ECONOMIA INDUSTRIAL: 2026 - QUAIS SÃO OS DESAFIOS, OS RISCOS DAS EMPRESAS BRASILEIRAS ?
- Outra razão é porque a indústria é o campo mais importante da atividade humana e o gerenciamento é o elemento fundamental da indústria. Agora, é geralmente reconhecido que não os banqueiros, nem os acionistas, mas a administração é o ponto principal do sucesso dos negócios
- É uma boa administração que atrai crédito, que atrai trabalhadores, que atrai clientes. Além disso, sejam quais forem as mudanças que venham, seja de propriedade de capitalistas individuais, seja do Estado ou de trabalhadores, sempre terão que ser gerenciadas. A gestão é uma função permanente dos negócios O líder mais bem-sucedido é aquele que tem uma visão do que ainda não foi realizado. "A responsabilidade é a maior incentivadora do desenvolvimento dos homens.
- (MARY PARKER FOLLET )
O ano de 2026 apresenta um cenário de transição estrutural para as empresas brasileiras, marcado por adaptações regulatórias profundas e um ambiente macroeconômico de cautela.
1. DESAFIOS
ECONÔMICOS E FISCAIS
- Transição da Reforma Tributária: O início de 2026 marca o ciclo de adaptação às novas regras tributárias. As empresas enfrentam o desafio técnico de atualizar sistemas e processos para lidar com o novo modelo de cobrança.
- Desaceleração do Crescimento: Projeções indicam um crescimento do PIB em torno de 1,6% a 1,8%. Esse ritmo, considerado o menor em seis anos por algumas instituições, exige maior eficiência operacional para manter margens de lucro.
- Juros e Inflação: Embora haja expectativa de redução gradual da Selic ao longo do ano, o cenário ainda é de juros elevados para conter a inflação, que o mercado projeta em torno de 4,02%.
2. RISCOS POLÍTICOS E
GEOPOLÍTICOS
- Ciclo Eleitoral: 2026 é ano de eleições presidenciais no Brasil, o que naturalmente eleva a incerteza política e a volatilidade do mercado, podendo paralisar investimentos de longo prazo.
- Instabilidade Global: Relatórios apontam para um cenário global instável, com riscos de desaceleração do comércio internacional e conflitos geopolíticos que afetam as cadeias de suprimentos brasileiras.
3. SUSTENTABILIDADE E
ESG
- Relatórios Obrigatórios: A partir de 1º de janeiro de 2026, empresas listadas na B3 devem publicar relatórios de sustentabilidade seguindo padrões internacionais (CBPS), exigindo maior transparência e governança.
- Riscos Climáticos: Meteorologistas alertam para um ano de clima extremo e instável, com chuvas irregulares e secas que pressionam setores como o agronegócio e a infraestrutura.
4. TECNOLOGIA E
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA)
- Integração Orgânica: O desafio para 2026 não é apenas adotar a IA, mas torná-la parte orgânica da operação para gerar vantagem competitiva real, evitando que a tecnologia se torne obsoleta rapidamente.
- Cibersegurança: Com a facilidade na obtenção de dados pela IA, a proteção de informações e a privacidade tornam-se riscos críticos de gestão, exigindo investimentos em arquiteturas de "confiança zero".
RESUMO DE RISCOS PARA
GESTORES EM 2026
(*) Rowan Pedro de Araújo é Vice Presidente do Conselho Empresarial de Mineração e Siderurgia da ACMinas – Associação Comercial e Empresarial de Minas. Professor de Economia Industrial na UNIDIS
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