ECONOMIA INDUSTRIAL: A MINERAÇÃO É PARA HOMENS CORAJOSOS, TALENTOSOS E DE INTELIGÊNCIA PARA PLANEJAR E DAR RESULTADOS ,

 


Eliezer Batista, Wilson Brumer, Francisco  Schettino (Ex presidentes da CVRD- Cia Vale do Rio Doce - hoje  VALE S/A. Antônio Ermírio de Moraes - Presidente do Grupo Votorantim - 
José Mendo Mizael de Souza proeminente engenheiro de minas e metalurgista brasileiro. Ele foi uma figura icônica e um grande entusiasta do setor de mineração no Brasil. Um dos fundadores do  IBRAM - Instituto Brasileiro de Mineração 


"A Vale não é, e nunca foi, uma empresa produtora de minério de ferro, como todos pensam. A Vale é uma empresa de logística. Esse é o conceito que desenvolvi. Por quê? Porque o minério de ferro é produto de baixo valor. Para levá-lo ao consumidor do outro lado do mundo e ao lado do concorrente, e ganhar dinheiro, tínhamos de ser extremamente eficientes na geologia, produção das minas, beneficiamento , logística ferroviária, portuária, navegação etc. Mina sem transporte (logística) é cascalho. Ferrovia sem carga é ferro velho e navio nosso, parado na barra sem frete de porão vazio é um grande barco pesqueiro ( RJ – 1979) - "Acho que o valor está no trabalho em equipe, é fazer com que todos se sintam orgulhosos de participar de determinado projeto".(ELIEZER BATISTA)



A MINERAÇÃO NÃO É PARA QUALQUER UM, É PARA OS EXPERIENTES, CUIDADOSOS, ESTRATEGISTAS CONHECEDORES DE SUA PRODUÇÃO, OPERAÇÃO, MANUTENÇÃO, ENGENHARIA, LOGÍSTICA , ESTRATÉGIAS E NOVOS PROJETOS.

BUSCANDO A SEGURANÇA, ECOEFICÊNCIA, CONFIANÇA E RESULTADOS RESPONSÁVEIS PARA ATINGIR AS METAS DE PRODUTIVIDADE + COMPETITIVIDADE COM ÉTICA.

Texto longo usado na atividade briefing - Ambiente Operacional da Mineração - Ferrovia - Porto e Navegação - UNIDIS - SISTEMA LOGÍSTICO 

  • Uma mineração operada por homens sem coragem e não dispostos fazer, defender sua essência de base técnica, do conhecimento responsável e competente . Curvando-se e não argumentando seus superiores, muitos de conhecimento apenas conceitual, colocados por acionistas é o caminho aberto para a não sustentabilidade de diretores e gerentes. Os resultados não saem. Problemas se acumulam e formam uma atmosfera de risco.
  • Decisões têm de ser coletivas e respeitadas com base em experiência, talento e inteligência operacional. Não basta conceito. O conhecimento para decidir é moldado no conhecimento do negócio. Não há outro caminho mais sério na ciência de Administrar uma mineração.
  • Mineração é atividade a ser trabalhada à longo prazo. Ser administrada, operada e desenvolvida por profissionais corajosos, adeptos da organização, cautela e planejamento. Os riscos e a ousadia são calculados.
  • O problema de leigos no comando da mineração é que eles não gostam e não querem ouvir os experientes por competência,. Eles se sentem inseguros e quando ouvem alguém. Vão ouvir os seus consultores próximos que também não entende como ele da mineração. A prioridade muitas vezes são os lucros à qualquer custo.
  • Ignoram os riscos, não investem na visão da prioridade de segurança. O grande problema na mineração é que uma decisão errada de hoje, pode ficar adormecida por anos. Quando vem alcança os piores estágios. O volume de produção é grande e encoberta ou deixa ocultas situações que só os expert do negócio identificam.
  • Concluindo: leigo no comando da mineração, comandando diretores, gerentes e supervisores sem coragem para argumentar e medo de perder o emprego, é uma desgraça.
  • Mineração é composta de engenheiros, geólogos e gestores, estrategista e estudiosos por vocação, respaldados no conhecimento seguro do que dizem e praticam, através da pura da ciência de mineração. As decisões são puramente técnicas.
  • Os riscos de acidentes ou resultados fracos da atividade são  menores e minimizados, quando os verdadeiros profissionais da mineração assumem posição top e estão entre as maiores decisões das empresas mineradoras. Eles darão argumentações técnicas inquestionáveis.
  • A mineração só funciona de forma satisfatória e de verdade, através da engenharia com poder de decisão, comando, autonomia, liderança e o gerenciamento top de planejar, fazer, verificar e agir sistêmicamente para o crescimento seguro da atividade fim.
  • Cito Eliezer Batista e Antônio Ermírio de Morais engenheiros de decisão e comado e outros executivos que embora não engenheiros assumem essa visão de enxergar a mineração como um sistema de mineração e geologia ativas e combinadas é o caso de Wilson Brumer que mesmo não sendo engenheiro tem talento diferencido de gestão. Exemplos que dou pela trajetória de sucesso desses homens  em grandes mineradoras. 
  • Poderia citar dezenas de executivos CEO´S de top que  conheci e conheço pessoalmente. 
  • Comunicar, cobrar e dar resultados pela ciência de operar uma mineração indiferente de porte e tipo de minérios e metais.
  • A rotina da gestão de uma mineração é treinamento quotidiano. Feito por decisões contínuas à curto, médio e longo prazo. Como toda atividade, existem os imprevistos e os meios seguros de criar soluções alternativas e criativas  para não interferir na produção. São decisões tomadas de forma dinâmica e corajosa durante 24 horas,.
  • Essa condição é que faz da Escola da Mineração com a sua formação, não só de conhecimento técnico - humano - profissional e comportamental. Mas também de modelo mental de seus profissionais. Condição essa, que muito difere de outras áreas e ciências profissionais,
  • Como poucas atividades; os profissionais criados na mineração são mestres na racionalização de seus recursos com eficiência, ecoeficiência e segurança com embasamento sistêmico e holístico para definir as bases que sustentam a cadeia de resultados operacionais e o compromisso de produzir com qualidade, custo, ética e segurança.
  • A gestão de teores, o talento de blendar tecnicamente os diferentes tipos de situações e equilibrar a qualidade / teores e chegar a qualidade x, y,z é na realidade é uma arte de operar, desenvolver, gerenciar processos de extração e tratamento de minério.
  • Concentrá-lo e cumprir a missão de disponibilizá-lo em qualidade da produção programada é reitero; uma arte que está vinculada em conhecimento e técnica apurada nas bases de minerar eficientemente.
  • Processo esse que envolve equipamentos pesados, modernos, estrutura física operacional que representam bilhões em ativos. Milhares de pessoas, metas e compromissos arrojados. Guiados por estratégias de gestão, confiança nas operações, tecnologia, know how e domínio operacional do negócio.
  • A geologia aporta geomorfologia, geologia regional, geofísica e geoquímica. Sondagem, topografia, gestão de testemunhos, serviços de laboratório. Análise, estimativa de potencial mineral e outras conclusões. A engenharia de mineração dimensiona equipamentos e faz a gestão da produção, operação, manutenção apoio operacional, suporte, engenharia de projetos de melhoria da infraestrutura da mina e planta industrial. Cuida da Segurança, Saúde e Meio ambiente da mina, planta industrial, instalações em geral e ativos.
  • Dentre os indicadores a eficiência energética em padrão benchmarking é importantíssima. Da parte de produção e operação o guia será sempre a especificação padrão, ou solicitada pelo cliente quanto a granulometria e os os outros padrões correlatos.
  • A mineração exige lay out inteligente, seguro e competitivo, quanto às distâncias definidas entre oficina, almoxarifado, reservatórios para o suprimento de água e diesel e outros tipos de energia. Instalações de apoio logístico, laboratório. Localização segura de paióis de explosivos.
  • Distância entre britadores fixo ou móveis da planta de produção demandam um constante levantamento do ciclo operacional x eficiência energética, o índice que mede a a efetiva gestão via indicadores da produção, sempre coligados aos de manutenção:

  • MTBF;
  • MTTR;
  • Disponibilidade Inerente;
  • Confiabilidade;
  • Custo de Manutenção / Faturamento;
  • Custo de Manutenção / ERV;
  • Custo de Manutenção/ Unidade Produzida;
  • Backlog;
  • HH empregado por Tipo de Manutenção;
  • Fator de Produtividade da Mão de Obra;
  • O gerenciamento é complexo e arrojado.
  • Esta é a diferença base de ter uma mineração de verdade em relação às comandadas e operadas por leigos, imediatistas e artificialistas de números da mineração e desempenho, daquilo que não conhecem, não entendem ( do negócio) dos riscos operacionais e cadeia produtiva envolvida. A mineração envolve um universo de competências, habilidades específicas e ciência de decisões exigidas no conjunto da obra de gestão, missão, visão, estratégias, proatividade e prioridades do sistema da produção em harmonia com o sistema da manutenção e logística.
  • Os especialistas da mineração são estrategistas, nunca imediatistas ou artificialistas.O perigo maior dos imediatistas e dos artificialistas no comando e gestão de uma mineração, é : em primeiro lugar, não sabem o que fazem. O segundo é o de deslumbrarem com a magnitude do negócio- mineração, tamanho dos lucros, poder de chefia estratégica ou tática e ampla possibilidade de projeção do sucesso profissional. Aí muitos se empolgam.
  • Perdem a ética, o pé no chão e vão agindo pela vaidade, convencimento, força de persuasão. Só pensam na fama, mas pouca competência e conhecimento. Mais holofotes, mídia e ambiente artificial, moldado pelo poder e interesses puramente pessoais e conveniências.Mais pelo poder de mídia e marketing pessoal.
  • São considerados fenômenos de gestão. Mas na realidade comentem a famosa miopia do negócio. Dessa maneira os leigos, imediatistas e artificialistas, empolgados pela fama ao surgirem fortemente famosos no mercado da mineração e mídia.
  • Buscam incessantemente o lucro à qualquer custo e não enxergam as necessidades prioritárias e básicas que dependem de investimentos, ações imediatas, urgente, ou intervenções que não podem ser postergadas. Mas o que impera e se prioriza neles é a visão dos lucros, cada vez maiores a qualquer custo munido da gula empresarial e projeção artificial maior.
  • Visão, ou condição que faz perder a identidade, direção lógica e ética do negócio. Passam então a ignorar os riscos e ocultá-los e maquiar resultados, inclusive para se sustentarem e isso vem junto com a enganação que passa a ser vista e criticada cada vez mais. Principalmente quando identificada pelo mercado e fontes seguras  gera  pressões e cobrança dos entendidos e especialistas, inclusive de órgãos fiscalizadores, para fazer a coisa certa.
  • A a tendência depois de certo tempo é que esse tipo de gestão nefasta e enganadora fica sempre marcada pelo insucesso e irresponsabilidade. A mineração é um ovo, uma redoma, se o profissional se queima em uma, se queima imediatamente nas demais. Essa realidade é franca, aberto, vista e evidente como uma marca forte da mineração, ou punição natural  severa desse meio para comportamento e conduta profissional.
  • Ás vezes até injusta, mas é o que prevalece, tipo: "é a primeira impressão ´que fica". Mas o tempo é professor. determinador, justificador e esclarecedor. Muitos o colocam como melhor remédio e aí chegamos ao ditado: "todos merecem a 2a oportunidade". Nesse cenário de colocações; muitos se recuperam, erguem, reencontram e renascem das cinzas e outros vão ficar adormecidos para sempre.
  • Na mineração verdadeira, séria e profissional, não há espaço para falta de ética, maquiagem, artificialização de resultados burocraciaexcessiva e postergamento das prioridades básicas de segurança, sustentabilidade ambiental, pessoas, processos, tecnologia, estratégias de novos projetos de melhoria contínua. Porque há gestão de risco, experiência, competência e ciência operacional que detecta e verte desvios e anomalias com solução imediata
  • Mineração é geologia, planejamento e engenharia aliadas, alinhadas em todos os sentidos. Formando um só corpo de ação, decisão e trabalho. Esta aliança de fatores das dua ciências fortalecem continuamente a melhoria, know How nobre da mineração e sustentabilidade científica e tecnológia.
  • É a relação entre o suporte, apoio e a formatura da capacidade técnica unida para identificar e tratar as prioridades quotidianas com experiência de fato e decisões assertivas. A experiência é fundamental, englobando comunicação, liderança, empatia, segurança, meio ambiente e competência profissional.
  • Os verdadeiros gestores da mineração atuam incansavelmente na redução de custo, projetos de melhoria, otimização, fusão de contratos terceiros, pesquisas de equipamentos, softwares, controle de ativos e gestão de pessoas, pela natureza do trabalho.
  • Para isso é preciso frequentemente que os gestores da mineração façam mudanças corajosas e desafiadoras. Assumidas, tocadas pelos líderes e aceitas pelos liderados. Pacificar as resistências naturais às mudanças, usando a habilidade de comunicação, manutenção da competência, segurança e confiança dos liderados.
  • É portanto missão dos gestores e líderes da mineração, estar sempre buscando o aumento do rendimento das pessoas com educação e treinamento; com ele mesmo na função de um professor coach .
  • Estar atualizado tecnologicamente e ser exemplo de vida humana, social e profissional. Podendo com esse perfil e personalidade moral. Aumentar as qualidades de seu capital humano / pessoas. Produzindo conhecimento, métodos e soluções de problemas que interferem na produção, juntos, unidos com seus liderados no ambiente de ensino e aprendizado mútuo.
  • As empresas possuem naturalmente a capacidade de produzir uma massa de conhecimento técnico e humano. Mas mineração essa condição se difere de muitas outras atividades em função da diversidade de processos, tarefas e procedimentos operacionais. É preciso organizar e fazer a gestão do conhecimento.
  • O ensino e o aprendizado mútuo, que devem ser tratados e desenvolvidos por uma universidade corporativa, que é isso. Dependendo do porte e capacidade de investimento.
  • O modelo mental dos profissionais da mineração estará sempre ativo e vocacionado historicamente para propor de maneira efetiva investimentos em tecnologias modernas seguras e de retorno do custo beneficio. Acompanhados de pesquisadas sólidas e responsáveis. Sempre com base em argumentações técnicas enriquecidas de fatos e dados, ou justificativas convincentes para os superiores, amparado naquilo que inspiram confiança, segurança e ciência do que defendem.
  • É muito comum usar esse modelo mental nas fases de orçamento do opex e capex das diretrizes, negociações e aprovações corporativas. O ambiente do gestor de mineração é esse, além das pressões normais do quotidiano que existem para produzir, fato que ocorre em todas empresas do mundo, exceto as filantrópicas e estatais deficitárias, onde não existem metas arrojadas e substituição por fraco desempenho. Onde há metas arrojadas para se cumprir, a pressão para atingi-las, sempre vão estar juntas e coligadas.
  • Cabe aos gestores cumprir metas, não há escolha. Caso contrário são fatalmente substituídos. Para resumir; o compromisso é atingir metas. O não atingimento de metas, pode ser perfeitamente justificado, desde que tenha verdade base sólida, absoluta compreensão, força de respaldo e aceite superior. Uma conversa de vendedor de tapete, não suficiente.
  • Só assim as mineradoras conseguem elevar a competitividade do dia a dia, conectadas em novos projetos, que visam a sustentabilidade e atingimento múltiplo de metas arrojadas e objetivos desafiadores cobrados pela governança corporativa.
  • A mineração é um ambiente altamente dinâmico na concepção de gestão e operacionalização do sistema de seu macroprocesso que aporta produção, operação, manutenção, logística, suprimento, suporte, apoio operacional, segurança, meio ambiente, etc.
  • Essas atividades são pares da plantas de beneficiamento consolidando o conceito da atividade e desenho operacional da maioria das mineradoras. Refiro às operações de mina e a operações da planta de beneficiamento, onde o sistema da mina alimenta o sistema de beneficiamento da planta , unindo esses dois sistemas integrados que caracterizam basicamente o perfil da atividade de mineração, sinergia e sistema operacional, que se expandem, se complementam e unificam as produções individuais e coletivas do sistema geral da mineração em termos de quantidade, qualidade, ou volume de produto programado de produção, para atender os clientes, consumidores globais.
  • A mineração sempre teve esse perfil e cultura operacional. Hoje já muito adicionado das tecnologias e IA do setor, mas com um sistema todo definido pelas diretrizes tradicionais e amadurecidas com base na Engenharia que decide e a geologia que atesta, assegura e indica o potencial disponível para atender a produção. Ambas ciências e departamentos da empresa orientados pelo planejamento robusto e integrado de produção de minérios e metais balizados pela quantidade e qualidade.
  • Todas essas relações estabelecidas criam, ou norteiam para coesão para o ambiente de trabalho avante, produtivo e sistêmico. Identificada pelo entendimento mútuo e cooperação, que é um traço da cultura peculiar e vinculada à procedimentos bilaterais e integrados da geologia e engenharia da mineração juntas, determinantes, associadas e essenciais para progresso técnico e científico da atividade da mineração em seu contexto geral.
  • Temos então uma ambiência formada de fortes relações de empenho, trabalho e dedicação e integração para atender com eficiência as especificações do mercado comprador. Assegurando boa posição de mercado e sustentabilidade do ranking e market share da mineração.
  • Veja que na engenharia de mineração e na geologia, mesmo com o aparato tecnológico e IA não  basta só os relatórios, gráficos e planilhas modernas é preciso checar o quadro de evolução de onde foi feita a detonação para a escavadeira trabalhar e disponibilizar o volume de material para alimentar a planta, o que altera as condições de acesso, a a redução linear do bancos e a elevação do risco de se locomover na mina operando.
  • Este é um detalhe quotidiano o da segurança e atenção permanente.
  • Eu particularmente vejo na Engenharia da Mineração o domínio e assertividade da razão de carga para desmonte uma arte filha da ciência de minerar . Reúne técnica, habilidade e conhecimento local para determinar quanto se gasta de explosivos para o desmonte de X tn de material.
  • Na mineração o Risco está existe, na movimentação de explosivos, condições de barragens, movimentação de equipamentos pesados. O senso de prevenção e atenção nas operações de forma evitar acidentes graves. Ter coragem para parar a produção. Usa o respaldo e a liderança permanente faz parte do dia a dia de um Gerente ou Gestor de Mineração.
  • É Dessa maneira que funciona basicamente as mineradoras, e a ciência de gestão em todas suas fases e processos. Indicando que se trata de um sistema composto de gerenciamento de ações e iniciativas técnicas que anexam as responsabilidades, planejamento, planos e estratégias unidas e integradas, através de uma visão gerencial adequada e composta do processo geral, do controle permanentemente da produção planejada, assegurando o uso de táticas e culminando ao sucesso do negócio.
  • Atuei no Projeto Carajás 18 anos nas minas e ferrovia nas fases implantação, pré operação e operação. Nas minas Carajás, passei por atividades altamente periculosas, onde me especializei em supervisão geral de apoio logístico de produção da Mina de N4E.
  • Cuidando de toda parte de suprimento, recebimento, armazenagem e expedição de combustíveis e explosivos, que na época levavam o uso elevado na composição química, de nitroglicerina. Composição química esta que fazia com que o explosivos / dinamites exsudassem com certa facilidade.
  • Exigindo cuidados especiais com todo tipo de segurança correlata. Os paióis deveriam ser abertos cedo, para arejarem o ambiente. Explosivos à base de nitroglicerina provocavam dores de cabeça. Se alguns procedimentos não fossem cumpridos.
  • Cuidados, muito maiores, que os explosivos / dinamites atuais. Hoje bastante aprimorados tecnologicamente em termos de segurança, pela indústria mundial desse insumos, que é altamente consumido pelas mineradoras. Daí a corrida competitiva para melhorá-los cada vez mais, em termos de qualidade, desempenho, segurança, manuseio e aplicação, o que era ainda tímido no início dos anos 80. (Explosivos mais densos tendem a ter maior sensibilidade e potência. ... mas que tornam-se extremamente perigosos quando em exsudação.)
  • Fui formado não só pela gestão de controle desses insumos, mas criamos nessa escola e controle da mineração um conceito orientado pelo R-105 do Exército Brasileiro que cuida de explosivos sob um modelo preventivo de acidentes fatais. Amadureci profissionalmente nesse intuito após 13 anos ininterruptos nessa função e disso herdei com muito orgulho um modelo mental de tratar de segurança das pessoas como mandatória, ética, honesta e responsável.
  • Deixo aqui os meus agradecimentos aos colegas na época que estiveram comigo, compartilhando os esforços, experiências e aprendizado de segurança e prevenção de eliminação de risco de fatalidades.
  • As duas tragédias de rompimento de barragens da VALE mudam a visão de projetar, operar e monitorar barragens e estruturas correlatas. Intensifica a Gestão de Riscos e novas tecnologias de segurança. Tivemos  prejuízos de vidas humanas,  impactos ambientais severos que abalam a história da mineração. 
  • O gerenciamento estratégico de risco, crise, mudança, educação ambiental nas comunidades vizinhas é visto como projeto de aprimoramento da comunicação das mineradoras como um todo na empresa, compliance, ecoeficiência e sustentabilidade / SSMA é permanente. Deve envolver os empregados terceiros inclusive, formando a junção do capital humano local, a força de trabalho complementar existente.
  • Compondo dessa forma a vanguarda e orientações das políticas e diretrizes corporativas das modernas mineradoras. Este é o resultado da inserção das boas práticas de gestão nas empresas no século XXI. A CARTA DO IBRAM em suas orientações de segurança relacionadas com a ética na mineração, ao futuro da mineração e a mineração do futuro, conexa à quase tudo que abordamos nesse longo artigo. 

Carta compromisso do IBRAM perante a sociedade

09 Set 2019 / Tempo estimado de leitura: 17min
Estamos comprometidos com uma profunda transformação da indústria da mineração, em nossos processos e técnicas, em nossas relações com as pessoas e com a natureza. Reconhecemos nossa relevância e influência nos contextos em que estamos inseridos, sobretudo nas questões socioeconômicos e ambientais. Assim, sabemos que é preciso intensificar a prática da escuta e do diálogo. Estamos disponíveis, abertos e com desejo genuíno de mudar para evoluir.
Este documento traz as bases do início desta transformação. São compromissos que o setor assume publicamente, em nome dos quais serão organizadas diversas ações, planos e metas, de modo a permitir à sociedade conhecer e acompanhar, com transparência e objetividade, a evolução das atividades empresariais minerárias legalizadas em território brasileiro. Sabemos que, quanto maior a participação social, mais acertada será a nossa tomada de decisão.
Com isso, reconhecemos e assumimos nossas falhas; lamentamos profundamente as perdas de vidas, os impactos sociais, econômicos, ambientais, culturais e psicológicos causados após os recentes rompimentos de barragens de rejeitos. O sofrimento associado a essas perdas e impactos é parte da história, e sempre será um alerta da inarredável necessidade de honrar todos os esforços para a garantia da segurança operacional.
Os rompimentos de barragens colocaram em xeque a essência da atividade minerária, qual seja, a de oferecer à sociedade uma gama de recursos minerais que, transformados em produtos, permitem o incremento da qualidade de vida e do desenvolvimento humano. A mineração pode – e deve – ser um vetor para o desenvolvimento; indutora da transformação tecnológica; contribuinte ativa para um modo de vida equilibrado e inclusivo; protagonista no incentivo à economia circular e agente de cuidado com o meio ambiente. É preciso, ainda, que, antes e fundamentalmente, a mineração seja responsável.
É imprescindível, nesse contexto, apresentarmos respostas às indagações quanto à nossa segurança operacional e, consequentemente, quanto ao custo-benefício de nossa presença nos territórios.
Qual é o futuro da mineração? E, principalmente, qual é a mineração do futuro?
Diante de tudo o que aconteceu, responder a essas perguntas é uma das formas que encontramos de prestar contas à sociedade, aprendendo com as lições do passado e reafirmando a responsabilidade de garantir a segurança das nossas operações.
Não se defende uma mineração a qualquer preço. Cumprir os compromissos estabelecidos neste documento significa aprofundar um processo de transformação estrutural profunda da mineração brasileira ao longo dos próximos anos. Uma transformação interna pelo engajamento de todo o setor em torno de objetivos comuns, um esforço inédito de uma atividade secular em território brasileiro. Sabemos que este é o único caminho para restaurar nossas relações e, consequentemente, restabelecer a credibilidade e a confiança da sociedade de que essa indústria reúne plenas condições de oferecer mais segurança e processos produtivos mais sustentáveis.
O cerne desta carta, portanto é: uma declaração pública de mudança e evolução dos compromissos da indústria minerária.
O Instituto Brasileiro de Mineração espera contar com a adesão voluntária a este documento do maior número possível de mineradoras Brasil afora e, para isso, irá propagar constantemente o andamento das ações relacionadas ao cumprimento dos compromissos expostos a seguir:
SEGURANÇA OPERACIONAL
Para o Instituto Brasileiro de Mineração, a identificação e o controle de perigos e o gerenciamento de riscos são condições essenciais para assegurar que as operações de qualquer atividade econômica se apresentem em níveis de segurança aceitáveis ou superiores aos padrões exigidos.
Ações
  1. Contribuir para um novo arcabouço de normas e leis visando regular a mineração do futuro;
  2. Fomentar a criação de um centro de excelência de segurança operacional e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do setor mineral para compartilhar e desenvolver boas práticas;
  3. Criar relatório anual sobre segurança operacional, por meio de fóruns específicos entre empresas do setor mineral, instituições de ensino e órgãos não-governamentais.
BARRAGENS E ESTRUTURAS DE DISPOSIÇÃO DE REJEITOS
O IBRAM envidará seus melhores esforços para que a gestão das barragens e das estruturas de disposição de rejeitos observe melhores padrões mundiais, tornando públicas as informações sobre sua segurança, os impactos gerados em caso de sinistro e as ações a serem tomadas em situações de emergência.
Ações
  1. Dar transparência e ampla visibilidade na gestão e na utilização de barragens;
  2. Desenvolver pesquisas em otimização de processos com a Academia e fornecedores, visando
reduzir a geração de rejeitos e adotar novas práticas para a disposição;
  1. Estimular que as empresas privilegiem uma conduta cautelosa na gestão de risco das barragens, evidenciando ações de mitigação com transparência e visibilidade.
SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL
O Instituto Brasileiro de Mineração expressa o seu compromisso com a saúde e a segurança de seus trabalhadores, sejam eles diretos ou indiretos, aplicando e ampliando medidas inovadoras e indutoras de boas práticas, que assegurem o cuidado com a saúde e as condições adequadas de trabalho ao desempenho das funções, preservando fundamentalmente a vida e a sua integridade.
Ações
  1. Buscar a implementação de instrumentos que se proponham a zerar as fatalidades e doenças ocupacionais incapacitantes;
  2. Garantir uma gestão de riscos integrada aos demais processos, de forma eficiente, que se torne referência no Brasil.
  3. Promover o investimento em inovações tecnológicas, pesquisas, desenvolvimento e capacitação voltados à promoção da saúde e à adequação do ambiente de trabalho, visando a minimizar a exposição das pessoas aos riscos.
MITIGAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
Como em qualquer outra atividade produtiva, no âmbito da indústria da mineração os impactos ambientais estão presentes e são precedidos de estudos que visam a prevenção, mitigação, recuperação e/ou compensação destes por meio de controles ambientais. Consciente de sua responsabilidade, o setor mineral brasileiro compromete-se em aprimorar os estudos de impacto ambiental e os controles ambientais existentes, contribuindo, assim, para a preservação dos ecossistemas e da biodiversidade.
Ações
  1. Incorporar e internalizar nos planos de negócio todas as medidas de controle ambiental buscando a melhoria das técnicas no processo de mineração. Otimizar e desenvolver tecnologias que garantam a melhoria nos processos e controle ambiental;
  2. Planejar, implantar e operacionalizar as medidas de fechamento de mina e minimização dos passivos ambientais concomitantes à operação com participação da sociedade;
  3. Incentivar a integração das empresas, que operam na mesma região, à implantação das melhores práticas de controle ambiental, considerando os impactos sinérgicos e cumulativos.
DESENVOLVIMENTO LOCAL E FUTURO DOS TERRITÓRIOS
O Instituto Brasileiro de Mineração incentivará o setor mineral a postura de preservação como um vetor de desenvolvimento coexistindo harmonicamente com outros segmentos econômicos e respeitando as características locais. Nesse sentido, entende-se que as atividades minerárias deverão ser inclusivas e capazes de compartilhar valor para todas as partes interessadas e contribuir de forma efetiva para o futuro dos territórios nos quais têm atuação ou mesmo influência.
Ações
  1. Fomentar governança multisetorial nos territórios mineradores para definir uma agenda positiva e transformadora, compartilhando valor para todas as partes interessadas;
  2. Incentivar as mineradoras a ampliar investimentos em ações de forma voluntária para o desenvolvimento local, além das ações da gestão de impacto;
  3. Estimular a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), de modo a estabelecer agendas para o desenvolvimento local, considerando as particularidades e as potencialidades dos territórios;
  4. Incentivar as empresas mineradoras a criarem e a implementarem programas de formação de
lideranças da mineração e de lideranças multiplicadoras nos territórios mineradores com foco na agenda de desenvolvimento de longo prazo.
RELACIONAMENTO COM COMUNIDADES
O Instituto Brasileiro de Mineração defende que o relacionamento com as comunidades nas áreas de atuação do setor deve ser pautado por uma abordagem proativa e respeitosa, por meio de diálogos francos, inclusivos e participativos, considerando as realidades e expectativas locais frente à atividade minerária, zelando para que essas interações promovam ambientes e oportunidades de livre e igualitária expressão.
Ações
  1. Desenvolver programas que vão ao encontro das expectativas da sociedade em relação à saúde, segurança, meio ambiente, relações com a comunidade, diversidade, inclusão, impactos, entre outros, por meio de um processo de diálogo participativo de construção e avaliação contínua;
  2. Promover e ampliar o acesso da sociedade a canais de diálogo com a comunidade e o setor, considerando os interesses da população nas tomadas de decisão;
  3. Preparar os profissionais da mineração e as comunidades para os desafios do futuro, reconhecendo todas as interfaces e pontos de vista;
  4. Construir, com a sociedade, mecanismos de transparência e acompanhamento em torno da aplicação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).
COMUNICAÇÃO & REPUTAÇÃO
O IBRAM defende que o relacionamento e a comunicação devem ocorrer em linguagem acessível e compreensível, com rapidez, transparência e autenticidade. O setor reforçará ações que sejam reconhecidas pelas diversas partes interessadas e que tornem perceptíveis as suas práticas de gestão e de operação.
Ações
  1. Apresentar o setor à sociedade, incluindo seus riscos e ações de mitigação com proximidade, agilidade, transparência, clareza, coerência, simplicidade, proatividade e autenticidade;
  2. Fortalecer a presença institucional do setor nas esferas municipal, estadual e federal;
  3. Incentivar a adoção de programas e práticas de compliancen as mineradoras.
DIVERSIDADE & INCLUSÃO
O Instituto Brasileiro de Mineração reconhece que o respeito à diversidade é condição primária para que se estabeleça a inclusão social com garantias ao exercício da cidadania. Ao reconhecer o direito igualitário de todo ser humano, o setor da mineração declara a valorização das singularidades e individualidades e o respeito à heterogeneidade nas suas diferentes formas: classes, gênero, etnia, orientação sexual, deficiências, dentre outras.
Ações
  1. Encorajar as mineradoras a viabilizarem ambientes que valorizem a diversidade e promovam a inclusão, de modo que os profissionais possam desenvolver seu pleno potencial e as empresas possam atrair, reter e desenvolver pessoas;
  2. Incentivar as empresas do setor a tornar o ambiente da mineração mais diverso e inclusivo, com ações afirmativas para valorização de identidades, notadamente no que diz respeito a gênero, etnia, LGBTQI+, PCDs, refugiados e povos tradicionais;
  3. Estimular o setor a preparar o ambiente interno para acolher Diversidade & Inclusão.
INOVAÇÃO
O desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias visam elevar a eficiência da indústria da mineração e reduzir os impactos socioambientais oriundos das suas operações. São considerados, pelo Instituto Brasileiro de Mineração, requisitos do próprio negócio. Ao incorporar inovações em seus processos, o setor reforça o seu compromisso em expandir os debates e estudos de soluções junto a centros de pesquisas e desenvolvimento e criar oportunidades empreendedoras para novos projetos.
Medidas
  1. Incentivar o aumento de investimento nos projetos de inovação e tecnologia nas mineradoras focando nos temas prioritários como segurança, água, energia, rejeitos/resíduos e desenvolvimento social;
  2. Expandir a busca de soluções colaborativas via inovação aberta e cooperação entre os vários agentes do ecossistema por meio do Mining Hub, ambiente de inovação aberta do setor mineral.
ÁGUA
O IBRAM se compromete a fomentar e ampliar o uso consciente e racional da água nos processos, incentivando ações que visem à preservação dos mananciais, sejam subterrâneos ou superficiais, assim como iniciativas que ampliem a disponibilidade hídrica dos rios e a qualidade da água.
Ações
  1. Estabelecer metodologia uniforme para definir indicadores de performance do uso e do consumo de água, definindo metas de redução gradativas, publicamente explicitadas;
  2. Tornar públicas e disponíveis as informações de uso, consumo e qualidade das águas e efluentes na indústria da mineração;
  3. Participar efetivamente e apoiar os comitês de bacia hidrográfica, ampliando-se o escopo de atuação para incorporar estudos associados a mudanças climáticas e propor ações estratégicas para o setor e a sociedade em geral.
ENERGIA
Para o Instituto Brasileiro de Mineração, o uso de fontes alternativas de energia é questão primordial quando se discute as mudanças climáticas e o consumo crescente de insumos na sociedade moderna, estando essa discussão incorporada nas agendas das nações e dos setores econômicos. A indústria da mineração brasileira dará inequívoca contribuição ao tema, debatendo a questão energética e apresentando e incorporando proposições, ampliando a eficiência de seus processos, elevando o uso de energia renovável e reduzindo o consumo de insumos naturais, numa demonstração clara de senso de responsabilidade social e zelo pela sustentabilidade de suas operações.
Ações
  1. Fomentar a redução do consumo de insumos naturais energéticos por meio da melhoria da eficiência de equipamentos e dos processos produtivos;
  2. Planejar o aumento do número de fontes de energia renovável na matriz energética das atividades minerais;
  3. Incentivar a promoção de fóruns para troca de experiências e boas práticas/análise de benchmarking intra e intersetorial, bem como elaboração de guias técnicos.
GESTÃO DE RESÍDUOS
A gestão e a reutilização dos resíduos produzidos pela indústria mineral estão, para o Instituto Brasileiro de Mineração, entre os principais desafios do setor, em virtude da representatividade do material gerado em suas operações. Objetivando contribuir com a sua redução e reaproveitamento, a indústria minerária brasileira assume o compromisso de envidar esforços visando a melhor destinação de resíduos, a aplicação de novas tecnologias e inovação nos processos para reduzir a geração e fomentar negócios para que sejam transformados em novos produtos.
Ações
  1. Encorajar o fortalecimento da gestão de resíduos com o foco na redução e envolvimento de partes interessadas;
  2. Promover e desenvolver políticas e estudos de melhores práticas para a gestão de resíduos (rejeitos, estéril e demais) visando a redução de impactos socioambientais;
  3. Fomentar novos negócios, com o foco na economia circular, de forma a transformar resíduos em novos produtos.
Esta carta é fruto da reflexão e do engajamento de 200 profissionais da indústria da mineração e conta com o endosso do corpo de Executivos e Conselheiros das empresas associadas ao IBRAM.
A partir do endosso e da participação ativa das mineradoras associadas em relação aos compromissos aqui dispostos, queremos propor e promover a evolução no nosso modo de exercer a mineração no território brasileiro, correspondendo aos anseios da sociedade e assumindo a transparência e o diálogo como ferramentas que nos ajudarão a construir a mineração do futuro e o futuro da mineração.
Belo Horizonte, 9 de setembro de 2019.
Wilson Nélio Brumer
Presidente do Conselho do IBRAM
Flávio Ottoni Penido
Presidente-executivo do IBRAM


(*) Rowan Pedro de Araújo é Diretor e Vice Presidente dos Conselhos Empresariais de Mineração e Siderurgia e do Agronegócio da ACMinas - Associação Comercial e Empresarial de Minas. Atua como Professor de Economia Industrial na UNIDIS. 


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