ECONOMIA INDUSTRIAL - 2026 - O VISIONÁRIO ELIEZER BATISTA E A SUSTENTABILIDADE - A VISÃO VERDE DE GRANDES PROJETOS
Em meados da década de 50, Eliezer Batista, queria comprar uma imensa área no Espírito Santo e transformá-la em reserva ecológica. Ele havia visto a devastação das matas na Europa e outros países e previu décadas atrás os efeitos de devastação da Mata Atlântica e o dever de preservar a floresta.
- Eliezer pensava à frente. A devastação da Mata Atlântica era iminente . Mas sabia também; que o conselho de administração da VALE e o governo, seu dono não aprovaria nunca desembolsar milhões para esse fim, mesmo tendo verba na época.
- Isso, porque proteger floresta era coisa de sonhador, bobalhão e lunático. O próprio governo, reitero; o dono da VALE nessa época incentivava derrubar florestas com seus vários ministros para plantar capim para boi. Essa era a moda e o objetivo maior no Brasil, de norte a sul e leste a oeste.
- Então Eliezer teve uma ideia corajosa; e de mestre. Disse aos conselheiros que a área forneceria dormentes para ferrovia da Vale. Os nobres conselheiros então deram sinal verde para o negócio. Compraram dezenas de fazendas e as fecharam totalmente para se tornarem 100% florestas.
- A Vale adquiriu 102 propriedades (fazendas) na região de
Linhares, no norte do Espírito Santo, para formar o conjunto de terras que hoje
constitui a Reserva Natural Vale.
- Eliezer pensava à frente. A devastação da Mata Atlântica era iminente . Mas sabia também; que o conselho de administração da VALE e o governo, seu dono não aprovaria nunca desembolsar milhões para esse fim, mesmo tendo verba na época.
- Isso, porque proteger floresta era coisa de sonhador, bobalhão e lunático. O próprio governo, reitero; o dono da VALE nessa época incentivava derrubar florestas com seus vários ministros para plantar capim para boi. Essa era a moda e o objetivo maior no Brasil, de norte a sul e leste a oeste.
- Então Eliezer teve uma ideia corajosa; e de mestre. Disse aos conselheiros que a área forneceria dormentes para ferrovia da Vale. Os nobres conselheiros então deram sinal verde para o negócio. Compraram dezenas de fazendas e as fecharam totalmente para se tornarem 100% florestas.
- A Vale adquiriu 102 propriedades (fazendas) na região de Linhares, no norte do Espírito Santo, para formar o conjunto de terras que hoje constitui a Reserva Natural Vale.
Aqui estão os pontos principais sobre a formação da reserva:
- Finalidade original: A compra das fazendas começou na década de 1950, por iniciativa de Eliezer Batista, com o objetivo inicial de formar um estoque madeireiro para produzir dormentes para a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).
- Mudança de foco: A concepção original foi modificada e a área de aproximadamente 23 mil hectares de Mata Atlântica tornou-se uma reserva focada em conservação, pesquisa e biodiversidade, oficializada no final da década de 1970.
- Localização: Fica no município de Linhares e, junto com a Reserva Biológica de Sooretama, forma um dos maiores blocos de Mata Atlântica de Tabuleiro no Brasil.
- Até hoje, nunca sequer um galho foi arrancado da reserva ecológica de Linhares para dormentes. A reserva se tornou símbolo do meio ambiente, atraindo a simpatia de clientes compradores de minério do mundo todo. Na reserva tem um hotel e traz turistas , biólogos cientistas do mundo inteiro.
- Tem uma das maiores biodiversidades do mundo está intacta e é exemplo em todos os sentidos de sustentabilidade, é um centro de educação ambiental.
- É hoje reconhecida como um dos maiores centros de pesquisas de botânica do mundo. É a maior “relíquia do que sobrou de Mata Atlântica no ES¨. Isto graças a coragem, ideia e estratégias de Eliezer Batista, que mentiu aos conselheiros da VALE ao bem do ES, Brasil e o planeta, que hoje agradecem.
Reconhecido nessa condição como "pioneiro da ecologia" vejam que em 1965, Eliezer foi então uma das principais cabeças pensantes para elaborar o Plano e o 1o Código Florestal Brasileiro, que muito contribuiu com o Brasil, e já foi copiado por diversos países.
- Aos amigos próximos Eliezer dizia que a paixão pela natureza veio de criança, porque viajava com o pai á cavalo. Sr.Juca Bapthista era dono de uma pequena indústria, uma selaria em Nova Era MG a sua terra natal. Eliezer dizia que o pai era um homem de pouca escolaridade, mas extremamente inteligente, humano e religioso.
- Presenteou Eliezer, aos 7 anos para as viagens, o Lord um cavalinho castanho, e que Eliezer depois de 80 anos, lacrimejava os olhos de saudades ao lembrar do Lord. O pai o orientava para que depois da viagem, Lord teria de ser lavado e recompensado com 1kg de fubá molhado.
- Na década de 30, Sr.Juca faz um pomar e a sua alegria era a visita dos passarinhos e a fixação dos ninhos nas adjacências. " A prioridade era os passarinhos".
- A esposa de Eliezer, a alemã, Jutta Batista era apaixonada pela zoologia e botânica e juntos criaram uma das coleções de araucárias mais famosas do Brasil. Ela dizia que: "plantas alegravam o dia".
A CVRD- Cia Vale do Rio Doce e o Projeto Carajás com a palavra Desenvolvimento Sustentável
- Eliezer Batista foi um visionário na mineração brasileira e uma figura central na estruturação do pensamento sobre desenvolvimento sustentável no Brasil, sendo um dos criadores e conselheiros do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Sua atuação no projeto Carajás é frequentemente citada como um exemplo prático de conciliação entre produção em larga escala e preservação ambiental.
Principais pontos sobre a relação de Eliezer Batista, CEBDS
e Projeto Carajás, com o surgimento da palavra desenvolvimento Sustentável:
- O Projeto Carajás foi implantado com uma economia de 1,4 bilhões de US$, único projeto estatal da história do Brasil, que sobrou dinheiro e entregue antes do prazo.
. O Projeto Carajás, é também o pai da palavra Desenvolvimento Sustentável: o conceito de desenvolvimento sustentável só começou a ganhar corpo, quando o empresário suíço Stephan Schmidheiny veio ao Brasil para coordenar a ECO 92 no Rio de Janeiro, e na ocasião visitou o Projeto Carajás (PA) e deparou com os aspectos econômicos, ambientais e sociais aplicados em simultaneidade. Da prática observada, Schmidheiny, partiu para a teoria e organizou o conceito de desenvolvimento sustentável, ampliando o postulado de ênfase ambiental cunhado em 1987 no Relatório Brundtland.
- Queiram ou não o Projeto Carajás – CVRD foi uma escola de boas práticas da mineração moderna "verde e sustentável" pioneira em termos de respeito ao frágil ecossistema da Amazônia onde foi aplicado além dos conceitos de proteção ao meio ambiente o exemplo de eficiência da engenharia nacional, sempre defendida por Eliezer Batista. e com resultados aplaudidos nos quatro cantos do planeta..
- Fundador do CEBDS: Em 1997, Eliezer liderou um grupo de empresários para criar o CEBDS, a versão brasileira do WBCSD (World Business Council for Sustainable Development), que funciona como a voz do setor empresarial no desenvolvimento sustentável no Brasil.
- A "Mineração Verde" em Carajás: Eliezer Batista via o complexo de Carajás como um modelo onde era possível aliar o desenvolvimento econômico à conservação, defendendo que o binômio "produção e preservação" era viável. Ele teorizou o desenvolvimento sustentável com base na vivência prática no projeto.
- Visão de Sustentabilidade: Eliezer batista defendia a tese de que "o desenvolvimento, só pode ser sustentável". Ele acreditava que o desenvolvimento econômico deve gerar emprego e riqueza, respeitando o meio ambiente e a sociedade, derivando uma base social, ambiental e econômica.
- Conceito na Prática: O Projeto Grande Carajás, sob sua influência, buscou integrar a exploração mineral com o aproveitamento do potencial agroflorestal e a infraestrutura, demonstrando sua busca pela sustentabilidade antes mesmo do termo se tornar popular.
Sobre o CEBDS:
Comentários
Postar um comentário