONAL E O PROJETO CARAJÁS

ECONOMIA INDUSTRIAL: OS ETERNOS ADVERSÁRIOS E PESSIMISTAS DIZIAM QUE O PROJETO CARAJÁS ERA A REEDIÇÃO DA TRANSAMAZÔNICA E PROJETO JARI, QUE CONSUMIRAM MUITO DINHEIRO SEM DAR RETORNO ESPERADO NA ÉPOCA. QUEBRARAM A CARA!!!!