ECONOMIA INDUSTRIAL: MINAS GERAIS É A CAPITAL MUNDIAL DO CAFÉ - DISPARADO O MAIOR PRODUTOR DO PLANETA

 


MINAS GERAIS EM FOCO, O MAIOR PRODUTOR DE CAFÉ DO MUNDO

  • ·         Uma em cada três xícaras de café consumidas no mundo é feita com café brasileiro. o café é a segunda bebida mais consumida no mundo, perdendo apenas para a água, e é a bebida preferida dos brasileiros, ficando atrás também somente da água, sendo parte essencial da cultura nacional e da economia, com o Brasil sendo o maior produtor mundial.
  • ·         O Brasil é o maior exportador do planeta e um dos maiores produtores, com destaque para Minas Gerais, que produz a maior parte do café brasileiro.  O consumo mundial total é estimado em mais de 2 bilhões de xícaras diariamente.
  • ·         Minas Gerais é responsável por aproximadamente 58% da produção nacional de café, mantendo sua posição como o maior estado produtor do Brasil em 2025.
  • ·         Embora a safra total do Brasil em 2025 tenha sido estimada em cerca de 55,2 a 56,5 milhões de sacas de 60kg, a produção mineira sofreu uma queda. A safra de café em Minas Gerais para 2025 foi estimada em 24,8 milhões de sacas, o que representa uma redução de cerca de 7,1% a 11,6% em relação ao ano anterior, devido a fatores climáticos e à bienalidade negativa (característica natural da cultura do café, que alterna anos de alta e baixa produção).
  • ·         Apesar da redução na sua produção específica, a participação percentual de Minas Gerais no volume total do país permanece majoritária, girando em torno de 58%
  • ·         Em 2025, Minas Gerais enfrentou uma queda na produção de café devido a condições climáticas adversas e à bienalidade negativa do arábica, mas registrou avanços significativos em tecnologia e qualidade do grão.

PRODUÇÃO DE CAFÉ EM 2025

  • ·         A safra de café de Minas Gerais em 2025 foi desafiadora. O estado, maior produtor de café do Brasil, registrou uma redução na quantidade de sacas colhidas:
  • ·         Queda na Produção: A produção mineira de café arábica teve uma redução de 8,3% em comparação a 2024, totalizando cerca de 24,8 milhões de sacas.
  • ·         Fatores Climáticos: O principal motivo para a queda foram as condições climáticas desfavoráveis. O déficit hídrico (seca prolongada) durante a florada e o veranico (curto período de seca no meio da estação chuvosa) impactaram 89% dos produtores, resultando em desfolha, abortamento de flores e baixo pegamento da florada. Chuvas fora de época e frio durante a secagem dos grãos também afetaram o rendimento.
  • ·         Qualidade dos Grãos: Além da redução do volume, houve um elevado percentual de defeitos nos grãos, como grãos chochos, malgranados e brocados, o que afetou a qualidade geral em algumas regiões.
  • ·         Apesar da queda no volume, o valor bruto da produção de café no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, ultrapassando R$ 114 bilhões, com Minas Gerais respondendo por mais da metade dessa receita, devido aos preços elevados no mercado global.

AVANÇOS E INOVAÇÕES

  • ·         O setor cafeeiro mineiro continuou a investir em tecnologia e qualidade para mitigar os efeitos do clima e aumentar a rentabilidade a longo prazo:
  • ·         Tecnologia e Inovação: Houve um avanço na adoção da "Cafeicultura 4.0", com maior uso de dados, conectividade, sensores e drones para manejo mais preciso da irrigação e nutrição das lavouras.
  • ·         Novas Cultivares: O ano de 2025 destacou o lançamento e a apresentação de novas cultivares de café arábica na Semana Internacional do Café (SIC 2025), visando maior resistência a pragas e doenças, além de melhor adaptação climática.
  • ·         Foco na Qualidade: A busca por cafés de maior qualidade continuou forte. O Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, promovido pela Emater-MG, teve um aumento de 31% nas inscrições em 2025, demonstrando o interesse dos produtores em agregar valor aos seus produtos.
  • ·         Eventos e Assistência Técnica: O "Circuito Mineiro da Cafeicultura 2025" percorreu 22 municípios, promovendo eventos técnicos e transferência de tecnologia para auxiliar os produtores a enfrentar os desafios da safra.

BRASIL  EM FOCO

  • ·         O setor de café no Brasil em 2025 é um importante motor econômico que gera vasta receita, com o Valor Bruto da Produção (VBP) atingindo um recorde de R$ 114,86 bilhões. O setor também sustenta um número significativo de empregos, embora dados exatos de 2025 para o total de empregos gerados não sejam especificados nas fontes.
  • ·         Em 2025, os maiores compradores de café do Brasil foram, em ordem, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão e Bélgica, apesar de quedas no volume para a maioria, impulsionadas por tarifas e estoques; a produção nacional teve uma recuperação na safra 2025/26, com a Conab estimando 35,2 mi de sacas de Arábica e 20,1 mi de Robusta, aliviando a oferta global, com recorde de faturamento total em 2025.

·         Principais Compradores de Café do Brasil (Janeiro a Novembro de 2025)

  • ·         Dados do Cecafé e outras fontes indicam os seguintes países como os maiores importadores:
  • ·         Estados Unidos: Principal comprador, mesmo com queda de 32,2% nas importações em relação a 2024, respondendo por 13,7% do total.
  • ·         Alemanha: Segundo maior, com queda de 31%.
  • ·         Itália: Terceiro, com redução de 21,7%.
  • ·         Japão: Destacou-se com crescimento de 17,5% nas importações.
  • ·         Bélgica: Queda significativa de 47,5%.
  • ·         Produção Nacional (Safra 2025/2026)
  • ·         Estimativas da Conab: A safra brasileira de 2025 foi estimada em 35,2 milhões de sacas de Arábica e 20,1 milhões de sacas de Robusta (Conilon).
  • ·         Impacto: A recuperação da safra trouxe alívio à oferta global de café.

CONTEXTO DE 2025

  • ·         Tarifas nos EUA: O setor enfrentou tarifas impostas nos EUA, mas os impactos foram sentidos gradualmente devido a estoques prévios.
  • ·         Receita Recorde: Apesar da queda no volume exportado, a receita cambial do café brasileiro alcançou um recorde histórico em 2025, impulsionada por preços mais altos.

 

Rowan Pedro de Araújo  é  Vice Presidente dos Conselhos Empresariais de Mineração e Siderurgia e do Agronegócio da ACMinas - Associação Comercial e Empresarial de Minas - Atua  como professor de   Economia industrial na UNIDIS


 

 

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