ECONOMIA INDUSTRIAL: 2026 - A PRODUÇÃO GLOBAL DE AÇO EM 2025
Produção global de aço em 2025
- A produção global de aço em 2025 caiu aproximadamente 2% em relação ao ano anterior, para 1,8 bilhão de toneladas, impulsionada por uma redução significativa na produção chinesa, de acordo com relatórios da worldsteel.org e do GMK Center. Enquanto a produção da China caiu 4,4%, para 960,8 milhões de toneladas, a produção da Índia aumentou 10,4%, para 164,9 milhões de toneladas, e os EUA registraram um aumento de 3,1%, para 82 milhões de toneladas.
Principais destaques da produção em 2025
- Produção total: A produção global de aço bruto atingiu 1,85 bilhão de toneladas, uma queda de 2% em relação a 2024, observa a Engineering News.
- Principais produtores: China (960,8 Mt, -4,4%), Índia (164,9 Mt, +10,4%), EUA (82 Mt, +3,1%), Japão (80,7 Mt, -4%) e Rússia (67,8 Mt, -4,5%). Tendências Regionais: A CEI + Ucrânia registrou uma queda de 4,4% na produção. Em contraste, algumas regiões apresentaram estabilidade, com a demanda global prevista para se estabilizar antes de uma recuperação projetada de 1,3% em 2026, segundo o The Coal Hub.
- Dinâmica do Mercado: O setor enfrentou preocupações com excesso de capacidade, com um aumento significativo na capacidade instalada (até 6,7%) planejado entre 2025 e 2027, de acordo com o OECD Steel Outlook 2025.
Desempenho
- China: Apresentou uma desaceleração contínua, com a produção caindo 10,9% em novembro de 2025 em comparação com o ano anterior.
- Índia: Manteve-se um ponto positivo com forte crescimento, impulsionado pela demanda por infraestrutura e manufatura, segundo o worldsteel.org e o thecoalhub.com.
- EUA: A produção foi sustentada pela antecipação de pedidos antes dos aumentos tarifários, observam o worldsteel.org e o thecoalhub.com.
- Europa: A Alemanha registrou uma queda significativa de 8,6% em 2025, de acordo com o GMK Center. Capacidade e Perspectivas
- O relatório da OCDE para 2025 indica que a utilização da capacidade foi pressionada, podendo cair para perto de 70%, visto que a demanda permaneceu fraca, especialmente com os altos subsídios, conforme observa o site da OCDE:
Os 10 maiores países produtores
de aço em 2025 foram:
- China: 960,8 milhões de toneladas.
- Índia: 164,9 milhões de toneladas (crescimento de 10,4%).
- Japão: Aproximadamente 80-82 milhões de toneladas.
- Estados Unidos: 82 milhões de toneladas.
- Rússia: Aproximadamente 68-70 milhões de toneladas.
- Coreia do Sul: Aproximadamente 62-65 milhões de toneladas.
- Turquia: 38 milhões de toneladas.
- Alemanha: 34 milhões de toneladas.
- Brasil: 33 milhões de toneladas.
- Irã: 32 milhões de toneladas.
NOTA de 2025:
- Índia: Consolidou sua posição como o segundo maior produtor mundial, apresentando o maior crescimento percentual entre os líderes.
- Brasil: Manteve-se no Top 10 e continua sendo o maior produtor de aço da América Latina.
- Tendência Global: Seis dos dez principais produtores registraram queda no volume de produção ao longo do ano.
Desafios para a Indústria Siderúrgica em 2026
- Em 2026, a indústria siderúrgica global enfrenta uma "tempestade perfeita" caracterizada por regulamentações ambientais transformadoras, intensificação do protecionismo comercial e uma superoferta estrutural da China.
1. Regulamentações Comerciais e Ambientais Transformadoras
- Implementação do CBAM na UE: A partir de 1º de janeiro de 2026, o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) entra em operação plena na UE. Ele impõe taxas de carbono sobre as importações de países com altas emissões, como China e Índia, tornando muitas importações anteriormente competitivas "insustentáveis" em termos de custo.
- Salvaguardas de Importação Mais Rigorosas: A UE deverá implementar um novo regime comercial por volta de julho de 2026, reduzindo as cotas de isenção tarifária em aproximadamente 47% e impondo tarifas de 50% sobre as importações que excedam a cota.
- Revisão do USMCA: Os olhos do mundo estão voltados para a revisão do acordo USMCA em julho de 2026, que pode levar a novas barreiras comerciais, já que a América do Norte busca restringir o transbordo de aço chinês pelo México.
2. Desequilíbrios do Mercado Global
- Excesso de Oferta Chinês Persistente: A demanda interna da China deve cair para 837 milhões de toneladas métricas em 2026 devido à estagnação do setor imobiliário. Isso cria uma "pressão permanente para as exportações", à medida que as siderúrgicas chinesas se desfazem do estoque excedente a preços baixos.
- Demanda Real Fraca: Apesar das modestas projeções de crescimento de 0,7% globalmente e 3% na Europa, a demanda real permanece fraca no primeiro semestre de 2026. As altas taxas de juros e a fraca produção automotiva e da construção civil continuam a suprimir o consumo.
3. Descarbonização e Dificuldades Energéticas
- A Diferença de Custo do "Aço Verde": A transição para o Aço Verde por meio de Ferro Reduzido Direto (DRI) e Fornos Elétricos a Arco (EAF) exige um investimento de capital massivo. Os altos preços do hidrogênio verde (€5-8/kg) e a eletricidade cara na Europa (€100/MWh+) forçaram grandes produtores, como a ArcelorMittal, a cancelar ou adiar projetos de DRI (Redução Direta de Insumos).
- Competição por Recursos Energéticos: A rápida expansão dos data centers está criando uma nova competição pelos recursos de energia limpa necessários para a produção de aço verde com ênfase no ESG.
4. Riscos de Fornecimento e Matérias-Primas
- Redução da Cota de Níquel: A Indonésia planeja reduzir sua cota de mineração de minério de níquel em um terço em 2026, o que deve aumentar os custos de produção de aço inoxidável em todo o mundo.
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